O drama francês da Netflix que voltou a viralizar e não é indicado para todos
Nem todo filme é confortável
Dentro do catálogo da Netflix, algumas produções passam despercebidas mesmo tendo força para provocar discussões, emocionar e dividir opiniões.
Uma delas é um filme francês lançado em 2013 que voltou a ganhar destaque nas redes sociais, virou tendência mundial e chamou atenção justamente por sua intensidade emocional, realismo cru e narrativa profunda sobre amor, desejo e identidade.
Qual é o filme da Netflix que surpreendeu o público?
Estamos falando de Blue Is the Warmest Color, também conhecido como Azul é a Cor Mais Quente. Dirigido por Abdellatif Kechiche, o longa tem duração aproximada de 179 minutos e não é recomendado para menores de idade devido às cenas explícitas e ao tom emocionalmente pesado.
A obra é baseada na graphic novel homônima de Julie Maroh e ficou conhecida por sua abordagem extremamente realista das relações humanas, algo que costuma dividir o público entre quem considera o filme uma obra-prima e quem o acha desconfortável.
Confira ao trailer oficial da obra:
Sobre o que fala Blue Is the Warmest Color?
A história acompanha Adèle, uma adolescente que vive uma fase de descobertas pessoais quando conhece Emma, uma jovem artista de cabelos azuis. Esse encontro muda completamente sua forma de enxergar o mundo, os relacionamentos e a própria identidade.
O filme mostra o nascimento de um amor intenso, que começa com paixão avassaladora e evolui para uma relação marcada por conflitos, diferenças sociais, amadurecimento desigual e escolhas dolorosas. Ao longo da trama, o espectador acompanha a transformação emocional de Adèle, da inocência ao desgaste profundo.
Por que o filme voltou a viralizar mesmo sendo antigo?
Apesar de ter sido lançado há mais de uma década, o filme voltou ao centro das conversas por causa de trechos compartilhados nas redes sociais e recomendações espontâneas de usuários que descobriram a obra recentemente no streaming.
A narrativa intensa, as atuações muito elogiadas e o retrato cru de uma relação que se constrói e se desfaz fizeram com que muita gente passasse a indicar o filme como uma experiência emocional forte, ideal para quem busca histórias que fogem do padrão comercial.
Blue is the Warmest Colour (2013) dir. Abdellatif Kechiche pic.twitter.com/MJgBMlAra3
— cinesthetic. (@TheCinesthetic) April 5, 2024
O que torna essa produção tão marcante?
O diferencial de Blue Is the Warmest Color está na forma como ele retrata o tempo, o silêncio e os pequenos gestos. O filme não tem pressa, aposta em cenas longas e diálogos cotidianos para construir intimidade e desconforto ao mesmo tempo.
Além disso, a direção opta por mostrar relações sem romantização excessiva, explorando traição, frustração, desejo e dependência emocional de maneira direta. Isso faz com que o filme provoque reações intensas, tanto de identificação quanto de rejeição.
Vale a pena assistir mesmo com quase três horas de duração?
Para quem busca uma experiência intensa, emocional e sem filtros, o filme vale cada minuto. Apesar da longa duração, a história prende justamente por mergulhar fundo nos sentimentos das personagens e mostrar como o amor pode ser transformador e destrutivo ao mesmo tempo.
Não é um filme leve nem confortável, mas é exatamente isso que faz com que ele continue sendo descoberto, debatido e recomendado anos depois do lançamento. Uma escolha certeira para quem gosta de cinema que provoca e deixa marcas.
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