Picanha é tudo isso mesmo ou virou marketing?
Nem toda fama vem acompanhada de qualidade
Durante décadas, a picanha ocupou o topo do churrasco brasileiro. Virou sinônimo de carne nobre, comemoração e status à mesa. Mas, nos últimos anos, uma dúvida começou a surgir com mais força: a picanha continua sendo tudo isso ou o nome passou a valer mais do que a qualidade real do corte?
Por que a picanha ganhou fama no churrasco brasileiro?
A reputação da picanha não surgiu por acaso. Por muito tempo, era um corte relativamente acessível, fácil de encontrar e que entregava uma combinação difícil de bater: maciez, sabor intenso e suculência natural.
A capa de gordura ajudava a proteger a carne do calor direto e dispensava técnicas complexas. Bastava sal grosso e fogo bem controlado para o resultado agradar quase todo mundo.

Quando a picanha virou mais marketing do que corte?
O cenário mudou quando a picanha passou a ser tratada como produto premium. A demanda aumentou, os preços dispararam e o nome ganhou mais força do que o padrão do corte em si.
Hoje, é comum encontrar peças vendidas como picanha que não respeitam as características originais, o que cria frustração em quem paga caro esperando a experiência clássica.
Nem toda picanha é igual e isso faz toda a diferença?
Uma picanha verdadeira segue critérios claros. Quando eles não são respeitados, o resultado dificilmente justifica o preço.
Para reconhecer uma boa peça, vale observar:
- Peso entre aproximadamente 900 g e 1,3 kg
- Capa de gordura uniforme, sem falhas grandes
- Ausência de nervo atravessando a carne
- Formato triangular bem definido
Fora desse padrão, o risco de pagar caro por um corte comum é alto.
O mestre churrasqueiro Netão mostra, em seu TikTok, como escolher uma boa peça de picanha:
@netaocortes_ Você sabe escolher uma boa peça de picanha? ‼️ #netaobombeef #churrasco #carne #entretenimento #picanha #comida ♬ som original – Netão Cortes
Outros cortes entregam mais sabor por menos?
Enquanto a picanha encareceu, outros cortes ganharam espaço no churrasco moderno. Técnicas melhores e maior curiosidade dos consumidores ajudaram a valorizar opções antes subestimadas.
Cortes como fraldinha, ancho, chorizo e até a maminha bem escolhida passaram a oferecer excelente sabor e suculência, muitas vezes com custo menor e menos decepção.
Afinal, picanha ainda vale a pena?
A resposta é menos polêmica do que parece. A picanha continua sendo um ótimo corte quando é boa de verdade. O problema não está na carne, mas na expectativa criada pelo nome.
No churrasco atual, conhecer o corte, saber escolher e explorar alternativas faz muito mais diferença do que seguir a fama. Tradição ajuda, mas informação pesa mais.
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