O LAGEOS-1, lançado em 1976, não possui fonte de alimentação, equipamentos de comunicação ou partes móveis: é uma esfera metálica de 407 quilogramas revestida por 426 refletores que devolvem pulsos de laser à Terra
O satélite LAGEOS-1 guarda um recado para o futuro da nossa Terra
O satélite LAGEOS-1 gira em torno do nosso planeta desde 1976 sem usar nenhuma gota de bateria ou rádio de comunicação. Essa bola de metal maciça funciona apenas como um alvo espacial e carrega uma placa secreta montada pelo gênio Carl Sagan para ser lida daqui a 8,4 milhões de anos.
Por que essa bola de metal não usa energia elétrica no espaço?
O projeto foge do padrão comum e funciona como um equipamento totalmente passivo no meio da órbita terrestre. A estrutura é uma esfera de 60 centímetros feita de latão grosso e alumínio que pesa exatamente 407 kg, sem nenhum chip ou painel solar na sua carcaça.
A mágica acontece por causa dos 426 refletores colados na superfície do objeto para funcionar como um espelho. As bases aqui no chão atiram lasers na direção da esfera e medem o tempo exato que a luz demora para bater no vidro e voltar para o nosso planeta.
O que rola na missão principal do satélite LAGEOS-1 lá em cima?
Essa tecnologia bem simples serve para medir coisas gigantescas aqui na nossa casa sem falhas no sistema. O rebatimento constante da luz ajuda os cientistas a marcar os movimentos minúsculos das placas tectônicas e o balanço natural da rotação da nossa bolinha azul.
Abaixo você acompanha a diferença dessa máquina bruta em relação aos equipamentos de comunicação mais modernos.
Qual é o segredo da placa bolada pelo famoso gênio Carl Sagan?
Além de ajudar os laboratórios da atualidade, a esfera carrega duas pequenas placas de aço inoxidável escondidas no seu miolo grosso. O astrônomo Carl Sagan desenhou esse recado sem usar palavras, apostando apenas no mapa do nosso mundo para conversar com quem achar o objeto no futuro.
O desenho principal mostra o processo de deriva continental em três épocas muito diferentes da nossa geologia. Segundo um artigo especial do Space Daily, essa sacada usa o próprio movimento de terra que o equipamento vigia como um relógio de marcação natural.
Quem vai abrir essa cápsula do tempo nesse futuro tão distante?
A ideia da placa não é falar com alienígenas viajantes, mas sim deixar uma pista pesada para quem estiver morando por aqui quando a peça cair da sua órbita de 5.900 quilômetros. A gravidade inevitável vai puxar a estrutura de volta para o solo e queimar parte dela em exatos 8,4 milhões de anos.
Dá uma olhada nos mapas da superfície que formam o manual de instruções dessa relíquia cósmica.
- A primeira imagem mostra os continentes esmagados juntos na Pangeia há 268 milhões de anos.
- O desenho do meio aponta o formato exato da nossa geografia no ano do lançamento em 1976.
- O último mapa chuta como a terra vai estar separada no exato momento da queda no chão.

Como o equipamento aguenta tanto tempo sem virar lixo espacial?
A resposta tá na ausência daquelas peças eletrônicas finas que costumam dar defeito e queimar no frio pesado do vácuo. Uma bola de metal sólido e resistente quase não sofre o impacto forte dos ventos solares e consegue se manter firme no mesmo trilho por eras a fio.
Quando ele finalmente mergulhar na atmosfera e despencar na superfície, o povo que achar o aço vai comparar o desenho gravado com a própria realidade ao seu redor. Essa charada visual prova que a criatividade científica é tão forte quanto os motores dos nossos foguetes.
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