Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas

30.08.2026

logo-crusoe-new
O Antagonista

Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas

avatar
Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 29.08.2026 00:33 comentários
Entretenimento

Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas

Nascida escravizada em 1848, ela só aprendeu a ler e escrever depois dos 110 anos, numa turma noturna em Chattanooga

avatar
Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 29.08.2026 00:33 comentários 0
Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas
Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas
O Antagonista
O que você vai ver
  •  Quem era Mary Hardway Walker e como foi sua vida de trabalho.
  •  Quais perdas pessoais ela enfrentou ao longo da vida.
  •  Por que ela decidiu se matricular já centenária.
  •  Como foi aprender a ler, escrever e fazer contas depois dos 110 anos.
  •  Por que a história de Mary Hardway Walker segue sendo lembrada.

Nascida ainda escravizada em 1848, uma mulher americana passou praticamente toda a vida trabalhando em serviços domésticos, sem qualquer acesso à educação formal, até decidir, já com mais de 110 anos de idade, se matricular numa turma noturna de alfabetização.

Quem era Mary Hardway Walker e como foi sua vida de trabalho?

Mary Hardway Walker nasceu escravizada no estado americano do Alabama, em 1848, contexto que já determinava, desde o nascimento, a ausência de qualquer acesso à educação formal disponível para a maioria das crianças brancas da época.

Ao longo da vida, ela trabalhou em diferentes funções domésticas, atuando como babá, faxineira e cozinheira, ocupações que sustentaram sua subsistência por décadas, mas que também mantiveram a educação formal permanentemente fora de alcance durante praticamente toda a vida adulta.

Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas
Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas

Quais perdas pessoais ela enfrentou ao longo da vida?

Além das dificuldades relacionadas ao trabalho e à ausência de educação formal, Mary também enfrentou perdas pessoais significativas ao longo da vida, incluindo a morte do marido e dos três filhos, golpes que se somaram a uma trajetória já marcada por décadas de trabalho braçal contínuo.

Essas perdas familiares, combinadas com a rotina de trabalho constante em serviços domésticos, tornavam a possibilidade de retomar ou iniciar qualquer tipo de educação formal ainda mais distante, cenário que persistiu por praticamente todo o restante de sua vida adulta.

A trajetória de Mary Hardway Walker
Nascimento1848, Alabama
Ocupaçõesbabá, faxineira, cozinheira
Matrícula na alfabetizaçãocom mais de 110 anos

Por que ela decidiu se matricular já centenária?

Já com mais de 110 anos de idade, vivendo na cidade de Chattanooga, Mary decidiu se matricular num programa local de alfabetização voltado para adultos, iniciativa que finalmente lhe oferecia a oportunidade de aprender a ler e escrever depois de mais de um século sem qualquer acesso a esse tipo de educação formal.

Essa decisão, tomada numa fase tão avançada da vida, contrariava diretamente a expectativa comum de que a alfabetização deveria necessariamente ocorrer ainda na infância, reforçando que o desejo de aprender a ler e escrever pode permanecer presente independentemente da idade.

Como foi aprender a ler, escrever e fazer contas depois dos 110 anos?

No programa de alfabetização em Chattanooga, Mary aprendeu progressivamente a ler, escrever e realizar operações básicas de matemática, processo que exigiu adaptação tanto da própria aluna quanto dos educadores responsáveis, pouco acostumados a lidar com um caso de alfabetização iniciado numa idade tão avançada.

Completar esse processo de aprendizagem básica depois de mais de um século de vida representou, na prática, reverter uma lacuna educacional que havia acompanhado Mary desde a infância, marcada pela ausência de qualquer acesso escolar durante o período em que nasceu e cresceu ainda sob a condição de escravizada.

Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas
Nascida escravizada em 1848, mulher trabalhou como babá, faxineira e cozinheira, perdeu o marido e os três filhos e, já com mais de 110 anos, entrou numa turma noturna até aprender a ler, escrever e fazer contas

Por que a história de Mary Hardway Walker segue sendo lembrada?

O caso de Mary Hardway Walker permanece como um dos exemplos mais citados sobre a possibilidade de aprendizagem em qualquer fase da vida, especialmente por unir, numa única trajetória pessoal, a história da escravidão nos Estados Unidos e a determinação tardia de acessar uma educação formal negada por mais de um século.

Sua história é frequentemente lembrada em iniciativas ligadas à história de Chattanooga e à valorização da educação de adultos, servindo como referência sobre como circunstâncias de vida extremamente adversas não impediram, ao final, a realização de um objetivo pessoal mantido por praticamente toda uma vida.

  • Mary Hardway Walker nasceu escravizada em 1848, no Alabama.
  • Trabalhou a vida toda como babá, faxineira e cozinheira, sem acesso à educação formal.
  • Perdeu o marido e os três filhos ao longo da vida.
  • Já com mais de 110 anos, aprendeu a ler, escrever e fazer contas num programa de alfabetização em Chattanooga.

