Um feixe de luz minúsculo pode guardar dados de um jeito muito mais rápido do que os dispositivos magnéticos atuais
A nova técnica dispensou a polarização específica da luz, que era obrigatória nos experimentos anteriores

O que você vai ver
- O que os pesquisadores conseguiram fazer usando só luz.
- Por que isso é a base para gravar dados em 1s e 0s.
- Quantas camadas magnéticas a nova técnica conseguiu alcançar.
- Quão mais rápido isso poderia ser que a tecnologia magnética atual.
- Por que a técnica ainda não é um produto pronto para uso.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego conseguiram trocar o estado magnético de um material usando apenas um feixe de luz, sem nenhum campo magnético externo, um processo que é a base para gravar dados em formato binário.
O que os pesquisadores conseguiram fazer?
A equipe liderada por Abdoulaye Ndao, da Jacobs School of Engineering, em parceria com o especialista em filmes finos magnéticos Eric Fullerton, demonstrou a chamada comutação óptica: um laser ultrarrápido, com o feixe reduzido a uma região minúscula, aquece brevemente um ponto do material e inverte sua orientação magnética ali, numa sequência de pulsos que amplia essa região até o novo estado se estabilizar.

Por que isso é a base da gravação de dados?
Inverter a orientação magnética de um ponto específico é exatamente o mecanismo usado para representar os 1s e os 0s de um dado digital; conseguir fazer isso só com luz, sem a necessidade de um campo magnético externo, abre caminho para uma forma distinta de gravação.
Quantas camadas magnéticas a técnica suportou?
Até então, esse tipo de comutação óptica só funcionava em estruturas finas, com no máximo três camadas magnéticas; a nova técnica foi demonstrada numa estrutura de nove camadas alternadas de platina e cobalto, mais espessa e capaz de reter dados por mais tempo, além de dispensar a polarização específica da luz que antes era necessária.
Quão mais rápido isso poderia ser?
Segundo os pesquisadores, a comutação óptica poderia chegar a ser mais de 1.000 vezes mais rápida que os métodos convencionais baseados em campos magnéticos externos, uma projeção baseada no experimento e ainda não medida diretamente em um dispositivo comercial.

Por que ainda não é um produto pronto?
O laser ultrarrápido usado no experimento não é facilmente integrável a chips eletrônicos comuns; a equipe agora pesquisa outros materiais magnéticos que respondam a lasers mais compatíveis com hardware, além de buscar reduzir o feixe a poucas centenas de nanômetros, o que exigiria novas estruturas ópticas.
Outro material que guardava segredos por décadas sem que ninguém percebesse é o metamaterial de Birmingham que se organizou sozinho em um cristal do tempo mecânico, sem nenhum comando central.
Mais detalhes sobre o estudo estão disponíveis na publicação original no ScienceDaily.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)