Um animal parecido com lula ganhou o corpo mais robusto já visto entre seus parentes jurássicos e ficou escondido em rochas por 160 milhões de anos
Fóssil de 160 milhões de anos revela o belemnite mais robusto já identificado, achado em Wyoming e ligado a uma família que se pensava extinta antes

O que você vai ver
- Como os fósseis desse animal foram encontrados.
- Por que seu esqueleto interno é tão incomum.
- Há quanto tempo o animal viveu e onde.
- O que o corpo robusto revela sobre a diversidade do grupo.
- Qual hipótese explica por que ele era tão robusto.
Um fóssil encontrado em Wyoming, nos Estados Unidos, ficou décadas sem identificação definitiva porque seu esqueleto interno era grosso demais para se encaixar em qualquer belemnite já catalogado.
Como os fósseis foram encontrados?
São conhecidos apenas dois exemplares da nova espécie, batizada de Wyoteuthis linsterorum: o primeiro, um holótipo, foi encontrado no fim da década de 1990 por Burkhard Pohl, fundador do Wyoming Dinosaur Center, e ficou anos sem ser estudado dentro do acervo do museu; o segundo, um paratótipo, foi encontrado perto de Ten Sleep, em Wyoming, pelo colecionador Cliff Linster, que o doou à ciência em 2019.
Scientists have identified a bizarre new prehistoric creature that lived about 160 million years ago, when Wyoming was covered by an ocean. It’s a relative of modern squid and octopuses, and researchers say it had the thickest internal skeleton ever found in its extinct group. They’ve named it Wyoteuthis linsterorum. Say that 5 times fast. 😆 And, this made me laugh. The fossilized structures that helped identify it are commonly called “squid butts” by Wyoming fossil hunters. And this particular animal has officially earned the nickname “the chunky belemnite.” 😂 It took nearly 30 years and two extraordinarily rare fossils to identify this thing. Stay curious out there, friends. Artist’s rendition below.
— BluByU (@Udntnonutn) October 21, 2026
Por que o esqueleto interno é incomum?
O rostro, estrutura interna calcária que sustenta o corpo desses animais, tem formato de barril e é descrito como o mais robusto já registrado entre os belemnites, com cerca de 10 centímetros de comprimento preservado e até 6 centímetros de largura, enquanto belemnites típicos da mesma região medem entre 5 e 10 centímetros de comprimento, mas apenas 1 a 2 centímetros de largura.
Há quanto tempo o animal viveu?
Os fósseis datam de aproximadamente 160 milhões de anos, no estágio oxfordiano do período Jurássico Superior, e vieram da Formação Sundance, um antigo mar interno de onde já foram recuperados milhões de belemnites; estima-se que, vivo, o animal tivesse cerca de 60 centímetros de comprimento total, incluindo os braços.
O que isso revela sobre a diversidade do grupo?
Exames de tomografia computadorizada mostraram características internas que ligam o animal a uma antiga família de belemnites que se pensava ter desaparecido milhões de anos antes, descoberta classificada por especialistas como excepcionalmente rara depois de mais de 200 anos de pesquisas sobre o grupo.
Please welcome the big, “chunky" Jurassic belemnite, a peculiar new species we name Wyoteuthis linsterorum. It is the chunkiest belemnite on record. 🦑 Collected from Wyoming’s Sundance Sea. #FossilFriday Study: https://t.co/TkpUjDdTzY https://t.co/5Ya9RUvkT7
— Dr Dean Lomax (@Dean_R_Lomax) September 11, 2026
Por que ele era tão robusto?
Uma hipótese levantada pelos pesquisadores é que o tamanho avantajado dava ao animal vantagem para caçar belemnites menores do gênero Pachyteuthis, ideia ainda não confirmada; outra possibilidade é que sua raridade no registro fóssil reflita uma especialização ecológica muito estreita, o que tornaria o animal raro mesmo quando estava vivo.
Fósseis raros que obrigam a repensar a diversidade de grupos extintos também aparecem na reportagem sobre a luz estruturada que desenvolve rotação sem passar por nenhuma lente.
Mais detalhes sobre a pesquisa estão disponíveis na reportagem original do EurekAlert.
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