Palavras que parecem erradas, mas falamos da maneira certa
Muitas palavras do dia a dia confundem pela escrita ou pronúncia, mas seguem a norma culta. Descubra os erros que você pode estar cometendo
Palavras do dia a dia podem pregar algumas peças. Muitas parecem estranhas ao olhar ou ao ouvido, mas estão rigorosamente dentro da norma culta do português e revelam como o uso cotidiano pode se afastar do padrão ensinado em gramáticas e dicionários.
Palavras que confundem na hora de escrever
Alguns termos muito usados geram dúvida na escrita e na pronúncia. É o caso de recorde, que em português é paroxítona e não “récord”, imitando o inglês. Assim, dizemos “bateu o recorde de gols” ou “quebrou o recorde de vendas”, em conformidade com a norma culta.
Outro exemplo é asterisco, muitas vezes transformado em “asterístico” na fala e na escrita. Em textos formais, contratos, materiais acadêmicos e comunicações profissionais, a forma aceita é apenas asterisco, sem o “ti” extra que o uso cotidiano acrescenta por engano.

Palavras que parecem erradas, mas estão certas
Muitas confusões surgem quando o ouvido se acostuma a uma pronúncia equivocada. Desenteria, por exemplo, é frequentemente trocada por “desinteria”; porém, o registro padrão é com “en”, como em outros vocábulos formados de modo semelhante.
Algo parecido ocorre com diarreia, que já foi escrita com acento e o perdeu com o acordo ortográfico, assim como colmeia e cefaleia. A nova grafia ainda causa estranhamento em quem aprendeu a forma antiga, mas hoje é a forma recomendada em materiais atualizados e provas oficiais.
Uso indevido de acento e pronúncia deslocada
Certas palavras recebem acento por “simpatia” ou por influência da fala. Sutil costuma aparecer como “sutíl”, forma inexistente na norma padrão. Sutil é oxítona, como funil e canil, e muito usada para descrever comportamentos discretos ou estratégias pouco evidentes.
Fenômeno semelhante ocorre com gratuito, muitas vezes pronunciado “gratúito” em algumas regiões. Pela gramática normativa, a tonicidade recai no “ui” final, como em intuito e circuito, devendo essa forma prevalecer em documentos, peças publicitárias e comunicações oficiais.
Se você gosta de curiosidades sobre a língua portuguesa, este vídeo do canal Lara Brenner, com 425 mil inscritos, foi escolhido para você. Nele, você conhece 15 palavras que parecem estar erradas, mas na verdade estão corretas, e aprende a usá-las de forma adequada.
Formas estranhas, mas corretas no português
Na área da saúde, cateter costuma ser dito “catéter”, embora os dicionários registrem a forma oxítona como padrão atual. Já no cotidiano, cabeleireiro aparece com incontáveis variações erradas, como “cabelereiro” ou “cabeleleiro”, mas a escrita correta preserva a sequência “cabeleir-” antes do sufixo “-eiro”.
Alguns termos soam formais, mas fazem parte da língua viva. Mister, usado com sentido de necessidade (“é mister agir com rapidez”), não leva acento; e rubrica, ligada a assinaturas rápidas, não admite a forma “rúbrica”, que desloca a tonicidade e foge ao registro padrão.
Curiosidades que mais surpreendem no uso da língua
Entre as curiosidades, destacam-se casos em que o acento muda completamente a função da palavra. Fluido pode ser substantivo ou adjetivo (“um fluido viscoso”, “um papo fluido”), enquanto fluído é particípio de fluir (“a conversa havia fluído bem”), exigindo atenção de quem busca escrever com precisão.
Outros termos surpreendem porque quase sempre são ouvidos de forma incorreta, a ponto de a versão correta soar estranha. Alguns exemplos ilustram bem essas pegadinhas frequentes da ortografia:

Esses detalhes mostram como o português esconde sutilezas que passam despercebidas na correria cotidiana, e como conhecer melhor essas formas corretas fortalece a clareza e a precisão de qualquer tipo de texto.
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