Uma câmera de 300 megapixels finalmente despertou no espaço: telescópio Roman ligou seu principal instrumento e começou uma nova fase da missão
NASA confirmou a ativação de 18 detectores infravermelhos que permitirão ao Roman observar grandes áreas do céu com resolução comparável à do Hubble
Uma câmera infravermelha com aproximadamente 300 milhões de pixels foi ligada com sucesso a caminho de seu destino no espaço. Em 15 de setembro de 2026, a NASA confirmou que o telescópio Roman havia ativado seu principal instrumento científico, o Wide Field Instrument. O equipamento reúne 18 detectores capazes de observar regiões enormes do céu com nitidez comparável à do Hubble. A operação marcou uma etapa decisiva após o lançamento realizado em 30 de agosto e abriu caminho para os primeiros levantamentos de galáxias, estrelas e planetas distantes.
Como o telescópio Roman conseguiu ativar uma câmera de 300 megapixels?
Antes da ativação, engenheiros mantiveram o instrumento durante dez dias em um procedimento de secagem e descontaminação. Nesse período, os detectores permaneceram a aproximadamente -65 °C, temperatura relativamente elevada para os padrões operacionais da câmera.
Na manhã de 11 de setembro, a equipe desligou o aquecimento e permitiu que o equipamento esfriasse até aproximadamente -143 °C. Somente então os 18 detectores infravermelhos foram ativados. Nos dias seguintes, os engenheiros testaram os sistemas eletrônicos, a calibração, os componentes ópticos e o mecanismo responsável pelo foco.
Por que a câmera do telescópio Roman é tão diferente da do Hubble?
O principal diferencial está na quantidade de céu observada em cada exposição. Embora os dois telescópios tenham espelhos primários de 2,4 metros de diâmetro, o Roman foi projetado para registrar áreas muito maiores sem perder resolução angular.
Seus detectores conseguem captar radiação infravermelha emitida ou deslocada para esses comprimentos de onda por objetos distantes. Essa capacidade permitirá estudar grandes populações de galáxias e fenômenos difíceis de investigar apenas com imagens de campo reduzido.
Entre as características principais estão:
- Aproximadamente 300 milhões de pixels;
- Conjunto de 18 detectores infravermelhos;
- Espelho primário de 2,4 metros;
- Campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o do Hubble;
- Sistemas de filtros, prismas e calibração;
- Temperatura operacional próxima de -183 °C.
O vídeo oficial da NASA Goddard apresenta o Wide Field Instrument, explica seus detectores e mostra como a câmera permitirá observar grandes regiões do Universo.
O que aconteceu quando os detectores receberam a primeira luz das estrelas?
A NASA divulgou uma imagem experimental produzida durante a ativação. O registro mostrou milhares de pontos luminosos bastante desfocados, porque o sistema óptico ainda estava na configuração utilizada durante o lançamento.
Essa aparência não indicava defeito. Os pesquisadores esperavam que a luz das estrelas ocupasse grandes áreas dos detectores antes do alinhamento final. A imagem serviu como referência para ajustar os componentes e avaliar o funcionamento inicial do instrumento.
O que a NASA confirmou sobre o funcionamento do equipamento?
Segundo o comunicado oficial publicado pela NASA em 15 de setembro de 2026, os testes confirmaram que os principais mecanismos do Wide Field Instrument estavam funcionando conforme o esperado. A equipe também verificou o sistema de calibração e a roda que posiciona filtros e outros elementos ópticos.
O instrumento Coronagraph, destinado a testar tecnologias para observar planetas próximos de estrelas brilhantes, também passou por verificações iniciais. Entretanto, a ativação bem-sucedida não significou o início imediato da pesquisa científica regular. O observatório ainda precisava concluir ajustes ópticos e procedimentos de comissionamento.

Quais números mostram a capacidade científica dessa câmera espacial?
O Roman combina alta resolução com grande campo de visão, característica essencial para levantamentos astronômicos extensos. Enquanto o Hubble costuma investigar regiões relativamente pequenas com detalhes extraordinários, o novo observatório poderá reunir informações semelhantes sobre áreas muito maiores.
A missão também utilizará observações repetidas para identificar mudanças de brilho e pequenos efeitos gravitacionais. Esses dados ajudarão a investigar a distribuição da matéria no Universo e a presença de planetas em sistemas distantes.
| Característica | Telescópio Roman |
|---|---|
| Câmera principal | Aproximadamente 300 megapixels |
| Detectores | 18 sensores infravermelhos |
| Espelho primário | 2,4 metros |
| Lançamento | 30 de agosto de 2026 |
| Primeiras imagens científicas | Previstas para o início de 2027 |
Como o Roman poderá transformar o estudo do Universo nos próximos anos?
O observatório foi desenvolvido para investigar questões fundamentais da astronomia moderna, incluindo a expansão cósmica, a matéria escura e a energia escura. Seu amplo campo de visão permitirá acompanhar milhões de galáxias e produzir mapas detalhados da distribuição de matéria.
O Roman também procurará exoplanetas utilizando técnicas como microlente gravitacional, capazes de revelar mundos difíceis de detectar por outros métodos. A NASA prevê divulgar suas primeiras imagens científicas no início de 2027. Até lá, os engenheiros continuarão ajustando o foco, a orientação e a estabilidade do telescópio, preparando a câmera para transformar seus primeiros testes em observações astronômicas de alta precisão.
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