Modelo Mariana Weickert descobre diagnóstico sério que poderia ter sido evitado
Entre os sinais mais comuns estão pequenas lesões brilhantes, avermelhadas ou peroladas, além de feridas que sangram com facilidade
Ao receber o diagnóstico de carcinoma basocelular aos 43 anos, a modelo e apresentadora Mariana Weickert precisou reorganizar prioridades e voltar o olhar para a própria saúde.
O tumor de pele, geralmente ligado à exposição prolongada ao sol, chamou a atenção do público justamente por ocorrer em alguém acostumado a cuidar da aparência.
O que é carcinoma basocelular e por que ele merece atenção
O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum e, quando identificado precocemente, tende a ser menos agressivo.
Ele se origina nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme, e costuma crescer de forma lenta, surgindo principalmente em áreas mais expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo, pescoço, ombros e dorso das mãos.
Apesar de ter evolução mais controlada em comparação com outros tumores cutâneos, esse câncer pode causar deformidades locais se for ignorado.
Em estágios avançados, pode invadir tecidos mais profundos, exigindo cirurgias amplas; por isso, qualquer mancha, caroço ou crosta persistente na pele deve ser investigado por um dermatologista ou oncologista o quanto antes.
Quais sinais ajudam a identificar o carcinoma basocelular
Entre os sinais mais comuns estão pequenas lesões brilhantes, avermelhadas ou peroladas, além de feridas que sangram com facilidade. Crostas que não cicatrizam, áreas de pele com aspecto mais espesso ou com bordas elevadas também merecem atenção, mesmo quando não causam dor ou incômodo imediato.
Nem toda alteração é sinal de câncer, mas a avaliação precoce ajuda a afastar riscos e, quando necessário, permite um tratamento mais simples e menos invasivo.
Observar a própria pele com regularidade, em boa iluminação e sem maquiagem, é um passo importante para notar mudanças sutis e procurar ajuda profissional rapidamente.
A maquiagem pode atrapalhar a identificação do carcinoma basocelular
O caso de Mariana levantou a dúvida se produtos de alta cobertura podem dificultar a detecção de um câncer de pele.
A maquiagem pode esconder lesões discretas durante o dia, principalmente em consultas rápidas ou ambientes com iluminação inadequada, mas essa influência tende a ser limitada quando existe uma rotina mínima de autoavaliação.

Ao remover a maquiagem à noite, a pele fica mais exposta e eventuais alterações tendem a se tornar visíveis, favorecendo a percepção de pequenos pontos suspeitos.
O maior problema não é o cosmético em si, mas a falta de atenção a áreas menos visíveis, como couro cabeludo, nuca, axilas, costas e região da virilha, que raramente são examinadas de forma espontânea.
Como prevenir o carcinoma basocelular no dia a dia
A prevenção do carcinoma basocelular passa principalmente pela proteção contra a radiação ultravioleta.
Em um país como o Brasil, onde a incidência solar é elevada quase o ano inteiro, esse cuidado não deve ficar restrito a dias de praia ou piscina, já que caminhadas curtas, direção e trabalho próximo a janelas também somam exposição ao longo dos anos.
Entre as medidas de proteção mais indicadas estão estratégias simples e repetidas diariamente, que ajudam a reduzir o dano cumulativo na pele:
- Uso diário de protetor solar com fator adequado ao fototipo de pele, reaplicado ao longo do dia;
- Preferência por roupas com proteção UV ou tecidos mais fechados em horários de maior incidência solar;
- Uso de chapéus, bonés e óculos de sol para proteger rosto, couro cabeludo e região dos olhos;
- Evitar exposição direta entre 10h e 16h, quando possível;
- Realizar consultas periódicas com dermatologista, especialmente em pessoas com pele clara ou histórico familiar de câncer de pele.
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