Um gigante de 25 metros apareceu onde ninguém esperava: fóssil na Espanha é o primeiro Diplodocus confirmado fora da América do Norte
Descoberta de 14 vértebras na Espanha confirma a presença de Diplodocus na Europa e revela antigas conexões entre continentes
Um dinossauro de pescoço comprido, cauda gigantesca e aproximadamente 25 metros de comprimento mudou o mapa de distribuição de um dos animais mais conhecidos da pré-história. Paleontólogos identificaram fósseis de Diplodocus na Espanha, em rochas formadas há cerca de 150 milhões de anos, durante o Jurássico Superior. Até então, todos os exemplares confirmados desse gênero haviam sido encontrados na América do Norte. A descoberta, publicada em setembro de 2026, revela que esses enormes herbívoros também habitaram o território que hoje corresponde à Península Ibérica.
Como os fósseis de Diplodocus foram encontrados na Espanha?
A descoberta começou em 2008, quando um morador alertou pesquisadores sobre ossos expostos em uma encosta do sítio paleontológico La Tejería, no município de El Castellar, província espanhola de Teruel.
As escavações conduzidas pela Fundação Conjunto Paleontológico de Teruel-Dinópolis recuperaram 14 vértebras da cauda e vários ossos chamados arcos hemais, localizados na parte inferior das vértebras caudais. A conservação permitiu comparações anatômicas detalhadas com fósseis norte-americanos.
O que os fósseis de Diplodocus revelaram sobre o tamanho do animal?
Os ossos pertenciam a um saurópode de grandes dimensões. Comparando o tamanho das vértebras com esqueletos conhecidos, os pesquisadores estimaram um comprimento corporal próximo de 25 metros.
Embora impressionante, essa medida representa uma reconstrução baseada em partes do esqueleto, não o comprimento de um indivíduo completo. A posição e as proporções das vértebras foram fundamentais para reconhecer sua identidade.
Os principais dados da descoberta incluem:
- Localização em El Castellar, na província de Teruel;
- Registro inicial dos fósseis em 2008;
- Recuperação de 14 vértebras caudais;
- Presença de vários arcos hemais;
- Idade aproximada de 150 milhões de anos;
- Comprimento corporal estimado em 25 metros.

Por que esse dinossauro era conhecido apenas na América do Norte?
O gênero Diplodocus foi descrito cientificamente no século XIX, a partir de fósseis encontrados nos Estados Unidos. Durante décadas, os exemplares confirmados permaneceram associados à Formação Morrison, uma extensa unidade geológica do oeste norte-americano.
Outros dinossauros da família Diplodocidae já haviam sido identificados em diferentes continentes, incluindo a Europa. Entretanto, encontrar um parente próximo não significa encontrar o próprio gênero Diplodocus. Essa distinção torna o exemplar espanhol especialmente importante.
Como os pesquisadores confirmaram que o fóssil pertence ao gênero Diplodocus?
O estudo publicado no Journal of Vertebrate Paleontology, em 14 de setembro de 2026, foi conduzido por paleontólogos da Fundação Dinópolis, incluindo Sergio Sánchez-Fenollosa e Alberto Cobos.
A equipe examinou características anatômicas das vértebras e realizou análises filogenéticas utilizando diferentes métodos estatísticos. Os resultados posicionaram consistentemente o exemplar dentro do gênero Diplodocus. Entretanto, como apenas parte da cauda foi recuperada, os pesquisadores adotaram a identificação conservadora Diplodocus sp., sem atribuí-lo a uma espécie específica.
Quais características tornam o Diplodocus espanhol tão importante?
O novo exemplar representa uma das descobertas mais completas de diplodocídeos na Europa, apesar de preservar somente partes da cauda. Os ossos fornecem informações suficientes para investigar relações evolutivas e comparar animais separados por milhares de quilômetros.
A descoberta também amplia o conhecimento sobre os ecossistemas costeiros do Jurássico Superior na atual Espanha. Naquela época, diferentes linhagens de saurópodes compartilhavam paisagens influenciadas pela proximidade do mar.
| Característica | Informação científica |
|---|---|
| Identificação | Diplodocus sp. |
| Comprimento estimado | Aproximadamente 25 metros |
| Idade | Cerca de 150 milhões de anos |
| Material encontrado | 14 vértebras e arcos hemais |
| Formação geológica | Villar del Arzobispo |
Como o Diplodocus conseguiu alcançar a Europa há 150 milhões de anos?
Durante o Jurássico Superior, o Oceano Atlântico ainda estava em formação. A América do Norte e a Europa ocupavam posições muito diferentes das atuais, com distâncias menores e possíveis conexões terrestres temporárias.
Os pesquisadores sugerem que períodos de redução do nível do mar podem ter permitido deslocamentos de animais entre regiões hoje separadas pelo oceano. A presença de outros gêneros compartilhados, como Allosaurus e Stegosaurus, fortalece essa interpretação. Contudo, o fóssil espanhol não revela a rota percorrida por seus ancestrais. A descoberta demonstra uma distribuição geográfica mais ampla e oferece novas evidências para investigar as conexões entre os continentes.
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