O maior ônibus urbano do mundo com 30 metros de comprimento e três seções que consegue carregar 300 pessoas de uma só vez
Desenvolvido no Brasil, o gigante biarticulado usa duas sanfonas e três seções para transportar centenas de passageiros em corredores BRT
Ele tem comprimento próximo ao de uma quadra de basquete, dobra o próprio corpo em duas articulações e foi desenvolvido no Brasil para corredores capazes de transportar multidões. O Gran Artic 300 levou o conceito de ônibus biarticulado ao extremo, chegando a 30 metros e oferecendo capacidade declarada para até 300 passageiros em uma única viagem.
Como o Gran Artic 300 consegue chegar aos impressionantes 30 metros de comprimento?
O veículo foi apresentado pela Volvo em 2016 como uma evolução dos biarticulados utilizados em sistemas de transporte de alta capacidade. Em sua maior configuração, chega aos 30 metros de comprimento, dimensão muito superior à de um ônibus urbano convencional e até maior que a de muitos articulados que já parecem gigantes nas ruas.
Apesar de ser comum descrevê-lo como um ônibus com “três vagões”, tecnicamente ele possui três seções de passageiros conectadas por duas articulações flexíveis, conhecidas popularmente como sanfonas. A configuração permite que um veículo extremamente comprido faça curvas que seriam praticamente impossíveis para uma carroceria rígida de 30 metros.
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O que existe dentro de um ônibus capaz de transportar até 300 passageiros?
O espaço interno foi pensado para sistemas BRT, nos quais grande quantidade de pessoas precisa embarcar e desembarcar rapidamente. Por isso, capacidade não depende somente do comprimento: número e posicionamento das portas, áreas para passageiros em pé e integração com plataformas das estações também interferem diretamente no desempenho.
Os principais números do projeto ajudam a explicar sua escala.
- Até 30 metros de comprimento
- Capacidade declarada para até 300 passageiros
- Três seções destinadas aos passageiros
- Duas articulações flexíveis
- Quatro eixos na configuração biarticulada
- Desenvolvimento voltado para corredores BRT
O vídeo publicado pelo canal verificado RODRIGO SANTIAGO RODRIGUES apresenta o lançamento do gigantesco biarticulado desenvolvido pela Volvo no Brasil e explica por que seus 30 metros e a capacidade anunciada de 300 passageiros chamaram atenção internacional. O material complementa o artigo ao mostrar visualmente a diferença entre esse veículo e um ônibus urbano convencional.
Por que o Gran Artic 300 precisa de duas sanfonas para conseguir circular pela cidade?
Uma carroceria rígida com 30 metros teria enormes dificuldades para contornar esquinas e acompanhar curvas dos corredores urbanos. As duas articulações dividem o veículo em três grandes partes que conseguem mudar seu ângulo umas em relação às outras, permitindo que a traseira acompanhe de maneira mais eficiente o caminho realizado pela parte dianteira.
A própria Volvo apresentou oficialmente o Gran Artic 300 como um biarticulado de 30 metros capaz de transportar até 300 passageiros. A empresa também informou que o modelo foi desenvolvido no Brasil especialmente para sistemas BRT de alta demanda e que poderia levar cerca de 30 passageiros a mais que seu antecessor.
Como um ônibus de 30 metros consegue movimentar uma multidão sem travar o corredor?
Um veículo desse tamanho só faz sentido quando toda a infraestrutura trabalha junto com ele. Os sistemas BRT usam corredores exclusivos ou segregados para evitar que ônibus de alta capacidade fiquem presos no mesmo congestionamento dos automóveis. Além disso, estações com plataformas adequadas aceleram o embarque e reduzem o tempo parado.
Outro objetivo é transportar mais pessoas utilizando menos veículos. Segundo a Volvo, um único biarticulado dessa configuração pode substituir até três ônibus convencionais em determinadas condições operacionais. Isso não significa que qualquer cidade possa simplesmente trocar três ônibus por um gigante: frequência, demanda, largura das vias, estações, terminais e geometria das curvas precisam estar preparados.
| Tipo | Comprimento aproximado | Capacidade declarada pela Volvo |
|---|---|---|
| Artic 150 | 18,6 metros | Até 150 passageiros |
| Artic 180 | 21 metros | Até 180 passageiros |
| Super Artic 210 | 22 metros | Até 210 passageiros |
| Gran Artic 300 | 30 metros | Até 300 passageiros |
O Gran Artic 300 pode realmente fazer o trabalho que seria destinado a um trem?
A comparação existe porque um BRT de alta capacidade tenta reunir algumas características associadas ao transporte ferroviário: veículos grandes, estações próprias, corredores segregados, elevada frequência e embarque rápido. Além disso, adaptar avenidas para ônibus pode exigir investimentos diferentes daqueles necessários para construir trilhos, sistemas elétricos e toda a infraestrutura ferroviária.
No entanto, afirmar que um biarticulado simplesmente “substitui a necessidade de metrô ou VLT” seria incorreto. Cada sistema possui capacidades, custos operacionais, vida útil e necessidades de infraestrutura diferentes. Em corredores de demanda compatível, o BRT pode ser uma solução eficiente; quando os volumes crescem muito, sistemas ferroviários podem oferecer vantagens que aumentar indefinidamente o tamanho dos ônibus não resolve.

Por que o Brasil se tornou referência mundial em ônibus biarticulados gigantes?
A relação começou muito antes do Gran Artic 300. Curitiba adotou ainda no século XX um modelo de transporte estruturado em corredores de ônibus, e os primeiros biarticulados Volvo entraram em operação na cidade no início da década de 1990. O conceito ajudou a demonstrar que ônibus também poderiam funcionar dentro de sistemas organizados de alta capacidade.
Depois, veículos e soluções semelhantes chegaram a cidades da América Latina e de outros continentes. Bogotá tornou seu TransMilenio uma das referências internacionais do conceito BRT, enquanto cidades brasileiras continuaram utilizando articulados e biarticulados. Isso não significa que todos utilizem especificamente a versão de 30 metros do Gran Artic 300, mas mostra como a engenharia desenvolvida para esse tipo de veículo se espalhou.
O maior ônibus urbano do mundo realmente consegue levar 300 pessoas confortavelmente?
A palavra importante é “até”. Os 300 passageiros representam a capacidade máxima declarada para determinada configuração e ocupação, não a promessa de que 300 pessoas viajarão sentadas ou com muito espaço disponível. A quantidade real depende da carroceria instalada, da disposição interna, das normas locais e do nível de lotação adotado pelo operador.
Por isso, o dado continua impressionante sem precisar ser exagerado. Um ônibus convencional pode transportar dezenas de pessoas, enquanto esse biarticulado foi projetado para movimentar algumas centenas de uma vez. Com 30 metros, três grandes seções e duas articulações, o veículo transformou a ideia de “ônibus grande” em algo mais parecido visualmente com um pequeno trem sobre pneus, embora continue sendo uma solução rodoviária criada especificamente para corredores BRT.
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