O besouro explosivo que mistura substâncias químicas no abdômen e dispara um jato ácido a 100°C direto no rosto de seus predadores
Besouro-bombardeiro dispara jato ácido a 100°C contra inimigos
O besouro-bombardeiro dispara jato ácido diretamente no rosto de qualquer bicho que tenta engolir ele no mato. O pequeno inseto consegue misturar compostos químicos perigosos na barriga e dispara um tiro fervendo a 100°C para continuar vivo na natureza.
Como esse pequeno inseto fabrica uma bomba quente no corpo?
O bicho guarda duas substâncias separadas em reservatórios internos na área do abdômen. Quando o perigo chega perto, ele abre as válvulas e junta peróxido de hidrogênio com hidroquinona em uma câmara de reação bem blindada.
A mistura atinge o ponto de ebulição em menos de um segundo e cria uma pressão forte no corpo. Essa reação química faz o líquido espirrar para fora com um barulho estalado que assusta qualquer sapo ou pássaro faminto.

Quais são os principais detalhes desse ataque químico na mata?
Uma linha simples conecta esses dados impressionantes sobre o tiro do inseto.
- O jato consegue alcançar a marca de 100°C no momento do disparo.
- O líquido é lançado em pequenas rajadas rápidas de até 500 impulsos por segundo.
- A ponta do abdômen gira em 360 graus para mirar em qualquer direção.
- O cheiro forte e a queimadura fazem os predadores soltarem o inseto na hora.
Essa pontaria precisa garante que ele consiga acertar o olho dos atacantes sem se queimar no processo. Poucos bichos do mesmo tamanho possuem uma defesa tão violenta e eficiente nas matas.
Como fica o comparativo entre ele e outros insetos perigosos?
Abaixo você acompanha a comparação desse ataque com as armas de outros bichos.
A tabela deixa nítido que o uso do calor extremo é o grande diferencial desse inseto no mundo animal. Essa vantagem técnica faz com que ele consiga escapar de situações onde seria uma refeição fácil.
Por que esse jato químico não queima a barriga do bicho?
A câmara onde rola a mistura possui uma parede grossa feita de proteína e quitina bem dura. Esse casco grosso funciona como um isolante térmico de primeira linha para proteger as entranhas da criatura durante a explosão interna.
As válvulas do abdômen fecham rapidinho durante a expansão do gás para o líquido não voltar para os órgãos vitais. Toda essa estrutura funciona como um motor de foguete minúsculo que foi montado com perfeição na natureza.
Veja o vídeo abaixo do canal Animal Planet Brasil para entender mais sobre como este inseto age para se defender:
O que acontece quando um sapo engole esse besouro vivo?
Mesmo depois de ser engolido inteiro por um anfíbio, o inseto não se dá por vencido e solta o tiro ácido dentro do estômago do predador. O calor forte e os produtos químicos incomodam tanto o sapo que ele é obrigado a vomitar o bicho vivo para fora.
A criatura sai meio suja de muco, mas caminha para longe sem nenhum arranhão grave na casca. Essa resistência absurda faz desse pequeno combatente um dos seres mais difíceis de matar no ecossistema.
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