Uma estrela vermelha marca o coração de Escorpião no céu: a Lua funciona como guia para encontrar Antares sem decorar mapas astronômicos
NASA explica como acompanhar a passagem da Lua para localizar Antares, reconhecer Escorpião e descobrir outras referências brilhantes do céu noturno
Uma estrela avermelhada pode ser encontrada no céu com a ajuda de um objeto familiar: a Lua. Em orientações divulgadas em setembro de 2026, a NASA explicou como usar o movimento lunar para localizar Antares, uma supergigante vermelha que marca o coração da constelação de Escorpião. A técnica permite reconhecer estrelas e constelações sem depender de telescópios ou mapas astronômicos complexos.
Por que Antares é conhecida como o coração da constelação de Escorpião?
Antares é uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno e ocupa uma posição central na figura tradicional de Escorpião. Sua coloração avermelhada permite diferenciá-la de muitas estrelas próximas, especialmente quando observada em uma noite com pouca iluminação artificial.
O nome Antares vem de uma expressão grega associada à ideia de rivalidade com Marte, planeta também conhecido por sua aparência vermelha. A semelhança visual ajudou a transformar a estrela em uma referência astronômica utilizada há séculos. Sua posição facilita a identificação do corpo do escorpião, enquanto outras estrelas desenham as garras e a longa cauda da constelação.
Como usar a Lua para encontrar Antares no céu?
A NASA destacou a técnica em seu guia de observação astronômica de setembro de 2026. Entre os dias 14 e 20 daquele mês, a Lua passou visualmente próxima de Antares e de outras referências celestes. A orientação era observar o céu aproximadamente uma hora depois do pôr do sol, acompanhando a mudança da posição lunar ao longo das noites.
A Lua percorre aproximadamente 13 graus por dia em relação às estrelas de fundo. Por isso, sua proximidade aparente com Antares dura pouco tempo. O método funciona melhor quando as datas de aproximação são conhecidas, já que a Lua não permanece ao lado da estrela durante todo o mês.
Para reconhecer Antares, vale observar:
- Uma estrela brilhante com tonalidade avermelhada;
- Sua posição na região central da constelação de Escorpião;
- A passagem periódica da Lua pelas proximidades;
- A sequência de estrelas que forma a cauda do escorpião;
- A ausência de necessidade de telescópio para enxergá-la;
- A importância de um horizonte livre e de condições meteorológicas favoráveis.
O vídeo oficial da NASA, What’s Up: September 2026 Skywatching Tips, mostra a passagem da Lua perto de Antares e explica como reconhecer a estrela e outras referências da região, especialmente a partir dos 12 segundos iniciais.
Por que Antares apresenta uma cor vermelha tão intensa?
Antares é uma supergigante vermelha, uma estrela muito maior que o Sol e em uma fase avançada de evolução. Sua superfície apresenta temperatura relativamente baixa quando comparada à de estrelas azuladas, fazendo com que uma parcela importante da luz emitida esteja associada aos comprimentos de onda avermelhados.
Localizada a aproximadamente 550 anos-luz da Terra, Antares possui dimensões extraordinárias. Seu raio é estimado em centenas de vezes o raio solar, embora diferentes métodos produzam valores distintos. Se estivesse no lugar do Sol, suas camadas externas poderiam alcançar regiões próximas à órbita de Marte, demonstrando a diferença entre uma supergigante e uma estrela como a nossa.
Quais orientações da NASA ajudam a observar a constelação de Escorpião?
O programa mensal de observação astronômica da agência espacial norte-americana apresenta mapas, horários aproximados e referências visuais para identificar objetos celestes. No guia oficial de observação do céu de setembro de 2026, a Lua aparece como ponto de partida para localizar Antares, o asterismo do Bule de Chá, em Sagitário, e a direção do centro da Via Láctea.
A NASA também recomenda observar regiões afastadas de iluminação artificial intensa. Em condições favoráveis, é possível reconhecer a forma curva de Escorpião e acompanhar sua cauda até as estrelas Shaula e Lesath. A posição aparente dessas referências muda conforme a época do ano, o horário e a latitude do observador.

Quais objetos podem ser encontrados depois de identificar Antares?
Depois de localizar Antares, o observador pode procurar outros elementos interessantes na mesma região do céu. Um deles é Messier 4, aglomerado globular situado relativamente próximo da estrela na esfera celeste. Embora não seja facilmente reconhecido a olho nu em cidades iluminadas, pode ser observado com binóculos ou pequenos telescópios sob condições favoráveis.
Outra referência é o Bule de Chá, asterismo formado por estrelas da constelação de Sagitário. Sua aparência lembra um bule com tampa, alça e bico. Em locais muito escuros, a faixa luminosa da Via Láctea parece subir a partir dessa região, indicando aproximadamente a direção do centro galáctico.
| Objeto celeste | Como reconhecer |
|---|---|
| Antares | Estrela brilhante e avermelhada |
| Lua | Referência móvel para localizar estrelas |
| Escorpião | Constelação com longa cauda curva |
| Messier 4 | Aglomerado globular próximo de Antares no céu |
| Bule de Chá | Conjunto de estrelas em Sagitário |
Como aprender a reconhecer Antares e outras estrelas sem mapas?
O primeiro passo é acompanhar o céu durante várias noites consecutivas. Objetos brilhantes como a Lua, Vênus, Júpiter e determinadas estrelas ajudam a construir referências visuais. Ao observar a mudança de posição da Lua, torna-se mais fácil perceber que as estrelas mantêm padrões relativamente estáveis entre si.
No Brasil, Escorpião é especialmente favorável à observação durante parte do outono e do inverno, quando aparece em horários convenientes no céu noturno. Em outubro, a constelação já se encontra mais próxima do horizonte oeste no começo da noite, reduzindo gradualmente sua visibilidade. Acompanhar essas mudanças transforma a observação em uma atividade acessível, permitindo compreender movimentos celestes sem equipamentos especializados.
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