MPF cobra R$ 10 milhões da Globo por pronúncia errada
Procurador reclama da pronúncia da palavra "recorde" por apresentadores e repórteres da emissora
O procurador Cléber Eustáquio Neves do Ministério Público Federal em Minas Gerais, moveu ação civil pública contra a TV Globo por um erro de pronúncia da palavra “recorde”.
Segundo a Folha de S.Paulo, o MPF pede que a emissora pague 10 milhões de reais pelo erro.
Na sua petição inicial, o procurador afirmou que os apresentadores e repórteres da emissora adotaram uma pronúncia equivocada da palavra, alegando que o erro induziria a população brasileira a falar termo também de forma errônea.
Paroxítona
“A palavra ‘recorde’ é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, alegou o procurador.
Cléber Eustáquio Neves adicionou vídeos do Jornal Nacional, do Globo Esporte e do Globo Rural para justificar a ação.
“A Globo atua como um braço do Estado na difusão de informações, portanto, a utilização da norma culta da língua portuguesa não é uma opção estética, mas um modelo de qualidade e eficiência administrativa”, disse.
“Quando uma concessionária de alcance nacional propaga, de forma reiterada e sistemática, um erro de pronúncia, conhecido por erro de prosódia, ela viola o direito difuso da sociedade a ter acesso a uma programação com finalidade educativa e informativa”, acrescentou.
Lesão ao patrimônio cultural
Além da multa por “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”, o MPF-MG solicitou uma retificação em rede nacional da emissora.
Notificada antes do Carnaval, a TV Globo ainda não apresentou sua defesa.
À Folha, a emissora afirmou que não comenta casos que ainda estão na Justiça.
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Comentários (6)
Aldo
25.02.2026 17:02O leitor André Luís dos Santos tocou num ponto correto, quando vão cobrar multa de elementos do governo e parlamentos ao usarem palavras como "todes" e outras bobagens?
Andre Luis dos Santos
19.02.2026 22:02Que belo exemplo de desperdício de $ publico. Com relação afirmação do MP de que "a utilização da norma culta da língua portuguesa não é uma opção estética", talvez o MP devesse começar a cobrar multa cada vez que um IDIOTA, principalmente desses ministérios INÚTEIS desse governo de MERDA, pronunciassem palavras como "todes" ou outras excrescências dessa linguagem "neutra".
Sergio L
19.02.2026 20:26Procurador Cléber Eustáquio Neves, apesar de achar estranho esse tipo de processo, vou apresentar uma sugestão nessa área. Quem sabe um novo processo pelo uso incorreto da palavra “acréscimos” no plural, por parte dos locutores esportivos da Globo quando fazem menção ao tempo que o árbitro acrescenta no final de cada tempo do jogo de futebol. Isso incomoda, porque o acréscimo pode ser de 1 minuto, 2, 3, 4, ou mais e mesmo assim será sempre "acréscimo". Antigamente eram 3 minutos de prorrogação e nunca 3 minutos de prorrogações.
ANGELO GIOVANNI LEONI
19.02.2026 19:24Ô procurador, quantos milhões vai cobrar do Lula?
Luis Eduardo R. Caracik
19.02.2026 14:38Belo exemplo de falta do que fazer e ativismo judiciário.
Annie
19.02.2026 14:17Deve estar faltando serviço para o MP de Minas