Trajetórias educacionais retomadas numa idade avançada também aparecem em outros relatos, como o caso dos golfinhos, que desenvolvem um assobio característico usado como identificação individual dentro do grupo.

Mais detalhes sobre a história de Mary Hardway Walker estão disponíveis no site oficial de turismo de Chattanooga.

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Ex-chefe da FAB chama de ‘leviandade’ fala de Flávio sobre apoio a Lula

Ex-chefe da FAB chama de ‘leviandade’ fala de Flávio sobre apoio a Lula
2

TRE-SP rejeita pedido do PT pela remoção de posts de Tarcísio

TRE-SP rejeita pedido do PT pela remoção de posts de Tarcísio
3

Uma “pilantra” nos gabinetes do governo Lula

Uma “pilantra” nos gabinetes do governo Lula
4

Moraes manda prender diarista condenada pelo 8/1

Moraes manda prender diarista condenada pelo 8/1
5

Flávio entende de meio ambiente tanto quanto de física quântica, diz Haddad

Flávio entende de meio ambiente tanto quanto de física quântica, diz Haddad
6

Lula chama Janja de Marisa durante evento de campanha em BH

Lula chama Janja de Marisa durante evento de campanha em BH
7

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre
8

Lula chama posição de Flávio sobre clima de ‘amadorismo irresponsável’

Lula chama posição de Flávio sobre clima de ‘amadorismo irresponsável’
9

Governo Lula prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios

Governo Lula prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios
10

Lottenberg confirma convite de Flávio para Ministério da Saúde

Lottenberg confirma convite de Flávio para Ministério da Saúde
1

Moraes manda prender diarista condenada pelo 8/1

Moraes manda prender diarista condenada pelo 8/1
2

Uma "pilantra" nos gabinetes do governo Lula

Uma "pilantra" nos gabinetes do governo Lula
3

Lula chama Janja de Marisa durante evento de campanha em BH

Lula chama Janja de Marisa durante evento de campanha em BH
4

Flávio entende de meio ambiente tanto quanto de física quântica, diz Haddad

Flávio entende de meio ambiente tanto quanto de física quântica, diz Haddad
5

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre
6

Reitor condena agressão a estudante dentro da UFRJ

Reitor condena agressão a estudante dentro da UFRJ
7

Lula e Flávio trocam ataques na estreia da propaganda no rádio

Lula e Flávio trocam ataques na estreia da propaganda no rádio
8

Lula chama posição de Flávio sobre clima de ‘amadorismo irresponsável’

Lula chama posição de Flávio sobre clima de ‘amadorismo irresponsável’
9

“Flávio vai participar do meu programa”, diz Tarcísio

“Flávio vai participar do meu programa”, diz Tarcísio
10

Nepal recua e pede ajuda internacional

Nepal recua e pede ajuda internacional
1

Perfil de Maduro publica fotos do ex-ditador na prisão

Perfil de Maduro publica fotos do ex-ditador na prisão
2

Daniella Marques troca Republicanos pelo PL de Flávio

Daniella Marques troca Republicanos pelo PL de Flávio
3

A verdadeira missão de Renan Santos

A verdadeira missão de Renan Santos
4

Este fricassê de frango fica supercremoso e é fácil de fazer para o almoço de domingo

Este fricassê de frango fica supercremoso e é fácil de fazer para o almoço de domingo
5

Roberto Ellery na Crusoé: Crise de crédito: o longo prazo está chegando

Roberto Ellery na Crusoé: Crise de crédito: o longo prazo está chegando
6

Mortes em enchentes entre Nepal e China passam de 800

Mortes em enchentes entre Nepal e China passam de 800
7

Criminosos sequestram ao menos 14 ônibus e fazem barricadas no Rio

Criminosos sequestram ao menos 14 ônibus e fazem barricadas no Rio
8

Rodolfo Borges na Crusoé: Cartas a um jovem Mourinho

Rodolfo Borges na Crusoé: Cartas a um jovem Mourinho
9

Cury propõe influenciadores em embaixadas para promover o Brasil

Cury propõe influenciadores em embaixadas para promover o Brasil
10

Josias Teófilo na Crusoé: O embate entre Ariano Suassuna e Gilberto Freyre

Josias Teófilo na Crusoé: O embate entre Ariano Suassuna e Gilberto Freyre

Tags relacionadas

educação história Mary Hardway Walker superação
< Notícia Anterior

O paraíso brasileiro esquecido por quatro séculos que parece um cenário de filme com praias perfeitas e clima de outro mundo

29.08.2026 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

Locador aluga casa por temporada via plataforma e descobre que seguro de aluguel não cobre danos causados por pet do hóspede, cláusula estava em anexo separado

29.08.2026 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Instagram

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Início

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.