NASA começa a montar foguete gigante da missão Artemis III que pode decidir quem levará humanos de volta à Lua
Missão prevista para 2027 colocará SpaceX e Blue Origin frente a frente na disputa pelos futuros pousos tripulados da NASA na superfície lunar.
A NASA deu início à montagem do foguete Space Launch System (SLS) para a missão Artemis III no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, marcando um passo concreto em direção ao mais ambicioso voo tripulado da era espacial moderna. Com lançamento previsto para 2027, a missão vai muito além de uma simples viagem ao espaço: ela pode definir qual empresa levará humanos de volta à superfície da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos.
O que está sendo construído no Centro Espacial Kennedy
O estágio central do SLS já foi erguido verticalmente dentro do High Bay 2 do icônico Edifício de Montagem de Veículos (VAB), uma das maiores estruturas já utilizadas para operações de voos tripulados. Esse componente mede 64,6 metros de altura e será sustentado por quatro motores RS-25 aprimorados, originalmente derivados do programa do Ônibus Espacial.
Quando totalmente integrado ao estágio superior, aos dois propulsores de combustível sólido e à espaçonave Orion, o foguete completo atingirá 98 metros de altura e pesará aproximadamente 2.610 toneladas no momento do lançamento. A NASA confirmou o avanço em atualização pública:
Os técnicos da NASA Kennedy concluíram as operações de içamento da maior seção do estágio central do foguete Artemis III SLS para o High Bay 2.

Por que a Artemis III mudou de plano
O perfil da missão passou por uma reformulação significativa em relação aos objetivos originais. Os primeiros planos da NASA previam um pouso tripulado direto na Lua durante a Artemis III, mas atrasos no desenvolvimento dos veículos do Sistema de Pouso Humano (HLS) forçaram a agência a repensar sua estratégia. A decisão foi encarada como prudente diante dos riscos de usar equipamentos ainda não plenamente testados.
Agora, a missão se concentrará em testar procedimentos críticos de encontro e acoplamento em órbita, funcionando como um campo de provas para os sistemas que precisam funcionar perfeitamente antes de qualquer tentativa de pouso lunar tripulado. A abordagem reduz riscos e amplia a flexibilidade operacional da agência.
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O que os astronautas vão praticar durante a missão
Durante a Artemis III, a espaçonave Orion e sua tripulação realizarão encontros com um ou ambos os módulos de pouso lunar em desenvolvimento. Os sistemas a serem avaliados incluem duas das espaçonaves mais ambiciosas já projetadas para exploração humana além da órbita terrestre. Veja o que está em jogo nessa fase:
- Testes de operações de proximidade entre a Orion e os módulos de pouso
- Verificação da segurança dos sistemas para futuras expedições à superfície lunar
- Avaliação direta do desempenho em ambiente de missão tripulada real
- Treinamento prático de astronautas e controladores de missão em manobras de acoplamento

SpaceX e Blue Origin disputam protagonismo na corrida lunar
A SpaceX segue como principal candidata para o primeiro pouso lunar tripulado, previsto para a Artemis IV em 2028, após garantir o contrato inicial da NASA com seu veículo Starship. Mas a Blue Origin avança com o módulo Blue Moon em testes e qualificações, mantendo viva a possibilidade de uma reviravolta nos planos operacionais da agência.
Ambas as empresas ainda enfrentam desafios técnicos substanciais. A Starship precisa demonstrar reabastecimento orbital bem-sucedido, enquanto a Blue Moon segue desenvolvendo infraestrutura para missões sustentadas no espaço profundo. A Artemis III será a primeira oportunidade real da NASA para comparar os dois sistemas lado a lado em condições de voo tripulado.
O que está em jogo para a próxima década espacial
A pressão em torno da Artemis III vai muito além de uma única missão. A estratégia lunar de longo prazo da NASA depende diretamente do sucesso dos módulos de pouso comerciais, que precisam entrar em operação para viabilizar missões regulares à Lua e apoiar uma presença permanente próxima ao polo sul lunar no início da década de 2030. Cada decisão tomada agora molda esse futuro.
Se você acompanha a exploração espacial, este é o momento de não perder nenhuma atualização. A corrida está em andamento, as peças estão sendo montadas literalmente agora, e os próximos dois anos decidirão quem escreverá o próximo capítulo da história humana além da Terra. Fique de olho: o que começa no VAB pode mudar o rumo da civilização.
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