O primeiro visitante confirmado de outra estrela atravessou o Sistema Solar em alta velocidade e saiu numa trajetória que nunca mais o trará de volta
O objeto varia de brilho por um fator de 10 conforme gira completamente a cada 7,3 horas

O que você vai ver
- Quando e como ‘Oumuamua foi descoberto.
- Por que sua trajetória garante que ele nunca mais vai voltar.
- Qual foi a aceleração inesperada observada sem explicação completa.
- O que se sabe sobre o formato real do objeto.
- O que é observação confirmada e o que ainda é especulação.
O primeiro objeto confirmado a visitar o Sistema Solar vindo de outra estrela atravessou nossa vizinhança cósmica em alta velocidade e seguiu numa trajetória que garante que ele nunca mais vai retornar, deixando atrás de si mais perguntas do que respostas definitivas.
Quando e como ‘Oumuamua foi descoberto?
O objeto, batizado de ‘Oumuamua, foi descoberto em 19 de outubro de 2017 pelo telescópio Pan-STARRS1, da Universidade do Havaí, financiado pelo programa de observação de objetos próximos à Terra da NASA, tornando-se o primeiro objeto interestelar já confirmado a cruzar o Sistema Solar, feito que imediatamente despertou grande interesse da comunidade científica internacional.
In October 2017, astronomers made a startling discovery that captivated the world’s imagination: an object hurtling through our Solar System at an incredible speed, seemingly originating from interstellar space. Named ‘Oumuamua which loosely translates to "scout" … 1/ https://t.co/8EzfIkN1nA
— Erika (@ExploreCosmos_) April 4, 2024
Por que ele nunca mais vai voltar?
‘Oumuamua passou pelo periélio, ponto mais próximo do Sol em sua trajetória, em 9 de setembro de 2017, viajando a cerca de 87,3 quilômetros por segundo, velocidade alta o suficiente para que o objeto não ficasse gravitacionalmente ligado a nenhum sistema estelar, incluindo o nosso, trajetória de passagem única que garante que ele seguirá viagem pela Via Láctea sem jamais retornar à vizinhança do Sol.
Qual foi a aceleração inesperada?
Inicialmente classificado como cometa e depois reconsiderado como asteroide, ‘Oumuamua passou a ser estudado novamente como algo mais parecido com um cometa quando novas medições detectaram uma leve aceleração inesperada em sua trajetória, mesmo sem nenhum sinal de atividade cometária visível, já que a astrônoma Karen Meech descreveu o objeto como completamente inerte, sem o menor indício de poeira ao seu redor, o que torna essa aceleração um enigma ainda sem explicação definitiva.
O que se sabe sobre o formato do objeto?
‘Oumuamua tem até cerca de 400 metros de comprimento e um formato extremamente alongado, cerca de 10 vezes mais longo do que largo, proporção maior do que a de qualquer asteroide ou cometa já observado dentro do próprio Sistema Solar, e seu brilho varia por um fator de 10 conforme o objeto gira completamente a cada 7,3 horas, variação que ajudou os astrônomos a estimar essas dimensões tão incomuns.
#Oumuamua is the first object ever seen in our solar system that is known to have originated elsewhere. Here’s what we know (and don’t know) about this mysterious visitor: https://t.co/xemx7kXesx https://t.co/neeoWoSSzy
— NASA (@NASA) July 3, 2018
O que é confirmado e o que é especulação?
Entre os dados confirmados estão a trajetória, a velocidade, a variação de brilho e a cor avermelhada do objeto, semelhante à de corpos do sistema solar externo, enquanto a composição densa de rocha e possíveis metais, a origem aproximada na direção da estrela Vega e a hipótese de que o objeto já vagava pela Via Láctea havia centenas de milhões de anos seguem sendo inferências baseadas nas observações disponíveis, não fatos definitivamente comprovados sobre sua verdadeira natureza.
Visitantes cósmicos que cruzam o Sistema Solar uma única vez e nunca mais retornam também aparecem no relato sobre a inteligência artificial que aprendeu a prever quais peptídeos deixam alimentos com gosto amargo.
Mais detalhes sobre o objeto estão disponíveis na página oficial da NASA.
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