Uma baleia branca ameaçada virou evento de contagem no Alasca: moradores e cientistas se espalham pela costa para procurar belugas de Cook Inlet
Evento anual reúne cientistas e voluntários no Alasca para observar uma população de aproximadamente 331 belugas ameaçadas de extinção
Todos os anos, moradores e cientistas se reúnem no Alasca para procurar uma população de baleias que corre risco de desaparecer. O evento Belugas Count!, realizado em 13 de setembro de 2026, mobilizou observadores ao longo de Cook Inlet para acompanhar as belugas ameaçadas de extinção. Segundo a NOAA, restam aproximadamente 331 animais nessa população, encontrada exclusivamente nessa região.
Por que as belugas de Cook Inlet estão ameaçadas de extinção?
Cook Inlet é uma extensa entrada de mar localizada no centro-sul do Alasca, próxima à cidade de Anchorage. Suas águas abrigam uma população de belugas (Delphinapterus leucas) geneticamente distinta de outras encontradas no Ártico. Embora a espécie exista em diferentes regiões do hemisfério norte, essa população permanece restrita ao estuário.
Durante décadas, o número de animais diminuiu significativamente. A população foi incluída na lista de espécies ameaçadas dos Estados Unidos em outubro de 2008. A degradação do habitat, a poluição sonora, as atividades humanas e a disponibilidade de alimento estão entre os fatores investigados pelos especialistas para explicar as dificuldades de recuperação.
Como funciona o evento de contagem das belugas de Cook Inlet?
O Belugas Count! acontece anualmente em setembro e reúne moradores, visitantes, pesquisadores e organizações ambientais. Os participantes se distribuem por pontos de observação ao longo da costa, utilizando binóculos e outros equipamentos para procurar grupos de baleias que se aproximam da superfície.
Na edição de 2026, realizada no domingo, 13 de setembro, o evento contou com estações de observação e atividades educativas no Alaska Zoo. Especialistas orientaram o público sobre o comportamento dos animais, os métodos de monitoramento e as ameaças enfrentadas pela população.
Entre os principais detalhes da iniciativa estão:
- Evento anual coordenado pela NOAA Fisheries;
- Participação de moradores, cientistas e voluntários;
- Observações realizadas em diferentes pontos de Cook Inlet;
- Utilização de binóculos para identificar grupos de belugas;
- Atividades educativas sobre conservação e biologia marinha;
- Participação gratuita nas estações públicas de observação.
O vídeo Belugas Count 2023 apresenta uma edição anterior da iniciativa e mostra a mobilização para observar as belugas ameaçadas de Cook Inlet.
Como os pesquisadores conseguem identificar e contar essas baleias?
As belugas adultas possuem coloração branca característica, enquanto os filhotes nascem acinzentados e clareiam progressivamente. Essa diferença ajuda os observadores a reconhecer animais de diferentes idades. Entretanto, a identificação exige atenção porque as baleias permanecem submersas durante parte do tempo.
O monitoramento combina observações costeiras, fotografias, levantamentos aéreos e registros de comportamento. O evento comunitário contribui principalmente para a conscientização e o registro de avistamentos. A contagem realizada em um único dia não corresponde à estimativa científica de toda a população, calculada por métodos específicos que consideram animais não detectados.
Quais dados científicos revelam a situação das belugas de Cook Inlet?
A NOAA Fisheries acompanha a população por meio de levantamentos aéreos sistemáticos, realizados desde 1994. A estimativa de referência divulgada em 2023 apontou aproximadamente 331 animais, com intervalo provável entre 290 e 386 indivíduos. Os pesquisadores também identificaram sinais de possível estabilização após um longo período de declínio.
Segundo as informações oficiais da NOAA sobre o evento Belugas Count!, a iniciativa reúne organizações governamentais, universidades, comunidades indígenas e instituições de conservação. A agência considera essas baleias uma população prioritária para recuperação. O número estimado de 331 indivíduos não deve ser interpretado como uma contagem exata realizada durante o evento de 2026.

Quais diferenças existem entre as belugas de Cook Inlet e outras populações?
O Alasca abriga cinco populações reconhecidas de belugas. A de Cook Inlet é a menor e a única classificada como ameaçada de extinção pela legislação federal norte-americana. Sua distribuição é relativamente restrita, aumentando a vulnerabilidade a alterações ambientais e atividades humanas.
Essas baleias dependem de ambientes costeiros, estuários e regiões próximas à desembocadura de rios. Durante determinadas épocas do ano, procuram áreas utilizadas por peixes migratórios. A proximidade com Anchorage também faz com que compartilhem parte de seu habitat com embarcações, atividades industriais e outras fontes de perturbação.
| Indicador | Informação |
|---|---|
| Espécie | Delphinapterus leucas |
| População estimada | 331 indivíduos |
| Proteção federal | Desde outubro de 2008 |
| Evento de 2026 | 13 de setembro |
| Localização | Cook Inlet, Alasca |
O que a mobilização pode mudar para o futuro das belugas de Cook Inlet?
A participação comunitária amplia o conhecimento público sobre uma população ameaçada que vive próxima a centros urbanos. Voluntários também podem contribuir para programas regulares de monitoramento, registrando a presença dos animais e auxiliando pesquisadores na identificação de áreas utilizadas pelas baleias.
Entretanto, a recuperação depende de medidas que vão além da observação. Reduzir perturbações sonoras, proteger habitats importantes e compreender mudanças na disponibilidade de presas são desafios fundamentais. O Belugas Count! aproxima a população local da conservação, transformando uma atividade de observação em uma oportunidade de participação na proteção desses mamíferos marinhos.
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