Robinho diz que não tem privilégios na prisão
Condenado por estupro coletivo, ex-jogador afirmou que cumpre as mesmas regras dos demais detentos na Penitenciária 2
O ex-jogador Robinho falou publicamente sobre a sua rotina na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo. Em vídeo divulgado nesta terça-feira (28) pelo Conselho Comunidade de Taubaté, entidade sem fins lucrativos que apoia o Judiciário local, ele afirmou que não recebe qualquer tipo de privilégio dentro da unidade e que segue as mesmas normas dos demais detentos.
“A alimentação, o horário que durmo, é tudo igual aos outros reeducandos. Nunca comi nenhuma comida diferente, nunca tive nenhum tratamento diferente”, afirmou. Robinho também explicou que realiza as mesmas atividades de trabalho e lazer dos demais presos e que joga futebol apenas quando permitido, como nos domingos em que não há expediente interno.
Robinho ainda tenta liberdade na Justiça
Condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo cometido em 2013, na Itália, o ex-atleta teve a sentença homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou o cumprimento da pena no Brasil. A prisão começou oficialmente em março de 2024, após uma longa disputa jurídica.
Desde então, a defesa apresentou pedidos de redução da pena com base em atividades dentro da prisão, mas sem sucesso.
Ex-jogador garante que não teve problemas na cadeia
No vídeo, Robinho também rebateu rumores sobre seu estado mental e supostos privilégios no convívio com outros detentos. “As mentiras que tem saído que sou liderança, que eu tenho problema psicológico. Nunca tive isso, nunca tive que tomar remédio, graças a Deus. Apesar da dificuldade que é estar numa penitenciária, normal, mas graças a Deus sempre tive uma cabeça boa e estou fazendo tudo aquilo que todos reeducandos também podem fazer”, disse.
Sobre as visitas, Robinho afirmou que segue as mesmas regras dos outros detentos: “Nunca tive nenhum tipo de benefício. As visitas são aos sábados ou domingos. Quando minha esposa não vem sozinha, vem com meus filhos. O mais velho joga e os dois mais novos podem vir. A visita é igual e o tratamento é igual para todo mundo”, destacou.
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