O paradoxo dos gêmeos: será que é realmente possível viajar no tempo?
Segundo a teoria da relatividade de Albert Einstein, a resposta é um sim parcial, e surpreendentemente real.
O paradoxo dos gêmeos, um dos experimentos mentais mais famosos da física, mostra que o tempo não passa igual para todos e reacende uma pergunta antiga: é possível viajar no tempo?
Segundo a teoria da relatividade de Albert Einstein, a resposta é um sim parcial, e surpreendentemente real.
O que é o paradoxo dos gêmeos?
Proposto a partir da relatividade restrita, publicada por Einstein em 1905, o cenário envolve dois irmãos gêmeos idênticos. Um deles embarca em uma nave espacial que viaja a velocidades próximas à da luz, enquanto o outro permanece na Terra.
Quando o astronauta retorna, o encontro revela algo desconcertante: o gêmeo viajante está mais jovem do que o irmão que ficou.
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A teoria da relatividade e o paradoxo dos gêmeos. Via Bell MK (YouTube) Video completo: https://t.co/U1bwxsl3Og https://t.co/7GLenhNJuL
— JAMES WEBB (@jameswebb_nasa) October 17, 2023
Por que o gêmeo astronauta volta mais jovem?
Segundo a relatividade, quanto maior a velocidade de um corpo, mais devagar o tempo passa para ele em comparação com quem está parado. Em uma viagem a 99% da velocidade da luz, dez anos a bordo da nave equivaleriam a cerca de 70 anos na Terra.
O “paradoxo” surge porque, à primeira vista, cada gêmeo veria o outro envelhecer mais devagar. A contradição se desfaz porque apenas o astronauta acelera e muda de direção para voltar, o que quebra a simetria entre os dois.
Saiba um pouco mais sobe a que a ciência diz sobe a possibilidade da viaem no empo no vídeo abaixo do canal “MJ FLOW“.
Viajar para o futuro é possível?
Sim, e isso já acontece em escala minúscula. Os efeitos do tempo relativo foram confirmados por experimentos e fazem parte do cotidiano tecnológico.
Veja os principais exemplos:.
Viajar para o futuro é possível?
Sim, e isso já acontece em escala minúscula. Veja os principais exemplos:
| Exemplo | O que aconteceu | Em números |
|---|---|---|
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Relógios atômicos em aviões
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Em 1971, o experimento Hafele-Keating registrou diferenças mínimas de tempo após voos ao redor do mundo. | 1971 ano do experimento Hafele-Keating |
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Astronautas
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O cosmonauta Sergei Krikalev, após cerca de 803 dias em órbita, ficou aproximadamente 0,02 segundo “no futuro” em relação à Terra. | ≈ 0,02 s “no futuro” após cerca de 803 dias em órbita |
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GPS
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Os satélites precisam de correções relativísticas; sem elas, os erros de localização chegariam a vários quilômetros por dia. | vários km de erro por dia, sem as correções |
Tudo isso é consequência da teoria da relatividade de Albert Einstein: o tempo passa de forma diferente conforme a velocidade e a gravidade.
E viajar para o passado é possível?
Aqui a física é muito mais cautelosa. Soluções teóricas da relatividade geral, como buracos de minhoca e curvas temporais fechadas, permitiriam voltar no tempo, mas exigiriam matéria exótica com energia negativa, que nunca foi observada.
Além disso, o físico Stephen Hawking propôs a “conjectura de proteção da cronologia”, segundo a qual as leis da natureza impediriam esse tipo de viagem.
O que o paradoxo dos gêmeos realmente prova?
Ele não prova que existe uma máquina do tempo como a do cinema. Prova que o tempo é relativo e depende de velocidade e gravidade, e que a viagem rumo ao futuro é uma consequência natural da física conhecida.
Por ora, o gêmeo astronauta segue sendo apenas um experimento mental, mas a ciência já mostra que, no universo de Einstein, o tempo não é o mesmo para todos.
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