Papagaio reduzido a somente 12 indivíduos escapa da extinção e população selvagem ultrapassa 750 animais
Uma população reduzida a 12 aves voltou a superar 750 indivíduos graças ao manejo de ninhos, oferta de alimento e reprodução controlada.
O papagaio conhecido como periquito-de-Maurício chegou a cerca de 12 aves selvagens nos anos 1970, mas décadas de manejo elevaram a população para além de 750 indivíduos. A recuperação ocorreu na ilha Maurício, onde a espécie ainda depende de proteção contínua.
Como o papagaio escapou da extinção?
O periquito-de-Maurício, também chamado echo parakeet, sobreviveu porque equipes combinaram reprodução controlada, soltura de filhotes, proteção de ninhos e alimento suplementar. Nenhuma medida isolada teria compensado simultaneamente a escassez de cavidades, comida e parceiros reprodutivos.
O programa começou a produzir resultados mais fortes nos anos 1990, quando técnicas de criação em cativeiro foram aprimoradas. Aves soltas reconheceram caixas-ninho e comedouros, e indivíduos selvagens passaram a copiar esses comportamentos, ampliando o sucesso reprodutivo.

Por que restaram apenas 12 indivíduos?
A queda foi causada principalmente pela perda e degradação da floresta nativa de Maurício. Com menos árvores maduras, diminuíram tanto os alimentos naturais quanto as cavidades usadas para reprodução, concentrando a espécie em áreas cada vez menores.
Ratos, macacos, gatos e aves introduzidas aumentaram a pressão sobre ovos, filhotes e locais de nidificação. A doença do bico e das penas tornou-se ameaça relevante, enquanto a distribuição restrita deixou a população vulnerável a ciclones, surtos e falta sazonal de alimento.
As intervenções atacaram diferentes pontos do ciclo de vida:
- resgate de ovos e filhotes em ninhos com risco;
- criação controlada e soltura de aves jovens;
- instalação e manutenção de caixas-ninho seguras;
- oferta de alimento e controle de predadores invasores.
Quais ações fizeram a população crescer?
A Mauritian Wildlife Foundation e o governo local acompanharam ninhos do papagaio, ajustaram técnicas após falhas e ampliaram áreas de soltura. Esse manejo adaptativo permitiu corrigir problemas de dieta, doenças, predação e baixa sobrevivência juvenil.
Além de reforçar a população nas Gargantas do Rio Negro, conservacionistas transferiram aves para as montanhas Bambou e Chamarel. Criar núcleos separados reduz o risco de um único evento local atingir quase todos os indivíduos remanescentes.
O que os números revelam sobre a recuperação?
A trajetória inclui dois avanços: a espécie passou de criticamente em perigo para em perigo em 2007 e de em perigo para vulnerável em 2019. Na mesma época, estimativas indicavam mais de 750 aves selvagens, após o mínimo de aproximadamente uma dúzia.
Fontes de conservação recentes trabalham com totais próximos de 700 a 800 indivíduos, embora levantamentos possam cobrir áreas e períodos diferentes. O marco central permanece: a população multiplicou-se dezenas de vezes sem deixar de exigir intervenção humana.
Os principais marcos mostram a mudança de escala:
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Quais riscos ainda ameaçam o periquito?
A recuperação do papagaio não significa independência completa do manejo. A espécie continua exposta à degradação florestal, à falta de árvores com cavidades, à competição com aves introduzidas e à doença do bico e das penas, capaz de elevar a mortalidade.
O desafio agora é restaurar habitat, manter a diversidade genética e reduzir gradualmente a intervenção sem perder o crescimento conquistado. Monitoramento, alimento suplementar e proteção de ninhos ainda funcionam como seguros contra uma nova queda populacional.
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