Ondas enormes apareceram muito acima de um furacão e satélites da NASA conseguiram enxergar a atmosfera ondulando sobre a tempestade
Em outubro de 2026, a NASA registrou ondas de gravidade sobre o furacão Simon, revelando como tempestades alcançam a mesosfera.
Na madrugada de 11 de outubro de 2026, satélites registraram ondas de gravidade atmosféricas sobre o furacão Simon, que avançava próximo à costa do México, no Pacífico. As ondulações apareceram muito acima das nuvens da tempestade, na mesosfera, reveladas pelo brilho tênue de gases atmosféricos. Não eram ondas no oceano, mas perturbações propagadas pelo ar.
Como um furacão consegue produzir ondas tão acima das nuvens?
O mecanismo começa nas tempestades intensas ao redor do olho do ciclone. Quando o vapor de água se condensa, libera calor, alimentando correntes ascendentes que formam enormes nuvens cumulonimbus. Essas correntes perturbam o ar circundante e geram ondas capazes de viajar para camadas superiores da atmosfera.
São chamadas de ondas de gravidade porque a gravidade atua para restaurar o equilíbrio do ar deslocado. Não devem ser confundidas com ondas gravitacionais, que são perturbações no espaço-tempo.

O que os satélites observaram durante a passagem de Simon?
As imagens divulgadas pela NASA mostram a tempestade e suas consequências atmosféricas em observações distintas, ambas de 11 de outubro de 2026:
- O satélite Suomi NPP fotografou Simon durante a tarde.
- O olho estava aproximadamente 50 quilômetros da costa mexicana.
- O NOAA-21 registrou ondulações na madrugada, em imagem noturna.
- O instrumento VIIRS captou os padrões luminosos acima do ciclone.
Em quais camadas da atmosfera as ondas se propagaram?
A energia associada à convecção pode atravessar diferentes níveis atmosféricos. O registro de Simon mostra como uma tempestade na camada mais baixa pode deixar marcas observáveis muito acima dela.
Por que as ondas ficaram visíveis na fotografia noturna?
O satélite detectou alterações no airglow, um brilho natural e muito fraco emitido por gases em grandes altitudes. As ondas modificam as condições dessa região e aparecem como faixas alternadas de luminosidade. O sensor VIIRS possui uma banda sensível à luz noturna, capaz de registrar essas variações.
Leia também: Centenas de peixes pareceram voar sobre um rio enquanto tentavam vencer a correnteza durante a piracema

A NASA explica como funciona o airglow. No caso de Simon, a pouca luz da Lua favoreceu a observação: o luar refletido poderia encobrir o sinal mais fraco das ondas.
O que a observação ensina sobre tempestades e atmosfera superior?
Ela evidencia uma ligação física entre o tempo meteorológico e regiões próximas ao espaço. A NOAA descreve esse transporte de energia, mas a imagem isolada não permite calcular todos os efeitos produzidos por Simon:
- Furacões podem gerar perturbações muito acima de suas nuvens.
- As ondas transportam energia e quantidade de movimento.
- Ventos em altitude influenciam a propagação dessas estruturas.
- Observações espaciais ajudam a estudar processos difíceis de medir.
O furacão revelou uma atmosfera conectada da superfície às grandes altitudes
A imagem noturna de Simon tornou visível algo que normalmente passa despercebido: uma tempestade sobre o oceano pode perturbar gases dezenas de quilômetros acima das nuvens. A descoberta não indica que enormes ondas de água tenham alcançado o céu.
Ao registrar as ondulações, os satélites oferecem dados para investigar como energia e movimento atravessam camadas atmosféricas. A fotografia também mostra por que estudar furacões envolve mais que acompanhar ventos e chuva perto da superfície.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)