No interior do Centro-Oeste, uma obra de R$ 202 milhões prevê 8 viadutos e 12 km de duplicação para reorganizar o trânsito de uma rodovia federal
A duplicação deve aliviar pontos onde o trânsito enfrenta mais conflitos
Máquinas de terraplenagem e estruturas de concreto estão mudando os acessos de Formosa, em Goiás, na passagem da BR-020 pela cidade. A Travessia Urbana de Formosa prevê 12 km de duplicação e oito viadutos, com investimento federal aproximado de R$ 202 milhões. Em setembro de 2026, o DNIT liberou o viaduto do acesso Sul, enquanto outras interseções ainda recebiam obras para separar o trânsito urbano dos veículos que seguem pela rodovia.
Onde estão sendo construídos os oito viadutos da BR-020?
Os viadutos fazem parte da Travessia Urbana de Formosa, no trecho da BR-020 que atravessa o perímetro da cidade. O corredor atende motoristas que circulam entre o Distrito Federal, Goiás e outras regiões conectadas à rodovia.
O DNIT detalhou o projeto durante uma visita técnica realizada em junho de 2025.
O empreendimento pretende ampliar as pistas e criar cruzamentos em desnível nos principais acessos urbanos. A duplicação também exige intervenções nos sistemas de drenagem e no terreno onde ficará a nova faixa de rolamento.

Como os viadutos vão reorganizar a circulação em Formosa?
As estruturas permitem separar veículos que entram na cidade daqueles que continuam pela BR-020. Nos cruzamentos em desnível, parte do tráfego passa sobre outra via, evitando que todos os movimentos dependam de uma travessia no mesmo plano.
O projeto envolve quatro grandes áreas de interseção. Na atualização de setembro, o DNIT informou que as três restantes receberiam dois viadutos cada.
A organização das passagens envolve diferentes serviços:
Qual viaduto foi liberado em setembro de 2026?
O DNIT liberou o viaduto do acesso Sul de Formosa em 3 de setembro de 2026. A estrutura fica no km 0,5 da BR-020 e passou a receber veículos depois das intervenções necessárias à circulação.
O comunicado oficial de liberação do viaduto também confirmou a abertura do entroncamento com a Avenida Tancredo Neves.
A entrega permitiu restabelecer essa ligação entre a rodovia e a malha urbana. Entretanto, a abertura de um acesso não significa que as demais interseções do projeto já tenham sido concluídas.
Na mesma atualização, o DNIT informou que continuava trabalhando nos outros pontos da travessia.
Por que a duplicação também exige obras contra a erosão?
A implantação da pista nova modifica o terreno e exige estruturas de drenagem e contenção. A água da chuva precisa ser conduzida de forma controlada para não comprometer taludes, aterros e a plataforma rodoviária.
Na visita técnica de 2025, o DNIT registrou intervenções para conter a evolução de um processo erosivo nas margens da BR-020.
As equipes também trabalhavam na recomposição da área destinada à nova pista. Os serviços incluem ajustes no terreno, implantação de drenagem e preparação das camadas que receberão o pavimento.
A construção de viadutos depende da estabilidade desses pontos de apoio. Por isso, as estruturas de contenção fazem parte da engenharia da duplicação, mesmo quando não são tão visíveis quanto os pilares de concreto.
Como a travessia urbana deverá beneficiar motoristas e transportadores?
A ampliação pretende reduzir conflitos nos acessos de Formosa e dar continuidade ao tráfego pela BR-020. O corredor recebe veículos que saem da cidade e motoristas que utilizam a rodovia para viagens mais longas.
Com cruzamentos em desnível, parte das mudanças de direção poderá ocorrer sem interromper o fluxo principal. A duplicação também ampliará o espaço de circulação entre os acessos.
Outra obra de grande escala no Centro-Oeste é a transformação de um corredor rodoviário de 846 km com viadutos e duplicações, que também busca melhorar os deslocamentos de longa distância.
Quando todos os 12 km da Travessia Urbana de Formosa serão concluídos?
A liberação de setembro de 2026 confirmou o funcionamento do acesso Sul, mas não estabeleceu a conclusão de toda a travessia. Os demais viadutos e segmentos da pista ainda precisavam de serviços.
As equipes devem concluir os cruzamentos em construção, a duplicação e os dispositivos de drenagem e segurança. Cada trecho poderá ser liberado conforme as condições de circulação sejam atendidas.
Enquanto houver obras entre os quilômetros 0 e 12, o DNIT orienta os motoristas a respeitar a sinalização provisória e os limites de velocidade implantados na região.
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