Viagens longas podem causar trombose! Saiba como cuidar da sua saúde vascular
Viagens longas podem aumentar o risco de trombose. Saiba como se prevenir e identificar sintomas da doença.
Com a chegada do final do ano, muitas pessoas aproveitam o recesso escolar e do trabalho para planejar viagens. Este é um momento perfeito para explorar novos lugares, mas é importante estar ciente dos riscos à saúde que viagens longas podem representar, especialmente no que diz respeito a problemas vasculares como a trombose venosa profunda.
A doutora Camila Helena, especialista em angiologia, explica que a permanência em uma mesma posição por longos períodos, comum em viagens longas, pode aumentar o risco de trombose. Isso ocorre devido à estagnação do sangue nas veias, conhecida como estase venosa, aliada à ativação dos fatores de coagulação. Viagens de mais de quatro horas, principalmente, aumentam esse risco, sobretudo nas duas semanas posteriores à viagem.
Como identificar sinais de problemas vasculares?
Problemas vasculares podem manifestar diversos sintomas. Os principais sinais que indicam um problema nas pernas incluem:
- Inchaço
- Dor
- Sensação de peso
- Formigamento
- Mudanças na coloração da pele
É crucial procurar um profissional de saúde ao observar esses sintomas, para que haja uma avaliação e um diagnóstico adequados.
Quais são as estratégias para prevenir a trombose em viagens?
Prevenir a trombose é essencial durante viagens longas. Algumas das medidas recomendadas incluem:
- Fazer pausas a cada duas horas em viagens de carro para caminhar e alongar as pernas.
- Em voos longos, levantar-se e mover-se sempre que possível. Realizar exercícios como flexionar e estender os pés e realizar movimentos circulares com os tornozelos.
- Manter-se hidratado e usar roupas confortáveis.
- Evitar o uso de álcool e medicações para dormir.
- Utilizar meias de compressão graduada, se recomendado por um médico.

Quais fatores de risco aumentam a incidência de trombose?
A incidência de trombose é maior em indivíduos que apresentam fatores de risco específicos. Entre eles estão: cirurgia recente, história prévia de trombose, presença de câncer, gravidez, idade avançada, uso de estrogênio, obesidade e condições como trombofilia.
Aqueles que se enquadram nesses fatores e planejam viagens longas devem consultar um especialista em cirurgia vascular. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos profiláticos para minimizar o risco de trombose.
O que fazer após a viagem se sintomas persistirem?
Se após completar uma viagem, sinais como dor e inchaço não diminuírem, é crucial procurar atendimento médico imediato. O diagnóstico e tratamento oportunos são essenciais para prevenir a progressão da trombose e evitar complicações mais graves, como a embolia pulmonar.
Cuidar da saúde vascular durante as viagens é uma medida preventiva vital para garantir uma experiência segura e prazerosa, permitindo aproveitar ao máximo o período de descanso e lazer sem preocupações adicionais.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)