Sonda da Nasa mede pela primeira vez a temperatura abaixo da superfície da lua mais vulcânica do Sistema Solar e encontra calor maior que o esperado
Sonda Juno mediu pela primeira vez a temperatura abaixo da superfície de Io e encontrou calor maior do que os modelos científicos previam

O que você vai ver
- Qual sonda fez a medição e como.
- O que torna Io a lua mais vulcânica do Sistema Solar.
- Por que a temperatura encontrada surpreendeu os cientistas.
- Como as forças de maré de Júpiter mantêm o interior da lua aquecido.
- O que essa descoberta muda no entendimento sobre o interior da lua.
A sonda Juno, da Nasa, conseguiu medir pela primeira vez a temperatura abaixo da superfície de Io, a lua mais vulcanicamente ativa do Sistema Solar, e encontrou um calor interno maior do que os modelos científicos previam.
Qual sonda fez a medição e como?
A medição foi feita pela sonda Juno durante duas passagens recentes próximas a Io, usando instrumentos capazes de captar a radiação térmica que escapa de camadas logo abaixo da superfície da lua, técnica que permitiu, pela primeira vez, estimar a temperatura subsuperficial do satélite em vez de apenas registrar o calor que já irradia diretamente da crosta.

O que torna Io a lua mais vulcânica do Sistema Solar?
A Nasa descreve Io como o corpo mais vulcanicamente ativo conhecido no Sistema Solar, com centenas de grandes vulcões espalhados por uma superfície pouco maior que a da Lua terrestre, cenário mantido por um processo contínuo de deformação interna que mantém boa parte da crosta do satélite em estado parcialmente fundido.
Por que a temperatura surpreendeu os cientistas?
Os dados coletados pela Juno mostraram que as camadas logo abaixo da superfície de Io estão significativamente mais quentes do que os modelos teóricos anteriores previam, resultado que obriga os cientistas a revisar as estimativas sobre quanto calor realmente é gerado dentro da lua e como esse calor se distribui antes de escapar pelos vulcões visíveis na superfície.
Como as marés de Júpiter aquecem a lua?
O interior de Io é mantido aquecido por um processo chamado aquecimento de maré, no qual a atração gravitacional de Júpiter e o puxão periódico das luas vizinhas deformam repetidamente o corpo do satélite, gerando fricção interna que se converte em calor e mantém boa parte do manto da lua em estado fundido ou semifundido, energia que depois escapa através dos vulcões espalhados pela superfície.

O que a descoberta muda no entendimento sobre Io?
Com uma leitura direta da temperatura abaixo da superfície, os cientistas agora têm um dado concreto para testar e ajustar os modelos que tentam explicar como o calor gerado pelas marés de Júpiter se distribui dentro de Io antes de alimentar seus vulcões, o que deve refinar as estimativas sobre quanto magma realmente circula sob a crosta da lua em um dado momento.
Descobertas que revelam calor e atividade escondidos onde a superfície não deixa transparecer também aparecem na reportagem sobre o visitante interestelar que acelerou de forma inesperada ao cruzar o Sistema Solar.
Mais detalhes sobre a descoberta estão disponíveis na página oficial da Nasa sobre a missão Juno.
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