Os luxos abandonados de Jô Soares em uma herança que virou problema
Jô Soares, nascido José Eugênio Soares, veio de uma família financeiramente estável, com acesso a boa educação e viagens ao exterior.
Após a morte de Jô Soares, em 2022, parte de seu patrimônio de luxo como o famoso duplex em Higienópolis, carros de alto padrão, biblioteca e obras de arte, permanece vazia, encostada ou à venda, sem destino totalmente definido.
Quem foi Jô Soares além da televisão
Jô Soares, nascido José Eugênio Soares, veio de uma família financeiramente estável, com acesso a boa educação e viagens ao exterior.
Estudou na Europa, onde teve contato com diferentes línguas, culturas e referências artísticas.
Inicialmente cogitou seguir carreira diplomática, ligada ao mundo das relações internacionais. A proximidade com o teatro e o humor, porém, o levou a abandonar essa rota tradicional e abraçar definitivamente a vida artística.
quando o jô soares fez o silvio santos ler nietzsche… quando a tv aberta era capaz de unir um país inteiro… quando a publicidade ainda não ditava a qualidade da comunicação… o fim de uma era!pic.twitter.com/QueEjWgle9
— j̶ ̶u̶ ̶l̶ ̶i̶ ̶a̶ = (@jotauelleia) August 17, 2024
Como Jô Soares construiu sua fortuna
A fortuna de Jô não veio apenas do salário de apresentador, mas de uma trajetória longa na TV, em horários nobres e programas de grande audiência.
Seus contratos como humorista, entrevistador e roteirista garantiram renda contínua ao longo de décadas.
Além da televisão, ele ampliou o patrimônio com livros, peças de teatro, direção, roteiros e direitos autorais, chegando a um patrimônio estimado em cerca de R$ 50 milhões.
Esse valor foi construído de forma gradual, baseado em projetos consistentes e recorrentes.
O que aconteceu com o duplex de Higienópolis
Um dos bens mais emblemáticos é o duplex de aproximadamente 600 m² em Higienópolis, em São Paulo, com cinema particular, pequena capela e ambientes altamente personalizados.
O imóvel foi colocado à venda após sua morte, mas permanece vazio.
O apartamento acabou se tornando um “elefante branco” por combinar alto custo fixo, personalização extrema e forte carga simbólica. Entre os fatores que afastam compradores, destacam-se:
- Condomínio, IPTU e manutenção mensais muito elevados.
- Projeto interno específico, que exige grande reforma para outro perfil de morador.
- Localização nobre, com valor de venda alto e público restrito.
- Sensação de morar no antigo lar de uma figura extremamente conhecida.
Qual é a situação dos carros de luxo e coleções
Na garagem, Jô mantinha modelos como Land Rover, BMW, Mini Cooper, Chrysler e uma Harley Davidson, símbolos de conforto e sofisticação.
Alguns veículos foram vendidos, mas outros seguem apenas guardados, sem uso regular.
Sua biblioteca, com cerca de 5 mil livros, e a coleção de arte também enfrentam desafios de catalogação, laudos, seguro e preservação.
Parte desse acervo foi destinada conforme vontades manifestadas em vida, mas uma fração continua armazenada.
Por que parte do patrimônio de Jô Soares permanece sem destino
A ausência de herdeiros diretos, como filhos, dificultou a centralização das decisões sobre os bens.
Sem um “guardião” único do legado, o espólio ficou espalhado entre trâmites legais, vendas pontuais e itens ainda em definição.
Luxos que antes refletiam seu sucesso hoje são tratados de forma mais prática, entre inventários, custos de manutenção e tentativas de venda, permanecendo, em muitos casos, à espera de um novo destino.
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Comentários (1)
Jose Diogo de Almeida
14.01.2026 17:03É ... se a herdeira não pagar os impostos antes ... não tem acesso a nada ... 10% de 50 milhões são 5 milhores pago antes . Não é para qq um.