Roraimense cria blocos de concreto com plástico reciclado que dispensam argamassa, reaproveitam garrafas plásticas e sucatas e prometem baratear obras, acabando com o tijolo tradicional
Conheça a proposta dos blocos de concreto com plástico reciclado e veja quais cuidados técnicos devem ser avaliados antes da escolha
Blocos de concreto com plástico reciclado chamam atenção na construção civil por unir reaproveitamento de PET, uso de sucatas e montagem sem argamassa em parte da alvenaria. A proposta criada em Roraima mira obras mais rápidas, com menos desperdício no canteiro e menor dependência do tijolo tradicional. Para quem constrói ou reforma, o ponto central é entender onde essa solução pode funcionar com segurança.
Como os blocos de concreto com plástico reciclado entram na alvenaria?
Blocos de concreto com plástico reciclado mantêm a lógica da peça usada em paredes, mas trocam parte dos agregados por material reaproveitado. O plástico passa por coleta, trituração e granulação antes de entrar na mistura com cimento, areia, água e outros componentes definidos pelo fabricante.
Esse tipo de bloco não é apenas uma peça plástica colocada na parede. Ele continua ligado ao concreto e precisa atender exigências de resistência, encaixe, modulação e desempenho. Em uma obra residencial, isso interfere na marcação das fiadas, no alinhamento da alvenaria e na passagem das instalações.
- O PET pode ser transformado em granulado para compor a peça.
- As sucatas ajudam a criar uma cadeia de fornecimento para o material reciclado.
- O concreto dá massa, forma e capacidade de uso ao bloco.
- O encaixe entre peças pode reduzir etapas de assentamento.
Confira o Instagram da empresa com seu criador, Almir Ribeiro de Oliveira:
Por que dispensar argamassa pode acelerar a execução?
Argamassa pesa no orçamento e no tempo de serviço porque exige preparo, aplicação, conferência de prumo e espera entre etapas. Quando o bloco é pensado para encaixe, a parede pode avançar com menos mistura no canteiro e menor volume de resíduos após os cortes.
A dispensa de argamassa, porém, não significa ausência de técnica. O sistema precisa de base nivelada, projeto compatível, conferência de alinhamento e orientação do fabricante. Sem esse controle, a economia prometida pode virar retrabalho em revestimento, esquadrias e instalações elétricas.
Quando a alternativa ao tijolo tradicional exige mais cuidado?
Tijolo tradicional ainda domina muitas obras porque é fácil de encontrar, tem mão de obra familiarizada e funciona bem em projetos convencionais. Uma solução nova precisa provar desempenho em paredes internas, fechamentos externos, áreas molhadas e pontos sujeitos a impacto.
Blocos de concreto com plástico reciclado exigem laudos, ensaios e acompanhamento técnico antes de serem usados em larga escala. O engenheiro deve avaliar resistência à compressão, absorção de água, aderência de revestimentos, comportamento ao fogo e compatibilidade com as normas brasileiras.
O reaproveitamento de PET e sucatas muda o custo da obra?
PET e sucatas entram como alternativa para reduzir o descarte de resíduos urbanos e criar um insumo usado na construção. A economia pode aparecer quando o sistema diminui desperdício, acelera a montagem e reduz o uso de argamassa em trechos da alvenaria.
Antes de comparar com o tijolo tradicional, o orçamento precisa considerar o conjunto da obra. O preço por bloco sozinho não mostra o custo final da parede, porque entram mão de obra, transporte, modulação, revestimento, perdas, fundação e tempo de execução.
Compare o custo por metro quadrado de parede pronta
O cálculo deve considerar a parede finalizada, não apenas o preço do material principal, para evitar uma comparação incompleta.
Inclua transporte, armazenamento e equipe treinada
Custos com frete, espaço no canteiro e profissionais capacitados podem alterar bastante a vantagem econômica do sistema.
Verifique se o fornecedor entrega peças padronizadas
Materiais bem padronizados ajudam a reduzir desperdício, acelerar a montagem e evitar ajustes improvisados durante a obra.
Considere revestimento, acabamento e possíveis reforços
Argamassa, pintura, revestimentos cerâmicos e reforços específicos devem entrar no orçamento antes da escolha final.
Avalie prazo de entrega antes de abandonar o tijolo tradicional
Mesmo sistemas mais rápidos podem atrasar a obra se houver demora no fornecimento, falta de peças ou dependência de equipe especializada.
Quais pontos o morador deve checar antes de escolher esse sistema?
O morador que pretende construir com esse tipo de bloco deve começar pelo projeto, não pela promessa de obra barata. A modulação das paredes, o posicionamento de portas, janelas, pontos hidráulicos e conduítes precisa conversar com o formato da peça para evitar cortes desnecessários.
Também vale visitar obras já executadas, conversar com profissionais que aplicaram o sistema e conferir como o material se comporta após chuva, calor e uso diário. Em alvenaria, a parede pronta precisa permanecer alinhada, receber acabamento sem fissuras prematuras e proteger os ambientes contra umidade.
Construção mais limpa depende de projeto e validação técnica
Blocos de concreto com plástico reciclado podem abrir caminho para uma obra com menos entulho, menor consumo de argamassa e melhor aproveitamento de PET e sucatas. A ideia ganha força quando o reaproveitamento de resíduos entra no canteiro sem comprometer prumo, resistência, impermeabilização e acabamento.
A substituição do tijolo tradicional não deve ser tratada como troca automática de material. A escolha mais segura nasce da comparação entre custo real, desempenho da parede, disponibilidade regional e responsabilidade técnica. Quando esses pontos são verificados, a inovação deixa de ser curiosidade e passa a ser uma opção concreta para construir com menos desperdício.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)