O anel subterrâneo de 27 quilômetros que acelera partículas quase à velocidade da luz sob a fronteira de dois países
Os dois feixes viajam em tubos separados e só se cruzam em quatro pontos específicos do anel

O que você vai ver
- Onde fica o anel e sob a fronteira de quais países ele está enterrado.
- Como os feixes de partículas circulam dentro do anel.
- Onde exatamente os feixes colidem dentro da estrutura.
- Para que servem os detectores instalados nos pontos de colisão.
- A que velocidade as partículas realmente viajam dentro do túnel.
Um anel subterrâneo de 27 quilômetros de circunferência, construído sob a fronteira entre dois países europeus, acelera partículas a velocidades próximas à da luz para estudar, em condições extremas, a estrutura mais fundamental da matéria conhecida pela ciência.
Onde fica o anel e sob qual fronteira?
O Grande Colisor de Hádrons, conhecido pela sigla LHC, fica a cerca de 100 metros de profundidade na fronteira entre a França e a Suíça, próximo a Genebra, dentro das instalações do CERN, a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, e seu túnel circular tem uma circunferência de pouco mais de 26,6 quilômetros.
In 2009, Tom Hanks visited CERN, the European Organization for Nuclear Research, for an event marking the inauguration of the Large Hadron Collider (LHC), where he took part in the ceremony known as "Turning on the Large Hadron Collider." Tom Hanks was the person to turn on the LHC when repairs were completed. Tom Hanks said, "I think CERN is such a beautiful place, they’re turning over the mysteries."
— Shadow of Ezra (@ShadowofEzra) April 6, 2024
Como os feixes de partículas circulam no anel?
Dentro do túnel, dois feixes de partículas circulam simultaneamente em sentidos opostos, cada um dentro de seu próprio tubo mantido em vácuo ultra-alto, trajetória controlada por uma sequência de ímãs supercondutores capazes de curvar e focalizar os feixes com precisão suficiente para que, mesmo viajando em sentidos contrários, eles consigam ser direcionados a colidir exatamente nos pontos previstos pelos pesquisadores.
Onde os feixes colidem?
Os dois feixes se cruzam e colidem em quatro pontos específicos ao longo do anel, cada um deles correspondendo à localização de um dos grandes detectores do LHC: ATLAS, CMS, ALICE e LHCb, embora o complexo conte, ao todo, com nove experimentos diferentes instalados em pontos variados da estrutura subterrânea.
Para que servem os detectores?
Cada detector funciona como um conjunto gigantesco de sensores posicionado ao redor de um ponto de colisão, registrando e analisando a enorme variedade de partículas novas que surgem no instante exato em que dois feixes se chocam de frente, dados que depois permitem aos físicos reconstruir o que realmente aconteceu durante aquela colisão em escala subatômica.

A que velocidade as partículas viajam?
Dentro do túnel, as partículas aceleradas pelo LHC viajam a velocidades muito próximas à da luz, o limite máximo de velocidade previsto pela física conhecida, o que explica por que colisões realizadas nessa estrutura conseguem gerar energias altas o suficiente para recriar, por frações de segundo, condições parecidas com as dos primeiros instantes do próprio Universo.
Estruturas de engenharia que recriam condições extremas da natureza em escala controlada também aparecem no relato sobre o peixe encontrado a mais de 8 mil metros de profundidade no oceano.
Mais detalhes sobre o acelerador estão disponíveis na página oficial do CERN.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)