O melhor conselho de Arthur C. Brooks para atingir o sucesso e a felicidade: “Se parece possível e assustador ao mesmo tempo, é o caminho certo.”
Em vez de viver no piloto automático, a proposta é tomar decisões como um empreendedor atento ao cenário ao redor e disposto a revisar estratégias.
O tema da felicidade tem ganhado espaço em pesquisas científicas e debates públicos, e um dos nomes mais citados atualmente é o do professor Arthur C. Brooks, de Harvard, cujo trabalho mostra como pessoas comuns podem desenvolver bem-estar em meio a incertezas, mudanças profissionais e pressões sociais, tratando a vida como um projeto em constante construção.
Como funciona a ideia de vida como uma startup de felicidade
A metáfora da vida como uma startup destaca a importância de experimentar, aprender com erros e ajustar o rumo com base em dados reais, não apenas em medo ou impulso.
Em vez de viver no piloto automático, a proposta é tomar decisões como um empreendedor atento ao cenário ao redor e disposto a revisar estratégias.
Cada fase da vida funciona como uma rodada de testes, em que mudanças profissionais, investimentos em estudo ou decisões afetivas são avaliadas pelos custos e benefícios.
A felicidade deixa de ser um ideal abstrato e passa a ser um conjunto de escolhas práticas que aumentam a chance de bem-estar futuro, mesmo com algum desconforto inicial.
Qual é a relação entre felicidade e risco calculado
Segundo Arthur C. Brooks, uma vida totalmente protegida de incertezas tende a ser estável, porém pouco estimulante, pois reduz o acesso a oportunidades de crescimento e novas experiências.
O risco desejável não é imprudência, e sim abertura responsável ao desconhecido, com reflexão prévia sobre consequências.
O autor diferencia riscos impulsivos de riscos calculados, sugerindo analisar ganhos, perdas e capacidade de lidar com o resultado.
Quando uma decisão parece possível e ao mesmo tempo assustadora, pode sinalizar uma oportunidade relevante, desde que exista planejamento realista e proteção mínima à integridade física e financeira.
Fuimos coorganizadores del encuentro con @arthurbrooks, quien nos inspiró a vivir la felicidad como un hábito, no un sentimiento. En la @upmexico creemos en cultivarla cada día con propósito, amistad, familia y trabajo con sentido—para servir mejor y vivir con esperanza. pic.twitter.com/ZSmkLPt4ra
— Santiago García (@santiagogarcia0) November 14, 2025
Como a teoria da felicidade é organizada em três pilares
Na teoria de Arthur C. Brooks, a felicidade depende do equilíbrio entre três “nutrientes”: prazer, satisfação e propósito.
A ausência prolongada de qualquer um deles tende a gerar sensação de vazio ou frustração, mesmo que existam conquistas materiais ou reconhecimento externo.
Esses três elementos podem ser observados no dia a dia para orientar ajustes práticos nas escolhas pessoais:
- Prazer consistente: experiências agradáveis que geram boas memórias.
- Satisfação genuína: resultados alcançados após esforço real.
- Propósito claro: sensação de direção e coerência nas decisões.
Leia também: Os luxos absurdos deixados de Ayrton Senna após sua morte
De que forma o medo do arrependimento bloqueia decisões importantes
O medo do arrependimento faz com que muitas pessoas imaginem o “eu do futuro” julgando com dureza as escolhas presentes, o que leva ao adiamento de projetos importantes.
Assim, empregos insatisfatórios, relações desgastadas e mudanças necessárias acabam sendo mantidos por receio de errar.
Para enfrentar esse bloqueio, Arthur C. Brooks sugere o uso de “micro-riscos”: ações pequenas, porém desafiadoras, que treinam a tolerância à incerteza.
Pedir feedback, assumir uma nova responsabilidade em escala reduzida ou iniciar conversas honestas são exemplos de passos graduais que fortalecem a confiança.
Como o pensamento empreendedor pode orientar a busca pela felicidade
Aplicar o pensamento empreendedor à vida significa desenvolver uma postura estratégica diante de decisões importantes, sem transformar tudo em mera produtividade.
Assim como um empreendedor analisa o mercado, a pessoa observa seu “mercado vital”: trabalho, relacionamentos, saúde, crenças e limites pessoais.
Decisões arriscadas podem ser planejadas em etapas intermediárias, como testar novas áreas por meio de cursos ou projetos paralelos antes de mudar de carreira.
Nessa visão, bem-estar duradouro tende a surgir quando prazer, satisfação e propósito caminham juntos, apoiados por riscos calculados e disposição contínua para aprender com a própria experiência.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)