Os trabalhos mais estranhos que pra sua sorte não existem mais
Trabalhos que já foram comuns desapareceram com a tecnologia. Veja exemplos que mostram mudanças surpreendentes
Desde que a humanidade começou a se organizar em grupos, surgiu também a necessidade de trabalhar. Caçar, plantar, registrar informações, transportar bens e conectar pessoas à distância gerou profissões que hoje desapareceram — ou quase — e que ajudam a entender como cada época criou soluções curiosas para seus desafios.
Como era o trabalho dos acendedores de lampiões
Antes da eletricidade e dos sensores automáticos, a iluminação noturna das cidades dependia do acendedor de lampiões, ou gaslighter. Ele percorria as ruas com uma haste longa, acendendo manualmente cada ponto de luz ao anoitecer e apagando-os ao amanhecer, além de trocar pavios, reabastecer combustível e fazer pequenos reparos.
Em algumas cidades europeias, esse profissional também atuava como espécie de vigia noturno, atento a movimentações suspeitas enquanto cumpria sua rota. Com a popularização da iluminação a gás, da eletricidade e dos sistemas automáticos, o ofício perdeu espaço e hoje sobrevive apenas como atração turística em locais históricos, como certos bairros de Zagreb e Londres.

Como funcionavam os despertadores humanos na Revolução Industrial
Na Grã-Bretanha e na Irlanda, quando despertadores eram caros e pouco confiáveis, surgiu o trabalho de despertador humano, ou knocker-up. A função era garantir que trabalhadores acordassem no horário, especialmente em tempos de fábricas com disciplina rígida e jornadas longas.
Esses profissionais batiam com bastões nas portas, usavam varas de bambu para alcançar janelas altas ou até zarabatanas com ervilhas para acertar os vidros. O pagamento era baixo, mas muitos só iam embora ao ver o cliente de pé. Com a difusão de relógios acessíveis, rádios-relógio e, depois, smartphones, o ofício desapareceu, restando em memórias, livros e relatos históricos.
Algumas profissões do passado parecem curiosas hoje por refletirem realidades bem diferentes. Neste vídeo do criador Zodiaco, com 27,1 mil inscritos, você conhece trabalhos estranhos que deixaram de existir e entende como mudanças tecnológicas e sociais transformaram o mercado ao longo do tempo.
Profissões do cotidiano que desapareceram com a tecnologia
Alguns trabalhos extintos eram parte comum da rotina urbana. O leiteiro passava cedo entregando leite fresco na porta, muitas vezes junto com ovos, queijos e manteiga, em um tempo em que a refrigeração era precária e o produto estragava rapidamente, o que tornava sua visita diária essencial.
O cortador de gelo também foi crucial antes das geladeiras domésticas: durante o inverno, blocos de lagos congelados eram extraídos e armazenados em casas de gelo, abastecendo cidades e até gerando uma indústria internacional de exportação. A refrigeração mecânica aposentou esses ofícios, mostrando como a tecnologia transforma mesmo atividades aparentemente indispensáveis.
Quais foram as profissões mais bizarras ligadas a restos mortais
Entre os trabalhos estranhos, poucos chocam tanto quanto o de vendedor de múmias, ativo entre os séculos XVI e XIX. Um mal-entendido com a palavra árabe “mumiya”, que indicava uma substância resinosa medicinal, levou europeus a acreditar que corpos mumificados tinham propriedades curativas e valor comercial variado.
Esse comércio envolvia turistas, colecionadores, médicos e artistas, que utilizavam as múmias de formas variadas e hoje consideradas profundamente antiéticas:

Como antigas profissões mantinham o mundo conectado
Um grande grupo de trabalhos curiosos girava em torno da comunicação. Telegrafistas operavam o código Morse em contextos civis, militares e marítimos, e radiotelegrafistas eram vitais em navios, monitorando sinais de emergência, o que levou inclusive à identificação da “câimbra de telegrafista”, uma doença ocupacional.
Escribas, desde o Egito antigo, registravam leis e contas; mais tarde, telefonistas conectavam manualmente cada chamada em grandes painéis, até serem substituídas por centrais automáticas. Em metrópoles modernas, surgiu ainda o empurrador de passageiros, encarregado de organizar e literalmente acomodar multidões em trens lotados, função que ainda existe pontualmente em algumas linhas superlotadas, especialmente no Japão.
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