Moeda de ouro de 2.200 anos da antiga rainha egípcia é descoberta em Jerusalém
Esta descoberta lança luz sobre um passado distante e ilustra a influência política de figuras femininas no período helenístico.
Arqueólogos em Jerusalém recentemente desenterraram um achado raro: uma moeda de ouro miniatura que retrata a rainha egípcia Berenice II, datando do reino de seu marido, o terceiro governante do Reino Ptolemaico do Egito.
Esta descoberta lança luz sobre um passado distante e ilustra a influência política de figuras femininas no período helenístico.
Vinda de uma dinastia real macedônia, os Ptolemeus eram descendentes de um dos generais de Alexandre, o Grande, Ptolomeu I Sóter. Durante o período helenístico do Egito, que durou de 323 a 30 a.C., essa família estabeleceu um governo dinástico.
Acredita-se que a moeda tenha sido cunhada em Alexandria há 2.270 anos, provavelmente como parte de um presente para soldados que retornavam da Terceira Guerra Síria, um conflito entre o Reino Ptolemaico e o Império Selêucida da Síria.
Qual é a importância desta moeda para a história de Jerusalém?
Identificado como um achado raro e valioso, essa moeda é a primeira de seu tipo a ser encontrada fora do Egito, especificamente em uma área de escavação organizada.
A descoberta ocorreu na Cidade de Davi, núcleo do antigo assentamento de Jerusalém, reforçando a tese de que a cidade estava em processo de recuperação e restauração após destruições passadas.
Até agora, a visão predominante entre os estudiosos era que, após o cerco do rei babilônico Nabucodonosor II, Jerusalém era apenas uma cidade pequena, marginal e pobre em recursos.
No entanto, a existência de tal moeda demonstra que Jerusalém tinha se reerguido rapidamente, reestabelecendo laços com centros dominantes da época sob o domínio ptolemaico.
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Quem foi Berenice II e qual foi seu papel histórico?
Berenice II, esposa e consorte de Ptolomeu III, não era apenas uma figura decorativa em seu reinado. Nascida em uma região que agora faz parte da Líbia Oriental, ela trouxe com seu casamento uma área rica para o Reino Ptolemaico, expandindo significativamente o território e a influência do império.
Durante a invasão de Ptolomeu III à Síria, Berenice governou como regente, indicação de seu poder e influência. Embora não fosse comum para rainhas aparecerem nas moedas da época, a presença de Berenice II nessa moeda em particular sugere não apenas seu status elevado, mas também seu potencial papel como governante de direito.
O que esta descoberta revela sobre a integração cultural e política da época?
A presença da moeda em Jerusalém, fora da Europa, também fala sobre as interações culturais e políticas da época. Jerusalém, sob o governo ptolemaico, não estava em isolamento.
A moeda destaca o intercâmbio entre as elites de Jerusalém e do Egito, uma época em que os laços entre essas regiões eram não apenas viáveis, mas ativamente buscados.
O professor Yuval Gadot observa que a moeda de ouro encontrada atesta a importância política e econômica de Jerusalém no contexto ptolemaico, desafiando noções anteriores de uma cidade isolada e empobrecida.
Como esta descoberta pode redefinir nosso entendimento da história pós-Assíria de Jerusalém?
A moeda sugere que Jerusalém estava longe de ser uma cidade marginal após a destruição do Primeiro Templo. Pelo contrário, era uma cidade em renovação, conectando-se com polos de poder econômico e cultural.
Essa descoberta desafia narrativas anteriores de declínio contínuo, sugerindo em vez disso uma fase de recuperação e crescimento sob a influência ptolemaica.
À medida que novas descobertas continuam a vir à tona, o passado de Jerusalém durante este período intriga e atrai tanto acadêmicos quanto entusiastas da história.
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