O Exercício Biguá mobiliza mais de 30 unidades do Exército Argentino em operação no rio Paraná
A operação Biguá reuniu tropas, artilharia, defesa antiaérea e meios aéreos em Rosario, além de apresentar um veículo não tripulado desenvolvido para missões de vigilância e reconhecimento.
O Exército Argentino mobilizou mais de 30 unidades e subunidades no exercício militar Biguá, realizado em Rosario, às margens do rio Paraná.
A operação simulou a travessia de um grande obstáculo fluvial com integração de tropas terrestres, embarcações, helicópteros, blindados e sistemas de apoio ao combate.
A atividade também apresentou uma nova plataforma não tripulada voltada à vigilância de áreas aquáticas.
Como o exercício Biguá simulou uma operação militar de grande escala?
A manobra foi organizada para treinar o deslocamento de soldados e equipamentos através de um rio que não pode ser atravessado simplesmente a pé ou com veículos convencionais.
O objetivo era coordenar diferentes capacidades militares para estabelecer uma passagem e projetar forças em direção a um alvo.
A demonstração integrou operações anfíbias, movimentação aérea, reconhecimento, comunicações e logística, sob a estrutura de treinamento anual da II Brigada Blindada argentina.
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🇦🇷🇧🇷 | EL EJÉRCITO ARGENTINO EN BRASIL 💪🇦🇷🇧🇷 En el día de hoy se llevó a cabo el cruce de vehículos de combate TAM 2C-A2 y Stryker 8×8, piezas de artillería y otros equipos del Ejército Argentino a través del paso fronterizo entre Argentina y Brasil, en la provincia de Corrientes. Y no, no se trata de una invasión, como se lee en algunas páginas brasileñas. Argentina y Brasil se preparan para una nueva edición del Ejercicio Combinado Arandú, que contará, por primera vez en el marco de un ejercicio combinado internacional, con el despliegue de los modernos vehículos de combate TAM 2C-A2 y de los recientemente incorporados VCBR Stryker 8×8 del Ejército Argentino, junto con otros medios de la Fuerza. A lo largo de los años, el Ejercicio Arandú se ha consolidado como una de las principales instancias de adiestramiento combinado de la región, fortaleciendo la cooperación militar y la interoperabilidad entre Argentina y Brasil, tras décadas de integración operacional. 🎥 Video vía redes sociales. @JMilei @Ejercito_Arg @TGCarlosPresti @MinDefensa_Ar @EMCFFAA_Arg @GD_LandSystems @pabloquirno @exercitooficial @ArgentinaEnBras @Cancilleria_Ar #Argentina #EjércitoArgentino #Brasil #BunkerArgentino #Arandu #TAM2CA2 #Stryker #Oshkosh #EjerciciosMilitares #Defensa
— Fuerzas Armadas Argentinas 🇦🇷🇦🇷🇦🇷 (@FAArgentinas) October 10, 2026
Quais equipamentos militares foram empregados na operação?
O exercício reuniu diferentes meios para simular situações de combate e apoiar o avanço das tropas. Entre os principais equipamentos e recursos utilizados estavam:
- Blindados da família TAM: empregados na movimentação das forças terrestres.
- Artilharia de campanha de 155 mm: utilizada como capacidade de apoio de fogo.
- Sistemas antiaéreos RBS 70: incorporados ao dispositivo de defesa contra ameaças aéreas.
- Helicópteros militares: empregados em tarefas de observação, transporte e inserção de tropas.
- Aeronaves não tripuladas: utilizadas para ampliar o reconhecimento e obter informações sobre a área de operações.
- Meios anfíbios: empregados para estabelecer o ponto de desembarque na travessia do rio.
Como os soldados realizaram os desembarques e as infiltrações aéreas?
A sequência operacional incluiu desembarques anfíbios de infantaria, inserção de mergulhadores táticos a partir de helicópteros e descida de tropas especializadas em combate na selva por meio da técnica de corda rápida.
Essas ações exigiram coordenação entre as unidades terrestres e aéreas. Veículos de exploração, sistemas de comunicação e equipes logísticas também participaram para manter a movimentação de pessoal e materiais entre as duas margens.
Qual é a função do novo veículo não tripulado ASPIS?
Um dos destaques da atividade foi a apresentação do ASPIS Protótipo 1, um veículo de superfície não tripulado, conhecido pela sigla USV, desenvolvido pelo Exército Argentino em conjunto com a empresa Velos.
A plataforma foi concebida para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento em ambientes aquáticos. Entre as aplicações previstas estão:
ASPIS: 4 funções estratégicas
Como o veículo de superfície não tripulado pode ampliar a vigilância e a coleta de informações em ambientes aquáticos.
ASPIS PROTÓTIPO 1 · USVPatrulhamento de fronteiras fluviais
Monitora rios e áreas de interesse para apoiar a vigilância de fronteiras e o acompanhamento de regiões estratégicas.
Reconhecimento tático
Coleta informações sobre o ambiente operacional, ajudando as equipes a compreender as condições da área monitorada.
Detecção de elementos relevantes
Contribui para identificar informações e ocorrências de interesse para as equipes militares durante as missões.
Redução da exposição humana
Permite buscar informações em áreas monitoradas sem colocar diretamente os militares embarcados na plataforma.
As aplicações descritas não representam confirmação de que todos os recursos já estejam operacionais no protótipo.
Quais unidades participaram do treinamento militar argentino?
A operação ocorreu sob a jurisdição da Divisão de Exército 1, com condução operacional do Comando da II Brigada Blindada. A atividade também reuniu organizações especializadas em diferentes funções de combate e apoio.
Entre as estruturas militares citadas na operação estão:
As unidades militares por trás da operação no Paraná
Conheça as organizações do Exército Argentino destacadas no treinamento realizado em Rosario.
III Brigada de Monte
Especializada em operações em ambientes de mata e vegetação densa, com militares preparados para esse tipo de terreno.
Agrupamento de Artilharia Antiaérea do Exército 601 – Escola
Organização vinculada à capacitação e ao emprego de recursos de defesa contra ameaças aéreas.
Agrupamento de Engenheiros 601
Contribui com capacidades de engenharia militar que podem apoiar a mobilidade e a superação de obstáculos.
Agrupamento de Comunicações 601
Oferece suporte de comunicações para a coordenação entre as unidades envolvidas na operação.
Direção de Aviação do Exército
Relacionada aos meios aéreos empregados em atividades como observação, transporte e inserção de tropas.
Direção de Arsenais
Ligada ao suporte de materiais e equipamentos necessários à preparação e à continuidade das atividades militares.
A relação apresenta as organizações destacadas nas fontes consultadas e não constitui uma lista completa de todas as unidades participantes.
A operação Biguá demonstrou a importância da integração entre tropas, blindados, aviação, reconhecimento e logística em travessias fluviais.
A apresentação do ASPIS também evidenciou a busca por recursos não tripulados para ampliar a coleta de informações e reduzir a exposição direta dos militares.
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