Outro Mundo: Cientistas descobriram um oceano de água preso a 700 quilômetros sob o deserto e a rocha que ele contém é inestimável
Imagine descobrir que, muito abaixo da superfície terrestre, existe água em quantidade suficiente para superar várias vezes o volume de todos os oceanos que conhecemos.
Imagine descobrir que, muito abaixo da superfície terrestre, existe água em quantidade suficiente para superar várias vezes o volume de todos os oceanos que conhecemos.
Parece impossível, mas pesquisas científicas encontraram evidências de um enorme reservatório de água preso em minerais do manto terrestre, a cerca de 700 quilômetros de profundidade.
O detalhe mais surpreendente é que não se trata de um oceano líquido convencional, mas de água armazenada dentro da estrutura de uma rocha chamada ringwoodita.
Onde está o gigantesco reservatório de água?
A água está associada à chamada zona de transição do manto, situada entre aproximadamente 410 e 660 quilômetros de profundidade, com evidências relacionadas a condições próximas dos 700 quilômetros.
Nesse ambiente extremo, a pressão e a temperatura transformam os minerais e permitem que determinadas estruturas armazenem hidrogênio e oxigênio.
O mais importante é entender que não existe um mar subterrâneo com ondas e cavernas. A água fica quimicamente incorporada à estrutura cristalina dos minerais, permanecendo presa dentro da rocha.
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🚨 El océano oculto bajo nuestros pies.
— SomosMenteX (@SomosMente_X) October 26, 2025
En lo profundo de la Tierra, a 640 km bajo la superficie, los científicos descubrieron algo asombroso:
Una reserva de agua atrapada en la ringwoodita, un mineral raro que actúa como una esponja.
Abro🧵
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Por que a ringwoodita é tão importante?
A ringwoodita é uma forma de alta pressão da olivina e consegue armazenar uma quantidade surpreendente de água. Por isso, os cientistas costumam compará-la a uma espécie de esponja mineral capaz de reter hidrogênio em condições extremas.
Uma das evidências mais importantes veio de um pequeno fragmento de ringwoodita encontrado dentro de um diamante formado em grande profundidade e levado à superfície por atividade vulcânica. A amostra continha aproximadamente 1,5% de água em massa.
Conheça um pouco mais do ringwoodita no vídeo abaixo do canal “Incrível“.
Como os cientistas conseguiram detectar água tão longe?
Como ninguém consegue perfurar centenas de quilômetros até o manto, os pesquisadores recorreram às ondas sísmicas produzidas por terremotos.
Em um dos estudos, dados de mais de 500 terremotos foram analisados com uma rede de aproximadamente 2.000 sismômetros, permitindo investigar como as ondas atravessavam diferentes regiões do interior terrestre.
Experimentos de laboratório também reproduziram pressões e temperaturas semelhantes às encontradas em grandes profundidades.
O conjunto dessas evidências reforça a ideia de que o interior da Terra funciona como um gigantesco reservatório de água e pode ajudar a explicar melhor o ciclo global da água, a dinâmica do manto e até a origem dos oceanos.

O que torna essa descoberta tão impressionante?
Os números ajudam a dimensionar o tamanho do fenômeno.
Se concentrações semelhantes de água estiverem presentes em grandes volumes da zona de transição, a quantidade armazenada pode equivaler a duas ou três vezes o volume de água existente nos oceanos da superfície.
Essa estimativa representa água distribuída dentro de enormes volumes de rocha, e não a existência de um único oceano líquido. Os principais pontos são:
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