O Assassino do TikTok na Netflix revela crime real que chocou a Espanha
Série levanta alerta sobre segurança digital
A série documental “O Assassino do TikTok”, da Netflix, aborda o desaparecimento e morte de Esther Estepa, na Espanha, conectando o caso ao uso intenso de redes sociais, à figura de um viajante criador de conteúdo e ao histórico criminal de José Jurado Montilla, conhecido on-line como Dinamita Montilla.
O que é o documentário O Assassino do TikTok na Netflix
“O Assassino do TikTok” é uma série de true crime dirigida por Héctor Muniente e produzida pela iZen Documentales. Em dois episódios, reconstrói a investigação sobre Esther Estepa, desaparecida em 2023, usando vídeos, mensagens, localização e depoimentos.
A narrativa combina linguagem cinematográfica, entrevistas com familiares, amigos e autoridades, além de material de arquivo digital. O documentário mostra como rastros on-line se tornaram centrais para entender o encontro entre Esther e o criador de conteúdo José Jurado Montilla.
Confira ao trailer do documentário:
Qual é o caso real por trás de O Assassino do TikTok
O caso ganhou notoriedade quando Esther, de 42 anos, desapareceu durante uma viagem pela Espanha após se encontrar com Dinamita Montilla, que registrava seus trajetos no TikTok. A família iniciou buscas próprias analisando mensagens, fotos e publicações.
Em junho de 2024, o corpo de Esther foi encontrado entre Gandía e Valência, confirmando o homicídio. Montilla aparecia em uma das últimas imagens da vítima e chegou a fazer videochamadas e postar vídeos dizendo procurar pela “amiga”, mesmo já sendo alvo de suspeitas.
Como a investigação ligou Dinamita Montilla ao crime
Informações da imprensa espanhola indicam que Dinamita Montilla teria envolvimento direto na morte de Esther. Ele negou o homicídio e alegou um relacionamento secreto, versão enfraquecida por novas provas digitais e periciais.
O documentário mostra como dados de localização, conteúdos de redes sociais e exames forenses ajudaram a traçar o percurso final de Esther. A produção evidencia o uso combinado de técnicas tradicionais de investigação e rastreamento tecnológico em casos recentes.
🗓 254 DÍAS DESPUÉS DE LA DESAPARICIÓN DE ESTHER
— Equipo de Investigación (@EqInvestigacion) November 8, 2024
‘Dinamita Montilla’ emprende una ruta para esclarecer la desaparición de su amiga: Esther Estepa, sevillana de 42 años.
“En este banco me despedí de ella”. Se conocen 21 días antes de la desaparición.#EquipoAsesinoTikTok pic.twitter.com/M8H51gpFCw
Quais questões de segurança digital o documentário destaca
A série explora como a exposição em redes sociais pode influenciar riscos em viagens e encontros com desconhecidos. Para organizar essas reflexões, o documentário e o caso levantam pontos recorrentes sobre comportamento on-line e privacidade.
- Uso de redes em viagens: rotinas, trajetos e companhias exibidos em tempo quase real.
- Confiança em desconhecidos: encontros mediados por plataformas sem checagem prévia.
- Rastros digitais: registros que auxiliam investigações mesmo após desaparecimentos.
- Histórico criminal: relevância de pesquisar antecedentes em contextos de viagem e hospedagem.
Qual é o histórico criminal de Dinamita Montilla
Desde a década de 1980, registros apontam que José Jurado Montilla teria matado pelo menos quatro pessoas, entre turistas estrangeiros e espanhóis. Seu modus operandi envolveria aproximação gradual de viajantes, criação de confiança e uso de armas brancas ou de fogo.
Em maio de 2024, ele foi detido em Valdebótoa, acusado de envolvimento no assassinato de uma jovem de 21 anos em 2022, após comparação de DNA com vestígios da cena do crime. Esse passado reforça o interesse público e a gravidade do apelido “Assassino do TikTok”.
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