Não é a Venezuela: o país latino-americano que está prestes a se tornar o maior produtor de petróleo do mundo até 2026

19.02.2026

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Não é a Venezuela: o país latino-americano que está prestes a se tornar o maior produtor de petróleo do mundo até 2026

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Redação O Antagonista
6 minutos de leitura 19.02.2026 10:02 comentários
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Não é a Venezuela: o país latino-americano que está prestes a se tornar o maior produtor de petróleo do mundo até 2026

A Venezuela ainda detém a maior quantidade de petróleo reservado no subsolo de qualquer país do mundo

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Não é a Venezuela: o país latino-americano que está prestes a se tornar o maior produtor de petróleo do mundo até 2026
Essa nova configuração do setor de petróleo na América Latina mostra algo importante

Quando o assunto é petróleo na América Latina, a Venezuela é quase sempre o primeiro nome que vem à cabeça de qualquer pessoa. E faz sentido, já que o país carrega décadas de história ligada ao petróleo e ainda detém as maiores reservas provadas do planeta. Mas o mapa energético da região mudou, e em 2026 outro país assumiu de vez a liderança da produção. A resposta surpreende muita gente que ainda associa automaticamente petróleo latino-americano à Venezuela.

Qual é o país que lidera a produção de petróleo na América Latina em 2026?

O país é o Brasil. Esse crescimento não é uma virada repentina, mas o resultado de uma estratégia construída ao longo de muitos anos, focada no desenvolvimento de campos em águas profundas e ultraprofundas no litoral brasileiro. Essa região, conhecida como pré-sal, fica abaixo de uma espessa camada de sal no fundo do oceano e guarda reservas enormes de petróleo que foram se tornando acessíveis à medida que a tecnologia de extração avançou. Os campos de Búzios e Mero, localizados na costa do Rio de Janeiro, estão entre os mais produtivos desse conjunto e são peças centrais nos números que colocam o Brasil no topo do ranking regional.

Em 2025, o Brasil registrou uma produção de cerca de 3,77 milhões de barris por dia, um novo recorde que consolidou sua posição como o maior produtor de petróleo da América Latina e colocou o país entre os dez maiores produtores do mundo. É uma conquista que vai além do simbolismo regional e representa uma mudança real no peso que o Brasil tem nas conversas sobre energia global.

Não é a Venezuela: o país latino-americano que está prestes a se tornar o maior produtor de petróleo do mundo até 2026
Essa nova configuração do setor de petróleo na América Latina mostra algo importante

Por que a Venezuela, com a maior reserva do planeta, ficou para trás?

Essa é a parte da história que mais provoca curiosidade. A Venezuela ainda detém a maior quantidade de petróleo reservado no subsolo de qualquer país do mundo, concentrada principalmente na Faja Petrolífera do Orinoco. Mas ter reserva e ter produção são realidades completamente diferentes, e o caso venezuelano é um exemplo claro disso.

Ao longo dos últimos anos, o país enfrentou uma série de dificuldades que reduziram drasticamente sua capacidade de extrair e vender petróleo. A falta de investimento para manter as instalações funcionando, a saída de profissionais qualificados, as sanções econômicas internacionais e os problemas operacionais acumulados fizeram com que a produção venezolana ficasse muito abaixo do que já foi em outros momentos da sua história. Enquanto isso, o Brasil avançava de forma consistente, e a diferença entre os dois países foi crescendo a ponto de inverter uma liderança que parecia permanente.

Quais são os maiores produtores de petróleo do mundo hoje?

Para entender o tamanho do que o Brasil alcançou, vale ter uma noção de como está organizado o ranking global de produção de petróleo. Esses países têm uma influência direta sobre o preço do combustível no mundo inteiro, e figurar entre eles coloca o Brasil em uma posição de relevância que vai além do continente americano. De acordo com dados do Trading Economics, os dez maiores produtores de petróleo do mundo são:

  • Estados Unidos
  • Arábia Saudita
  • Rússia
  • Canadá
  • China
  • Iraque
  • Brasil
  • Emirados Árabes Unidos
  • Irã
  • Kuwait
Não é a Venezuela: o país latino-americano que está prestes a se tornar o maior produtor de petróleo do mundo até 2026
Essa nova configuração do setor de petróleo na América Latina mostra algo importante

Quem mais está crescendo no setor de petróleo na América Latina?

O Brasil lidera com folga, mas não está sozinho nessa transformação do cenário energético regional. O México aparece como segundo produtor da América Latina, com números relevantes, mas bem abaixo do líder. E um nome que chama cada vez mais atenção é o da Guiana, país pequeno localizado no norte da América do Sul, que vem registrando descobertas expressivas de petróleo em alto mar nos últimos anos. As perspectivas de crescimento guianense são bastante promissoras e podem movimentar ainda mais o equilíbrio de forças da região nos próximos anos, aproximando esse pequeno país das primeiras posições do ranking latino-americano.

Essa nova configuração do setor de petróleo na América Latina mostra algo importante: o mapa energético não é estático. Países que pareciam consolidados em determinadas posições podem perder espaço rapidamente quando faltam investimentos e condições operacionais adequadas. E países que apostam em tecnologia, parcerias estratégicas e uma visão de longo prazo conseguem avançar de formas que poucos esperariam.

O que essa liderança significa para o Brasil na prática?

Assumir o topo da produção de petróleo na América Latina em 2026 é muito mais do que uma conquista simbólica para o Brasil. Do ponto de vista econômico, produzir mais petróleo significa mais receita, mais empregos no setor energético e uma capacidade maior de influenciar negociações e acordos internacionais ligados à energia. O país passa a ser visto não apenas como um grande mercado consumidor, mas como um produtor com peso real no cenário global.

Essa transformação também reforça uma lição que o caso venezuelano já havia ensinado de forma inversa: o que define a liderança no setor de petróleo não é apenas a quantidade de reservas que um país tem no subsolo, mas a capacidade de investir, planejar e executar com consistência ao longo do tempo. Nesse quesito, o Brasil construiu sua posição de forma gradual e sólida, e os números de 2026 são o reflexo de decisões tomadas há muitos anos que finalmente chegaram ao seu resultado mais visível.

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