Rachel Zegler afunda ‘Branca de Neve’ e escancara crise em Hollywood
O fracasso foi atribuído, em grande parte, ao comportamento da protagonista Rachel Zegler durante a divulgação do filme, mas não só
A nova versão em live-action de “Branca de Neve”, lançada pela Disney em 15 de março, estreou com um faturamento doméstico de apenas US$ 43 milhões, pior desempenho já registrado para uma adaptação de um clássico do estúdio.
O fracasso foi atribuído, em grande parte, ao comportamento da protagonista Rachel Zegler durante a divulgação do filme, mas não só.
Desde 2022, Zegler vinha tecendo críticas abertas ao conto original de 1937, afirmando que a nova “Branca de Neve” não dependeria de um príncipe para ser salva e zombando do personagem como um “perseguidor” (“stalker“).
Em outra ocasião, declarou que a história de amor “não era o foco” e que sua personagem sonhava em se tornar uma líder. As falas, gravadas em eventos como a D23 Expo, foram amplamente replicadas por influenciadores nas redes sociais.
A atriz usou as redes para fazer declarações políticas que desagradaram parte do público. Ao declarar apoio à causa palestina após o massacre de 7 de outubro e atacar diretamente eleitores de Donald Trump — desejando que eles “nunca conhecessem a paz” —, Zegler ampliou a rejeição a sua imagem. As declarações chamaram ainda mais atenção por antagonizarem com a co-estrela Gal Gadot, israelense e ex-integrante das Forças de Defesa de Israel.
A repercussão negativa atingiu níveis inéditos. Jonah Platt, filho do produtor Marc Platt, afirmou que seu pai precisou viajar para repreender pessoalmente a atriz por prejudicar a divulgação do filme.
Em postagem posteriormente apagada, Jonah criticou a “imaturidade” de Zegler, afirmando que sua postura colocou em risco o trabalho de milhares de profissionais envolvidos na produção.
Com orçamento estimado em US$ 270 milhões e múltiplas refilmagens, “Branca de Neve” se tornou um dos maiores prejuízos da história recente da Disney. Fontes do estúdio ouvidas pela revista Variety confirmaram que a rejeição à atriz foi determinante para o insucesso comercial.
“Não é possível justificar um investimento desse tamanho com uma estreia de US$ 50 milhões. A matemática não fecha”, disse um executivo de outro estúdio.
Críticos também apontam a descaracterização dos Sete Anões, transformados em criaturas mágicas digitais, e a nova abordagem da protagonista como fatores que frustraram o público.
A tentativa de “modernizar” a trama, esvaziando elementos tradicionais e românticos, foi vista como um desrespeito à nostalgia que sustenta os clássicos da Disney. Com apenas 42% de aprovação no Rotten Tomatoes no momento em que a matéria foi fechada, o filme foi massacrado por público e crítica.
A performance de estreia também ficou muito abaixo de outros live-actions do estúdio. “A Pequena Sereia” (2023) arrecadou US$ 95 milhões na estreia. “Dumbo” (2019), considerado um fracasso, ainda superou “Branca de Neve” com US$ 46 milhões.
Sucessos como “O Rei Leão” e “A Bela e a Fera” ultrapassaram a marca de US$ 100 milhões. No Brasil, o filme estreou no topo das bilheteiras, com R$ 13,7 milhões, mas isso não compensou o desempenho global decepcionante.
Especialistas apontam ainda a saturação do mercado de remakes como outro fator decisivo. A audiência parece estar cansada de versões recicladas e busca histórias originais. Nem a ausência de concorrência direta nas salas de cinema foi suficiente para salvar “Branca de Neve” da apatia do público.
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Comentários (5)
Fabio B
28.03.2025 21:38Angelo Sanchez, não sabia que você tinha um pezinho na esquerda. Gosta da teoria furada do Silvio Almeida? Mas as críticas e desgosto do público é muito mais profundo, e são legítimas. Desde o início, esse Branca de Neve parecia mais um panfleto do que um filme: mudaram a raça da protagonista por puro ativismo, jogaram os anões fora e meteram um CGI horrível no lugar, diminuíram o príncipe e enfiaram um discurso feminista genérico e também marxista de luta de classes no meio. E a própria atriz debochou do material original. Com tanto desrespeito à história, não é surpresa que o público tenha rejeitado. Mas tudo bem, eu também não sou o público-alvo dessa militância disfarçada de cinema.
Angelo Sanchez
28.03.2025 20:44As críticas são de puro racismo estrutural, porque ela tem cara de Mexicana ou latina.
JORGE LIMA DAOU
28.03.2025 20:23wokes Conseguiram escolher uma Ugly White!
Andre Luis Dos Santos
28.03.2025 14:39"Go woke, go broke"
Marcia Elizabeth Brunetti
28.03.2025 10:02Isso é o que acontece quando se escolhe um profissional (a artísta) não por competência mas baseado em cotas. Bem feito para a Disney. A mais-ou-menos Branca de Neve deixará impressa sua marca no cinema americano.