Motorista é parado dirigindo de chinelo e descobre que é infração média, com multa e pontos
Dirigir de chinelo é infração média no Código de Trânsito: multa e quatro pontos na carteira
Muita gente sai de casa de chinelo para dar só uma volta rápida e não imagina que isso pode gerar multa. O Código de Trânsito Brasileiro proíbe conduzir veículo usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa o uso dos pedais. A infração é média, com multa e pontos no prontuário do motorista, mesmo em trajetos de poucos quarteirões.
O que o código proíbe: o chinelo ou o pé descalço?
A lei não cita o chinelo pelo nome nem proíbe dirigir descalço, e essa é a resposta do quiz. O artigo 252, inciso IV, fala em dirigir usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais. O chinelo de dedo se encaixa nessa descrição porque escapa com facilidade.
A preocupação é prática. Um chinelo que sai do pé pode travar embaixo do pedal do freio no pior momento possível. O mesmo raciocínio vale para tamancos e sandálias soltas, comuns no calor.
Veja como as situações mais comuns costumam ser tratadas.
Quanto custa a multa por calçado inadequado?
Por ser infração média, a penalidade combina multa e pontuação. O valor é de R$ 130,16, e o condutor recebe quatro pontos na carteira. Para quem dirige por aplicativo ou trabalha na estrada, esses pontos fazem diferença no fim do ano, quando o limite do prontuário se aproxima.
- Classificação: infração média.
- Multa: R$ 130,16.
- Pontuação: quatro pontos no prontuário.
- Reincidência: soma de pontos que pode levar à suspensão do direito de dirigir.
- Motorista profissional: pontos afetam o trabalho e o contrato com aplicativos.
Vale lembrar que a fiscalização costuma acontecer em blitz ou após uma parada por outro motivo. Não existe radar que flagre calçado, o que faz muita gente achar que a regra não pega.

Por que o calçado solto preocupa tanto no volante?
Porque o pé é o único contato do motorista com o freio e o acelerador. Um chinelo que escorrega muda a posição do pé em uma fração de segundo, justamente quando é preciso frear com firmeza. Em pisos molhados, a sola lisa piora ainda mais o apoio.
Há também o risco de o calçado ficar preso. Quando o chinelo sai e vai parar embaixo do pedal, o motorista precisa desviar a atenção da via para resolver o problema. Esse tipo de distração aparece com frequência em relatos de acidentes urbanos, em trajetos curtos e supostamente tranquilos.
Como evitar o problema sem abrir mão do conforto?
A solução mais simples custa pouco e cabe no carro. Muitos motoristas mantêm um par de tênis velho no porta-malas justamente para isso, principalmente quem mora perto da praia. Siga um roteiro fácil:
- Deixe um calçado fechado dentro do veículo, mesmo no verão.
- Troque o chinelo antes de ligar o motor, e não no meio do caminho.
- Evite dirigir com sandálias de tiras finas ou salto alto instável.
- Em viagens longas, prefira tênis confortável e com solado firme.
- Se molhar o calçado na praia, seque os pés antes de assumir o volante.
O texto do código pode ser consultado no portal do Planalto. O artigo 252 reúne outras condutas proibidas ao volante, como usar fone de ouvido e segurar o celular.
Vale o risco de pegar o carro de chinelo?
Não vale, porque o incômodo de trocar de calçado dura segundos e a multa dura o ano todo no prontuário. Mais do que a penalidade, está em jogo a chance de o pé escapar do pedal numa freada. Antes da próxima saída rápida, que tal deixar um tênis guardado no carro?
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