Um homem entrou em um enorme jarro durante um ataque romano e seus ossos foram encontrados ali com duas facas
Uma das facas ficou presa ao cinto do homem, a outra foi encontrada entre as pernas dele

O que você vai ver
- Onde fica Deultum e qual era o papel do forte na fronteira romana.
- O que é um dolium e por que alguém se esconderia dentro de um.
- Que sinais de incêndio os arqueólogos encontraram ao redor do jarro.
- O que a posição das duas facas sugere sobre os últimos momentos do homem.
- O que aconteceu com a torre depois do ataque.
Arqueólogos encontraram os restos de um homem dentro de um enorme jarro de armazenamento numa torre queimada de um forte romano na Bulgária, cercado de cinzas, carvão e vidro derretido que registram o momento exato de um ataque ocorrido há cerca de 1.600 anos.
Onde fica Deultum e qual era seu papel?
Deultum era uma colônia romana no sudeste da atual Bulgária, onde soldados combateram tribos germânicas orientais e hunos ao longo dos séculos IV e V d.C., período de instabilidade crescente nas fronteiras do Império Romano, quando fortificações como essa funcionavam como linha de defesa contra incursões vindas de fora do território controlado por Roma.
💀🔎 Esqueleto do século V é descoberto escondido em um jarro gigante 🇧🇬 Restos esqueléticos de uma pessoa foram encontrados dentro de um dolium, uma grande ânfora usada para armazenamento, durante escavações na antiga cidade de Deultum, na Bulgária. Os arqueólogos estimam que os restos sejam de aproximadamente 400 d.C., há cerca de 1.600 anos. 👉 O indivíduo carregava duas facas de ferro, possivelmente para autodefesa, e pode ter entrado no recipiente para buscar abrigo durante ataques à cidade. Cinzas encontradas no interior indicam que havia um incêndio quando ele entrou, e a principal hipótese é que tenha morrido sufocado pela fumaça.
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) September 4, 2026
O que é um dolium e por que esconder-se ali?
Um dolium é um grande jarro de cerâmica usado para armazenar alimentos ou líquidos em grande quantidade, objeto comum em estruturas romanas, mas que, em meio ao caos de um ataque repentino, pode ter servido como esconderijo improvisado para alguém que não teve tempo de fugir da torre antes que o incêndio se espalhasse pelo local.
Que sinais de incêndio foram encontrados?
Ao redor do dolium, a equipe encontrou cinzas, carvões, paredes enegrecidas, vidro derretido pelo calor extremo e ossos queimados de animais domésticos, evidências que, somadas à camada de cinzas encontrada diretamente sob o corpo do homem, sugerem que ele já estava dentro do jarro quando o incêndio efetivamente começou a se espalhar pela estrutura.
O que a posição das facas sugere?
Segundo o arqueólogo búlgaro Lyudmil Vagalinski, da Academia Búlgara de Ciências, uma das facas permaneceu presa ao cinto do homem, enquanto a outra foi encontrada entre as pernas dele, posição que pode indicar que ele estava pronto para se defender caso fosse descoberto, embora essa leitura específica seja uma interpretação do pesquisador, não um fato comprovado de forma definitiva pelos vestígios.
Au début du Ve siècle, un romain de la cité de Deulteum se réfugie dans un dolium lors d’une attaque barbare! Le squelette d’un homme qui semble s’être réfugié dans un dolium une amphore de stockage géante, jusqu’à 1000 litres environ, pour s’y retrouver piégé et y mourir lors d’une attaque barbare, ont été découverts dans l’ancienne ville de Deultum, en Bulgarie. Les archéologues estiment que l’événement s’est produit aux alentours de 400 après J.-C. Le dolium a été découvert dans la tourelle nord de la porte ouest des remparts romains de Deultum, construits vers 300 apr. J.-C. Le défunt portait sur lui deux couteaux en fer : l’un était serré dans sa main, l’autre, plus petit, était accroché à sa ceinture. L’homme se tenait prêt à se défendre s’il était découvert. Ce ne sont pas des armes de guerrier professionnel. Au Ve siècle, Deultum fut la proie de tribus germaniques et de Huns à plusieurs reprises. Dans le cas présent il est difficile de savoir quel peuple à été à l’origine de la violente attaque de la ville. Des traces d’incendie ont été relevées sur le dolium et autour de celui-ci, mais rien n’indique que le défunt ait tenté de s’en échapper. Il est probable qu’il ait succombé à l’asphyxie par inhalation de fumée. La présence de cendres au fond de l’amphore suggère que le feu brûlait déjà lorsqu’il y est entré. L’équipe dirigée par Lyudmil Vagalinski, de l’Academie des Sciences bulgare a mis au jour une quantité importante de matériaux brûlés autour du dolium, notamment des cendres et des charbons ; des briques, des tuiles et des tessons brisés ; des murs noircis ; des fragments de verre fondu ; et des ossements d’animaux domestiques. L’hypothèse la plus probable est que, apprenant l’imminence d’une attaque, les habitants aient mis leur bétail à l’abri dans la forteresse. Les archéologues ont également retrouvé de nombreuses pièces de monnaie en bronze, probablement perdues dans la confusion. […] « Quoi qu’il en soit, il n’a fait aucune tentative pour sortir du récipient en céramique », a déclaré Vagalinski. L’équipe est parvenue à cette conclusion en se basant sur la position de l’individu, semblable à celle d’un homme endormi. « Après l’attaque, les habitants de la ville ont rasé les ruines de la tour et les ont recouvertes d’un nouvel étage plus haut. » Source: Archeologia bulgarica
— Lucius Gellius Publicola 🏺 (@Lucius_Gellius) September 4, 2026
O que aconteceu com a torre depois?
Após o ataque, os habitantes da época niveraram as ruínas da torre destruída e construíram um novo piso, mais alto, diretamente por cima dos escombros, numa reconstrução que, sem querer, acabou selando e preservando a cena exatamente como ficou no momento do incêndio, até ser redescoberta pelos arqueólogos muitos séculos depois.
Cenas preservadas por acidente que revelam o momento exato de um evento antigo também aparecem no relato sobre a escada de 600 anos que levou arqueólogos a 38 sepultamentos em Chan Chan.
Mais detalhes sobre o achado estão disponíveis na reportagem original da Archaeology Magazine.
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