O diamante nasce a 150 km de profundidade e passa por isso até virar joia
O diamante simboliza luxo, mas sua jornada começa a mais de 150 km de profundidade e envolve bilhões de anos.
O diamante simboliza luxo, mas sua jornada começa a mais de 150 km de profundidade e envolve bilhões de anos. A indústria movimenta cerca de 80 bilhões de dólares anualmente através de processos fascinantes.
Como o diamante se forma nas profundezas terrestres?
A história começa bilhões de anos atrás, quando o carbono é submetido a pressões gigantescas e temperaturas entre 900 e 1.100°C no manto terrestre. Átomos desorganizados se alinham em uma estrutura cristalina extremamente compacta, transformando carbono em diamante.
Esse ambiente extremo prende os cristais dentro de uma rocha ígnea chamada kimberlito, formada a partir de magma rico em voláteis como água e dióxido de carbono. Essas cápsulas naturais mantêm os diamantes escondidos por eras geológicas inteiras.

Como os diamantes chegam até a superfície?
Erupções vulcânicas antigas, rápidas e violentas, empurraram o magma rico em kimberlito em alta velocidade. Esse processo abriu estruturas em forma de cone na crosta terrestre, conhecidas como chaminés vulcânicas ou tubos de kimberlito.
Geólogos fazem um trabalho de detetive para encontrar essas chaminés, usando análises geoquímicas, estudos magnéticos e perfurações. Amostras revelam se a concentração de diamantes justifica transformar o local em uma mina com investimento pesado.
Quais processos separam diamantes da rocha comum?
Quando uma jazida é viável, começa a extração: mineração a céu aberto com poços em espiral visíveis de satélite, ou mineração subterrânea com túneis e galerias. Escavadeiras gigantes, caminhões de grande porte e explosivos levam o minério até a superfície.
O kimberlito britado é misturado com água na fase de concentração. O diamante, mais denso que outros minerais, é separado através de várias etapas tecnológicas:
- Britagem: quebra das rochas grandes em fragmentos menores para facilitar o manuseio.
- Concentração por densidade: meio denso faz minerais leves flutuarem e diamantes afundarem.
- Separação por raios X: sensores detectam fluorescência e jatos de ar ejetam diamantes para recipientes.
- Triagem manual: trabalhadores identificam forma, cor e transparência, separando diamantes de outros minerais.
Quer ver como diamantes são extraídos e lapidados? Assista ao vídeo abaixo:
Como diamantes brutos se transformam em joias valiosas?
Diamantes brutos são classificados por tamanho, peso, forma, cor e clareza. Pedras de grau industrial vão para ferramentas de corte e abrasivos. As destinadas a joias seguem para centros de lapidação em Antuérpia, Tel Aviv e Mumbai.
Artesãos estudam cada pedra, definem o melhor corte, realizam clivagem, lapidam e polêm facetas. Laboratórios avaliam usando os quatro Cs: Quilate (peso), Cor (ausência de tonalidade), Clareza (imperfeições) e Corte (qualidade da lapidação). Esses critérios determinam o valor final da pedra no mercado de luxo.
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