Uma mulher pagou 10.000 euros por um carro usado que, meses depois, não passa na inspeção por danos graves de ferrugem
O caso agora virou uma disputa com a empresa responsável pela venda.
Uma mãe finlandesa comprou um carro usado por cerca de 10 mil euros, aproximadamente R$ 60 mil, acreditando que estava levando para casa um veículo revisado e em condições de segurança.
Mais de seis meses depois, após rodar cerca de 20 mil quilômetros com os filhos, uma inspeção revelou graves danos causados por corrosão, além de outros defeitos que impediram o automóvel de ser aprovado. O caso agora virou uma disputa com a empresa responsável pela venda.
O que aconteceu depois da compra do carro usado?
Hannele comprou o veículo em fevereiro. O automóvel havia entrado em circulação em 2012 e tinha aproximadamente 120 mil quilômetros rodados. Segundo ela, o estabelecimento informou que o carro havia passado recentemente por inspeção e manutenção.
A única falha mencionada inicialmente seria um pequeno dano na parte dianteira. Sem conhecimentos aprofundados de mecânica, a compradora confiou nas informações fornecidas pelo vendedor.
Os primeiros sinais apareceram já na primeira viagem
O problema começou a ficar evidente logo no primeiro trajeto. Enquanto viajava com os filhos pela região de Pohjanmaa, Hannele percebeu que o veículo parecia instável e chegava a deslizar na estrada.
Depois, foi constatado que os pneus entregues com o carro estavam excessivamente desgastados e não eram adequados para circulação. A empresa acabou oferecendo pneus de inverno que atendiam às exigências legais.
Mesmo assim, a família continuou utilizando o automóvel por meses, inclusive em rodovias onde chegou a trafegar a 120 km/h.

A inspeção revelou quatro defeitos no carro usado
Mais de seis meses depois da compra, o carro passou por uma nova inspeção periódica. O resultado foi desfavorável e apontou quatro problemas, incluindo uma peça da suspensão traseira com importantes danos provocados por ferrugem.
A situação chamou atenção porque, segundo o inspetor citado pela compradora, uma corrosão daquele nível poderia levar entre três e sete anos para se desenvolver. Hannele afirma ainda que os danos eram visíveis na parte inferior do automóvel.
Quais problemas deixaram a família preocupada?
A descoberta levantou dúvidas sobre as condições reais do carro no momento da venda. Enquanto o veículo passa por reparos, a proprietária solicitou ao estabelecimento que documentasse os danos e preservasse a peça mais afetada.
Entre os principais pontos do caso estão:
A maior preocupação da mãe é ter viajado com os filhos durante meses sem saber que o veículo apresentava uma deterioração tão significativa.
O que pode acontecer com a compra de um carro usado?
Hannele apresentou uma reclamação contra a empresa e pretende recorrer às autoridades de defesa do consumidor. A vendedora, por sua vez, afirmou que não comentaria casos individuais, mas declarou que cumpre a legislação de proteção ao consumidor.
Segundo a empresa, problemas manifestados nos primeiros 12 meses após a entrega são, em princípio, presumidos como existentes desde o momento da compra, salvo prova em contrário. A reparação costuma ser a primeira solução, enquanto o cancelamento da compra pode ser considerado quando o defeito é essencial e não pode ser corrigido de maneira razoável.
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