Youtuber gravou como foi sua experiência ao encarar uma das estradas mais perigosas do mundo de bicicleta
O que rola na descida da estrada da morte na Bolívia?
A famosa estrada da morte na Bolívia atrai milhares de aventureiros corajosos que encaram uma descida brutal de bicicleta beirando um abismo gigantesco. O trajeto alucinante muda de um frio congelante para o calor abafado da selva em poucas horas de pedal, testando os limites do corpo e o controle mental absoluto de quem topa o desafio.
Por que a estrada da morte na Bolívia carrega um nome tão assustador?
A pista de terra batida ganhou uma fama pesada por tirar a vida de mais de 300 pessoas todos os anos antes da nova via principal ficar pronta. São quase 60 km de trajeto estreito, onde ônibus velhos e caminhões dividiam o mesmo espaço a poucos centímetros de uma queda livre de até 300 metros.
O clima não perdoa ninguém no local, misturando uma neblina densa que cega a pessoa com cachoeiras caindo direto na cabeça de quem passa. Sem nenhum guarda-corpo de proteção ou placa de trânsito, o viajante fica totalmente por conta própria na beirada da ribanceira boliviana.

Como foi a construção desse caminho cravado nas pedras?
Essa cicatriz na montanha surgiu na marra durante uma grande briga por áreas com suposto petróleo entre a Bolívia e o Paraguai. O governo usou vários prisioneiros de guerra como mão de obra forçada para abrir a passagem na base da picareta e sem equipamentos adequados de segurança.
Os rapazes ralaram duro sofrendo com a falta de ar, o frio extremo da Cordilheira dos Andes e a fome constante no acampamento. Hoje o percurso virou ponto turístico radical e o canal Guelmi Por aí gravou de perto o sufoco que é fazer esse mergulho em cima de duas rodas.
Veja o vídeo abaixo:
O que a galera costuma fazer para pedir proteção na pista?
Ninguém despenca no abismo sem antes fazer um forte pedido de proteção espiritual lá no topo da montanha. O costume da região exige uma oferenda para a mãe terra aliviar os perigos da jornada até o fim da tarde.
Dá uma olhada no ritual que a turma faz antes de montar na magrela.
- Mastigar a folha de coca para aliviar o mal-estar dos 4.600 metros de altitude.
- Jogar um belo gole de álcool 96% na própria bicicleta e no chão de terra.
- Deixar doces e garrafinhas velhas para agradar a energia do ambiente natural.
- Tomar um café da manhã reforçado com milho cozido e queijo na sacola plástica.
Quais são as diferenças de clima que batem durante o passeio?
A viagem arranca nas alturas, onde o vento cortante e a neblina congelam os dedos do ciclista através da luva de frio. Conforme a ladeira joga você ladeira abaixo para a região de Yungas, o corpo começa a sentir a pancada térmica muito rápido.
Esta tabela mostra a mudança agressiva de ambiente do início ao fim.
Quais os maiores perigos de encarar esse passeio de bicicleta hoje?
A falta de um asfalto liso transforma a brincadeira numa montanha-russa de solavancos e derrapagens pesadas na lama. O chão é lotado de deslizamentos de terra super recentes e buracos fundos que travam a roda sem nenhum aviso prévio.
As cruzes de madeira fincadas em cada curva sinistra lembram o visitante que qualquer vacilo no freio termina mal no fundo do vale. Chegar no final com os dentes inteiros e as pernas moídas vale o cansaço, provando que você sobreviveu de verdade na viagem.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)