Pela primeira vez, NASA e ESA mapeiam o campo magnético dos polos do Sol e fazem descoberta inesperada
Observação inédita revela detalhes surpreendentes da dinâmica magnética nos polos solares.
A NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) avançaram significativamente na observação do Sol através da missão Solar Orbiter.
Pela primeira vez, cientistas obtiveram uma imagem completa do campo magnético nas regiões polares, trazendo novas perspectivas sobre o deslocamento do plasma solar e desafiando teorias anteriores do ciclo solar de 11 anos.
Como a missão está revolucionando a análise dos polos solares?
O Solar Orbiter inovou ao modificar sua trajetória, saindo do plano orbital dos planetas para atingir uma inclinação de 17 graus. Isso permitiu uma visão mais precisa do polo sul solar, área essencial para compreender a dinâmica interna da estrela.
O estudo dos dados foi conduzido pelo Instituto Max Planck para a Pesquisa do Sistema Solar e tem recebido destaque em importantes publicações científicas internacionais.

Quais instrumentos estão permitindo novas descobertas sobre o Sol?
A missão utiliza instrumentos especiais como o Polarimetric and Helioseismic Imager (PHI) e o Extreme-Ultraviolet Imager (EUI), essenciais para captar detalhes inéditos sobre a estrutura magnética solar. Até recentemente, as observações a partir da Terra ficavam restritas a uma visão lateral, limitando o entendimento dos polos solares.
Agora, os avanços desta missão preenchem essas lacunas e permitem um mapeamento mais preciso do campo magnético solar, beneficiando o conhecimento sobre os processos polares.
Qual o impacto dos movimentos do plasma solar nas descobertas recentes?
Resultados surpreendentes mostram que o plasma se desloca para os polos do Sol em velocidade maior do que se imaginava, organizando-se em grandes células chamadas supergranulações, que transportam o campo magnético para as bordas dessas estruturas.
Para esclarecer as funções dessas supergranulações, confira alguns destaques sobre seus movimentos e influência:
- As supergranulações se movem entre 10 e 20 metros por segundo, velocidades similares às do equador solar.
- Essas velocidades são decisivas para entender como o ciclo solar de 11 anos é influenciado pela dinâmica do plasma.
- Conhecer esse comportamento permite prever possíveis fenômenos solares que podem afetar a Terra.
Solar Orbiter, an @ESA & NASA collaborative mission, will journey to the Sun and snap the first pictures of its north and south poles. Learn about the spacecraft's science goals during two live events today:
— NASA (@NASA) January 27, 2020
🕚 11am ET en español
🕑 2pm ET in Englishhttps://t.co/lJoGRAP6I3 pic.twitter.com/kGoQT0Nff5
Como o novo conhecimento impacta a compreensão do ciclo solar?
A identificação dessas dinâmicas rápidas nos polos desafia o entendimento anterior e é fundamental para aprimorar as previsões de tempestades solares. Especialistas ressaltam que, apesar do progresso, ainda há muitos mistérios a desvendar sobre o ciclo magnético solar.
As observações feitas e as futuras pela Solar Orbiter continuarão sendo fundamentais para aprofundar o entendimento dos fenômenos solares.
O que esperar do futuro da observação solar após essas descobertas?
O avanço representa apenas o início de uma nova era na exploração do Sol. Os cientistas destacam que ainda resta muito a aprender, já que os dados coletados são apenas uma pequena parte do necessário para compreender totalmente o ciclo solar.
A Solar Orbiter continuará aumentando sua inclinação orbital, buscando uma visão ainda mais detalhada dos polos. Isso será vital para identificar e entender os mecanismos por trás da atividade solar.
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