Um ajuste menor que a largura de um fio de cabelo deixou um telescópio espacial quase 30% melhor do que o projeto previa
O deslocamento equivaleria a empilhar a espessura de uma moeda no topo do Empire State Building

O que você vai ver
- Qual instrumento do telescópio Roman recebeu o ajuste.
- De quanto foi, exatamente, o movimento do espelho secundário.
- De quanto para quanto caiu o erro óptico do instrumento.
- Que outro instrumento do telescópio também precisou de ajuste.
- O que esse ganho de precisão deve significar para os levantamentos futuros.
Engenheiros moveram o espelho secundário do telescópio espacial Nancy Grace Roman numa escala menor que a largura de um fio de cabelo humano, ajuste minúsculo que deixou a qualidade óptica do instrumento quase 30% melhor do que o projeto original previa.
Qual instrumento recebeu o ajuste?
O ajuste foi aplicado ao Wide Field Instrument, a principal câmera do telescópio Nancy Grace Roman, lançado em 30 de agosto de 2026 e ativado em setembro do mesmo ano, responsável por capturar imagens de áreas enormes do céu para estudar temas como matéria escura e energia escura ao longo da missão.
El Nancy Grace Roman Space Telescope lleva uno de los sensores astronómicos más impresionantes construidos hasta ahora. La cámara Wide Field Instrument (WFI) no utiliza un solo sensor gigante. Está formada por 18 sensores Teledyne H4RG-10, colocados juntos en un mosaico de 300Mpx https://t.co/Xaao0Goque
— SolarDMax (@SkyEmpiren) August 31, 2026
De quanto foi o movimento do espelho?
Segundo engenheiros do Goddard Space Flight Center da NASA, incluindo Dave Hickey, Maxime Rizzo, Matthew Bolcar e Alden Jurling, a equipe moveu o espelho secundário cerca de um dezesseis avos da largura de um fio de cabelo humano, deslocamento tão pequeno que, numa comparação de escala, equivaleria a empilhar a espessura de uma moeda no topo do Empire State Building.
De quanto caiu o erro óptico?
Antes do lançamento, o requisito técnico previa um erro óptico de cerca de 90 nanômetros RMS para o Wide Field Instrument, mas após as correções realizadas em órbita esse erro caiu para 63 nanômetros RMS, resultado bem abaixo do exigido originalmente e que representa uma melhora de desempenho próxima de 30% em relação à meta estabelecida ainda na fase de projeto da missão.
Que outro instrumento precisou de ajuste?
O Coronagraph Instrument, outro equipamento a bordo do telescópio Roman, também produzia imagens levemente desfocadas, mas a equipe constatou que o problema era menor do que o previsto e relativamente simples de corrigir, e nas semanas seguintes os engenheiros planejam testar a capacidade desse instrumento específico de bloquear luz indesejada durante observações futuras.
The @NASARoman Nancy Grace Roman Space Telescope’s Coronagraph Instrument is a key technological demonstration aimed at enhancing the ability to directly image distant planets. 1/ 👉 https://t.co/yPy2wS3DNw https://t.co/YfqRz42TyF
— Erika (@ExploreCosmos_) May 22, 2024
O que isso significa para os levantamentos futuros?
Segundo Alden Jurling, engenheiro óptico sênior do Goddard, todas as imagens produzidas pelos levantamentos cósmicos do telescópio Roman devem sair ainda mais nítidas do que o esperado, resultado que fortalece a capacidade da missão de estudar matéria escura, energia escura e outros mistérios cosmológicos, e marca mais um passo concluído antes do início das operações de rotina do telescópio.
Correções minúsculas que produzem ganhos de desempenho desproporcionais também aparecem no relato sobre a creche de estrelas escondida por poeira que apareceu cheia de jatos quando o James Webb olhou para dentro.
Mais detalhes sobre o ajuste estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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