NASA revela novas imagens do cometa interestelar 31/ATLAS
As observações do cometa começaram a partir de Marte, onde três espaçonaves da Agencia Espacial dos EUA capturaram imagens valiosas.
A descoberta feita pela NASA da chegada do cometa 3I/ATLAS no sistema solar marcou um momento significativo na história da observação espacial. Este cometa é apenas o terceiro objeto interestelar identificado que passa pelo nosso sistema solar, oferecendo uma rara oportunidade de estudo para cientistas e astrônomos.
Descoberto em 1º de julho por um telescópio da NASA no Chile, o 3I/ATLAS tem sido alvo de uma intensa campanha de observação que envolve diversas missões espaciais da NASA.
As observações do cometa começaram a partir de Marte, onde três espaçonaves da NASA capturaram imagens valiosas. A Mars Reconnaissance Orbiter registrou uma das imagens mais próximas, enquanto a sonda MAVEN obteve imagens ultravioleta para ajudar a desvendar a composição do cometa.
Além disso, o rover Perseverance conseguiu uma vista tênue do cometa a partir da superfície do planeta vermelho. Essas observações fornecerão dados importantes que ajudarão na compreensão das diferenças entre o cometa interestelar e os cometas “domésticos” do nosso sistema solar.
Quais recursos NASA utilizou para observar o cometa próximo ao Sol?
Algumas das missões de heliosfera da NASA têm a capacidade única de observar regiões do céu próximas ao Sol, permitindo-lhes acompanhar o cometa 3I/ATLAS quando ele passou por trás do Sol visto da Terra.
Durante este período, a observação através de telescópios terrestres tornou-se impossível. A missão STEREO da NASA foi responsável por coletar imagens entre 11 de setembro e 2 de outubro.
Simultaneamente, o observatório solar SOHO, uma colaboração entre a ESA e a NASA, registrou imagens do cometa entre 15 e 26 de outubro.
Outro destaque foi a missão PUNCH, que revelou a cauda do cometa durante observações feitas de 20 de setembro a 3 de outubro.
We've just released the latest images of the interstellar comet 3I/ATLAS, as observed by eight different spacecraft, satellites, and telescopes.
— NASA (@NASA) November 19, 2025
Here's what we've learned about the comet — and how we're studying it across the solar system: https://t.co/ZIt1Qq6DSp pic.twitter.com/ITD6BqVlGn
Qual é a contribuição das missões espaciais em asteroides na observação do cometa?
As espaçonaves Psyche e Lucy, ambas atualmente viajando em suas respectivas missões para estudar asteroides, também contribuíram para o monitoramento do 3I/ATLAS.
A Psyche adquiriu múltiplas observações do cometa durante oito horas, o que auxiliará na precisão da trajetória do cometa.
Da mesma forma, a Lucy registrou uma série de imagens a uma considerável distância, fornecendo detalhes adicionais sobre a coma e a cauda do cometa.
Tais imagens são fundamentais para aumentar a compreensão sobre os objetos que visitam nosso sistema solar oriundos de outros sistemas estelares.
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Como a NASA continuará a estudar o cometa 3I/ATLAS?
A jornada do cometa 3I/ATLAS ainda está em andamento, com uma aproximação máxima da Terra prevista para 19 de dezembro, quando estará a cerca de 170 milhões de milhas de distância, quase o dobro da distância entre a Terra e o Sol.
A observação continuará ao longo dos próximos anos, incluindo sua passagem pela órbita de Júpiter, esperada para a primavera de 2026. As análises contínuas ajudarão a expandir o entendimento da composição e comportamento de cometas interestelares, diferenciando-os dos originários do núcleo do nosso sistema solar.
Essas observações representam um marco na exploração espacial, permitindo aos cientistas obterem insights únicos sobre a natureza e origem dos cometas que atravessam nosso sistema solar.
Ao comparar dados de diferentes missões e instrumentos, há a expectativa de revelações fascinantes sobre as condições e formações em outros sistemas estelares.
Este evento não apenas amplia o conhecimento científico, mas também inspira a contínua curiosidade do ser humano pelo cosmos.
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