Aposentou! Craque do São Paulo, anuncia adeus aos campos após diagnóstico
O anúncio de que Oscar vai pendurar as chuteiras aos 34 anos recoloca em debate o momento da aposentadoria de atletas de alto rendimento.
O anúncio de que Oscar vai pendurar as chuteiras aos 34 anos recoloca em debate o momento da aposentadoria de atletas de alto rendimento, especialmente diante de problemas físicos e de saúde recentes, como lesões importantes em 2025 e um mal súbito em exames de pré-temporada que o levou à UTI e intensificou o acompanhamento médico.
O que é síncope vasovagal em jogadores de futebol
A síncope vasovagal, diagnóstico recebido por Oscar, é uma perda transitória de consciência associada à queda de pressão arterial e diminuição da frequência cardíaca.
Em geral, é um desmaio súbito, desencadeado por fatores como estresse, dor intensa, calor excessivo ou permanência prolongada em pé.
Em atletas, episódios assim levam a uma bateria de exames para descartar doenças cardíacas graves.
Embora muitas vezes não represente risco imediato de morte, exige monitoramento constante quando se trata de profissionais que atuam em esforço máximo, pesando diretamente na avaliação sobre a continuidade da carreira.
Quais fatores influenciam a aposentadoria no futebol
A aposentadoria no futebol não segue idade fixa: alguns atletas jogam em alto nível até depois dos 38 anos, enquanto outros encerram a carreira por volta dos 30.
No caso de Oscar, a fratura em três vértebras em 2025, seguida de lesões recorrentes e do episódio de síncope, mudou sua rotina profissional e a forma de encarar o futuro.
Na hora de decidir parar, jogadores costumam avaliar um conjunto de aspectos que vai além do desempenho em campo, envolvendo saúde, motivação e estabilidade fora dos gramados:
- Condição física: sequência de lesões, dores crônicas e perda de mobilidade;
- Orientação médica: riscos de novas contusões ou episódios cardiovasculares;
- Motivação esportiva: disposição para treinar em alta intensidade;
- Planejamento financeiro: segurança econômica para a transição;
- Projetos futuros: interesse em funções técnicas, gestão ou outras áreas.
Leia também: Arena vem ai! Demolição de estádio do novo rico da série A chega ao final da fase
⚠️ Agora!
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) December 12, 2025
Martelo batido: Oscar, do São Paulo, vai se aposentar.
O meia de 34 anos, que foi diagnosticado com uma síncope vasovagal no mês passado, já informou a pessoas próximas sobre a sua decisão.
Agora, Oscar terá uma reunião com o São Paulo para acertar a rescisão… pic.twitter.com/SBY1nl4RyQ
Como a trajetória de Oscar explica o momento atual
Revelado em Cotia, no São Paulo, Oscar apareceu ainda adolescente no profissional e depois transferiu-se ao Internacional, após disputa judicial que resultou em indenização ao clube paulista.
No Inter, consolidou-se como meia criativo, o que rendeu transferência ao Chelsea, onde disputou campeonatos de alto nível na Europa.
Em 2016, migrou para o futebol chinês em um projeto financeiramente robusto, ao mesmo tempo em que defendia a seleção brasileira, com título da Copa das Confederações de 2013 e participação na Copa do Mundo de 2014.
Nos últimos anos, alternou bons momentos em campo com longos períodos de recuperação, e a combinação de lesões de coluna e síncope reforçou a discussão interna sobre limites e prioridades.

Qual é o contexto médico e emocional da decisão de Oscar
O episódio de mal súbito na pré-temporada, que o levou à UTI, acendeu um alerta definitivo para Oscar e para o departamento médico.
A partir daí, o jogador passou a considerar com mais seriedade os riscos de manter-se em atividade em um ambiente de esforço máximo e pressão constante.
Além da saúde, entram em jogo aspectos emocionais, como o desgaste acumulado pela rotina intensa e o impacto psicológico de conviver com incertezas físicas.
A reaproximação com o São Paulo indicou um possível novo capítulo, mas a leitura conjunta de médicos, família e do próprio atleta tende a apontar para a aposentadoria.
Quais caminhos Oscar pode seguir após pendurar as chuteiras
Encerrar a carreira não significa se afastar do futebol. Com experiência em grandes centros e na seleção, Oscar reúne credenciais para atuar em diferentes frentes, dentro e fora de campo, seja em projetos esportivos ou em áreas empresariais ligadas ao jogo.
Entre as possibilidades estão funções técnicas em clubes, cargos de gestão em departamentos de futebol, participação na mídia esportiva, criação de escolinhas e projetos sociais para formação de jovens atletas, além de investimentos e empreendedorismo em negócios relacionados ao esporte.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)