Um tsunami subiu 481 metros por uma montanha poucas horas depois de turistas passarem pelo mesmo fiorde no Alasca
O navio com turistas havia passado pelo local cerca de 12 horas antes do colapso da encosta

O que você vai ver
- Onde fica Tracy Arm e o que causou o tsunami.
- A que altura a água e os detritos chegaram a subir.
- Quão perto turistas estiveram do colapso antes dele acontecer.
- Quais sinais antecederam o deslizamento de encosta.
- O que mudou na forma como cruzeiros tratam a região depois do caso.
Um deslizamento de encosta no fiorde Tracy Arm, no Alasca, gerou um tsunami que arrastou água e detritos 481 metros montanha acima, poucas horas depois de um navio de turismo ter passado pela mesma área para fotografar uma geleira próxima.
Onde fica Tracy Arm e o que causou o tsunami?
Em 9 de agosto de 2025, uma encosta colapsou dentro do fiorde Tracy Arm, no sudeste do Alasca, provocando um tsunami que a equipe do Alaska Earthquake Center classificou como o segundo maior run-up já registrado nesse tipo de evento, fenômeno em que a energia liberada pelo colapso empurra água e material rochoso montanha acima na margem oposta do fiorde.
#OnThisDay one year ago, a massive landslide occurred along the shoreline of Tracy Arm Fjord, approximately 80 miles southeast of Juneau, Alaska. The landslide plunged into the fjord, sending a tsunami through an area with heavy shipping and boating activity. Learn more about how NESDIS helps compile and curate records of these events and their impacts worldwide: https://t.co/O1FdFcJu6k
— NOAA Satellites (@NOAASatellites) August 10, 2026
A que altura a água subiu?
A água e os detritos subiram cerca de 1.580 pés, o equivalente a 481 metros, na encosta oposta ao deslizamento, altura maior do que o último andar do arranha-céu Taipei 101, e as ondas geradas continuaram se propagando por todo o Tracy Arm, arrancando vegetação das paredes do fiorde e deixando rocha nua exposta ao longo do trajeto.
Quão perto os turistas estiveram do colapso?
Cerca de 12 horas antes do deslizamento, o navio Hanse Explorer havia passado pela área com passageiros fotografando a geleira South Sawyer, mas, segundo os pesquisadores, não havia nenhuma embarcação próxima no momento exato em que a encosta efetivamente colapsou, o que evitou que o evento se tornasse uma tragédia direta para os turistas que haviam visitado o local pouco antes.
Quais sinais antecederam o colapso?
A geleira situada abaixo da área que desabou já havia recuado mais de um terço de milha nos dois meses anteriores ao evento, processo acompanhado de calving intenso, quando grandes blocos de gelo se desprendem da geleira. Chuvas fortes, que aumentam a pressão da água dentro de fraturas na rocha, e milhares de pequenos tremores sísmicos registrados nos dias que antecederam o colapso completam o conjunto de sinais que, apenas em retrospecto, indicavam o risco crescente na encosta.
Um deslizamento de terra no Tracy Arm Fjord, no sudeste do Alasca, provocou em 10 de agosto de 2025 o segundo maior tsunami já registrado, segundo estudo publicado na revista Science. A onda atingiu impressionantes 481 metros de altura e devastou a vegetação das encostas do fiorde. Apesar de a região ser um destino turístico movimentado, ninguém ficou ferido, já que o tsunami ocorreu por volta das 5h30, sem embarcações no local. Pesquisadores afirmam que o deslizamento foi causado pelo recuo de geleiras ligado às mudanças climáticas, que deixou a montanha sem sustentação. Sem registros em vídeo ou foto da onda, os cientistas reconstruíram o evento usando imagens aéreas, dados sísmicos e de satélite e análises de campo.
— JAMES WEBB (@jameswebb_nasa) May 8, 2026
O que mudou para os cruzeiros depois do caso?
Após o episódio, algumas companhias de cruzeiro passaram a evitar o Tracy Arm como destino turístico, decisão que reflete uma reavaliação de risco diante de um fiorde que, apesar de décadas de visitação tranquila, mostrou ser capaz de produzir um dos maiores eventos desse tipo já documentados, justamente numa região que segue atraindo turistas interessados em observar geleiras de perto.
Sinais de alerta que só ganham sentido depois que o desastre já aconteceu também aparecem no relato sobre o material que uniu isolamento térmico eficiente e alta rigidez, combinação considerada tecnicamente difícil.
Mais detalhes sobre o estudo, conduzido pelo Alaska Earthquake Center e publicado na revista Science, estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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