Porto brasileiro prepara R$ 24 bilhões em investimentos para receber uma nova fábrica e ampliar as exportações
O projeto pode transformar a movimentação portuária nos próximos anos
O Porto de Rio Grande, no litoral sul gaúcho, vai ganhar uma estrutura feita para embarcar milhões de toneladas por ano. O plano de R$ 24 bilhões une fábrica, hidrovias e terminais e coloca o complexo no centro de uma nova rota de celulose voltada ao mercado externo.
Qual é o porto brasileiro que receberá o projeto?
É o Porto de Rio Grande, no extremo sul do Rio Grande do Sul. Instalado na saída da Lagoa dos Patos para o Oceano Atlântico, o complexo atende cargas gaúchas e de áreas vizinhas, como mostra o verbete sobre o Porto de Rio Grande.
A nova fábrica, porém, ficará em Barra do Ribeiro, a cerca de 60 quilômetros de Porto Alegre. Os R$ 24 bilhões são o valor previsto para todo o Projeto Natureza, da CMPC, e não apenas para uma obra dentro do porto.

O que está incluído nos R$ 24 bilhões?
O plano reúne a unidade industrial, o plantio de árvores, a estrutura de transporte e ações ambientais. A apresentação do Projeto Natureza prevê capacidade de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
Na parte portuária, estão previstos 2 Terminais de Uso Privado, chamados de TUPs. Um TUP é uma área construída e operada por uma empresa para movimentar suas próprias cargas ou cargas de terceiros.
Os principais números ajudam a mostrar o tamanho do plano:
Como a celulose chegará aos navios?
A localização da fábrica perto do Guaíba permite montar uma rota pela água. A carga sairá de Barra do Ribeiro, seguirá pela Lagoa dos Patos e chegará ao terminal de Rio Grande para o embarque internacional.
A sequência prevista é simples:
- Produção: a celulose será feita na nova unidade industrial.
- Carregamento: o produto seguirá para o terminal privado de Barra do Ribeiro.
- Transporte: embarcações levarão a carga pela hidrovia gaúcha.
- Exportação: navios maiores receberão o produto em Rio Grande.
O projeto já está confirmado e em obras?
O contrato de adesão do terminal privado de Rio Grande foi assinado em 7 de janeiro de 2026. O anúncio federal sobre a estrutura de exportação detalha os valores e as capacidades previstas.
A fábrica ainda depende das etapas ambientais e das decisões finais de investimento. Em 29 de janeiro de 2026, ocorreu a audiência pública do pedido de Licença Prévia, registrada na página oficial das audiências ambientais.
Por isso, os pontos do plano estão em fases diferentes:
O que muda para o Rio Grande do Sul?
O projeto estima alcançar mais de 75 municípios. A previsão oficial é gerar cerca de 12 mil postos de trabalho durante as obras e aproximadamente 1,5 mil empregos depois da conclusão.
Com a fábrica e os terminais prontos, o escoamento ligado à operação poderá superar 4,3 milhões de toneladas por ano. Esses números são projeções e dependem do avanço das licenças, da construção e do início das atividades.
A fábrica nasce longe do mar, mas o destino de sua produção começa no porto.
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