Muita gente joga esse eletrônico fora sem saber que ele possui componentes com ouro de 22 quilates
O metal precioso não aparece como joia escondida, mas em camadas minúsculas de placas, conectores e contatos elétricos.
O ouro em eletrônicos antigos aparece em pontos pequenos, como placas e conectores. O caso mais conhecido envolve placas-mãe de computador, mas o valor só aparece com reciclagem especializada.
Que eletrônico costuma esconder esse ouro?
O principal exemplo é o computador antigo. Dentro dele, a placa-mãe concentra conectores, trilhas e contatos que podem usar pequenas camadas de ouro.
A ETH Zurich relatou que pesquisadores recuperaram uma pepita de 450 mg de ouro 22 quilates a partir de 20 placas-mãe antigas.

Onde fica o ouro dentro do aparelho?
O ouro não fica solto, como uma peça pronta para venda. Ele aparece em áreas pequenas, aplicadas para melhorar contato elétrico e reduzir corrosão.
Os pontos mais citados são conectores, pinos, contatos, bordas de placas e partes de circuitos. Em alguns aparelhos, também podem existir outros metais valiosos, como cobre, prata e paládio.
Por que se usa ouro em placas eletrônicas?
O ouro é usado porque resiste bem à oxidação e ajuda a manter conexões estáveis. Em eletrônicos, falha de contato pode comprometer todo o funcionamento do aparelho.
Por isso, fabricantes usam camadas muito finas em pontos estratégicos. O objetivo não é colocar luxo no produto, mas garantir desempenho, durabilidade e condução elétrica confiável.
- Placa-mãe: concentra conectores e contatos de alto valor para reciclagem.
- Memória RAM: pode ter bordas douradas de conexão.
- Processador: pode conter pinos e contatos valiosos.
- Celular antigo: reúne metais em placa compacta e conectores pequenos.
- Notebook velho: combina placa, conectores, cabos e outros componentes.
O ouro de 22 quilates sai de um único eletrônico?
Não é assim que a descoberta deve ser lida. No teste da ETH Zurich, a pepita de 22 quilates foi obtida a partir de material de 20 placas-mãe antigas.
Isso muda a interpretação da manchete. O aparelho antigo pode ter metais preciosos, mas a recuperação depende de volume, tecnologia, controle químico e reciclagem profissional.

Por que não vale tentar extrair em casa?
Porque a extração caseira pode envolver ácidos, vapores, resíduos tóxicos, fogo e risco elétrico. Além disso, desmontar eletrônicos sem técnica pode espalhar metais pesados e plásticos contaminantes.
O caminho correto é a logística reversa. O SINIR explica que eletroeletrônicos pós-consumo devem retornar para reciclagem, reutilização ou destinação ambientalmente adequada.
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Como descartar sem jogar esse valor fora?
Antes de jogar um computador, notebook ou celular antigo no lixo comum, procure ponto de coleta, loja participante ou campanha de eletroeletrônicos. A regra brasileira prevê logística reversa para esses produtos.
O Decreto n.º 10.240/2020 trata da implantação do sistema de logística reversa para eletroeletrônicos domésticos e componentes. Assim, o ouro em eletrônicos antigos deixa de virar lixo e volta para a economia circular.
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