Via expressa de R$ 10 bilhões custará mais de 300 reais para atravessar
Projeto bilionário prevê via expressa, fim da dependência de balsas e cobrança de pedágio elevado para veículos
O projeto de uma nova ligação por rodovia especial para Koh Samui avança como uma das principais obras de infraestrutura do sul da Tailândia, prevendo um trajeto misto em terra firme e sobre o mar para substituir gradualmente a dependência de balsas e ferries, com foco em mobilidade, turismo e integração de serviços essenciais.
O que está previsto na nova ligação rodoviária com Koh Samui?
A rodovia especial ligando Koh Samui foi concebida para conectar a ilha ao continente por meio de uma via expressa pedagiada, com cerca de 15 km em terra e aproximadamente 22 km em ponte marítima. Se confirmada, será a mais longa estrutura viária sobre o mar da Tailândia e custará cerca de 55 bilhões de baths (Cerca de 10 bilhões de reais).
Os estudos de viabilidade em engenharia, finanças e meio ambiente estariam acima de 90% de avanço, com audiências públicas para apresentar resultados e recolher sugestões. Após a conclusão da avaliação de impacto ambiental, o projeto seguirá para deliberação do gabinete, em um cronograma que pode se estender até o fim desta década.
Como funciona o modelo de investimento e pedágio da via expressa?
O modelo para a via expressa até Koh Samui segue o formato de parceria público-privada (PPP), em que o setor público tende a assumir a construção e a iniciativa privada ficará responsável pela operação. A administradora selecionada em licitação cuidará da manutenção e da cobrança de pedágio.
Os estudos indicam que a tarifa para automóveis de quatro rodas pode ficar em torno de 1.000 baht (cerca de 176,32 Real brasileiro) por trecho, cerca de 2.000 baht (cerca de 352,63 Real brasileiro) ida e volta, valor superior ao de outras vias expressas por causa da extensão e da ponte marítima. A inclusão de motocicletas ainda está em avaliação técnica e regulatória.

Por que a rodovia funcionará também como corredor de infraestrutura?
Um diferencial da rodovia especial ligando Koh Samui é atuar simultaneamente como via de transporte e corredor para utilidades públicas. O projeto reserva espaço para tubulações de água, cabos de energia elétrica e redes de telecomunicações ao longo da estrutura.
Quatro grandes empresas de serviços públicos já firmaram memorandos para usar o traçado da estrada como rota compartilhada, evitando dutos e cabos submarinos independentes. Isso reduz custos, simplifica a manutenção e diminui o impacto ambiental ao concentrar a infraestrutura sobre a ponte.
Quais serão os impactos no transporte regional e no turismo?
A demanda estimada varia entre 7 mil e 8 mil usuários por dia, incluindo moradores, trabalhadores e turistas. Hoje, o acesso depende de balsas que levam de 1h30 a 3 horas, sujeitas a atrasos por clima e sazonalidade, enquanto a nova rodovia reduziria o percurso para aproximadamente 15 a 20 minutos.
Com deslocamento 24 horas por dia, a região ganhará mais previsibilidade para serviços e viagens, o que tende a fortalecer a economia local. Entre os principais efeitos esperados da ligação rodoviária para Koh Samui estão:
Quais são os próximos passos e desafios do projeto para Koh Samui?
Nos próximos anos, o projeto da rodovia especial para Koh Samui passará por ajustes de traçado, definição final de tarifas e detalhamento das parcerias com o setor privado. As audiências públicas terão papel central na incorporação de preocupações locais e sugestões técnicas.
Entre os desafios estão o equilíbrio entre custo do pedágio e acessibilidade, a proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros e a garantia de que a nova ligação favoreça tanto o turismo quanto a qualidade de vida dos moradores da ilha e do continente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)