Misterioso circulo vermelho surge no céu e deixa astrólogos sem palavras
O fenômeno intrigante foi capturado novamente pelo habilidoso fotógrafo Valter Binotto, que já havia registrado um evento similar em 2023.
Uma misteriosa argola de luz vermelha, semelhante a um círculo luminoso, voltou a surgir no céu de Possagno, uma pitoresca localidade no norte da Itália, despertando surpresa entre os residentes e curiosidade na comunidade científica.
O fenômeno intrigante foi capturado novamente pelo habilidoso fotógrafo Valter Binotto, que já havia registrado um evento similar em 2023.
As observações indicam que o anel brilhante deste ano atingiu impressionantes 200 quilômetros de extensão, situando-se a cerca de 100 quilômetros acima do solo.
Os ELVEs, como são conhecidos, embora pareçam saídos de uma narrativa de ficção científica, têm explicação. Este fenômeno é causado por emissões de luz geradas por pulsos eletromagnéticos que acompanham descargas elétricas extremamente intensas.
O que são os ELVEs e por que são tão raros?
Identificados pela primeira vez pela NASA na década de 1990, os ELVEs são fenômenos atmosféricos de natureza efêmera e incomuns.
O nome é uma sigla em inglês que descreve a sequência de eventos que resultam em uma explosão de luz nos altos céus durante tempestades poderosas.
Eles ocorrem em altitudes muito elevadas e sua duração é curtíssima, em torno de milissegundos, o que dificulta observações a olho nu, tornando mais raro o fato de surgirem repetidamente sobre a mesma região.
Como as condições climáticas influenciam o aparecimento dos ELVEs no céu?
Os ELVEs são geralmente associados a intensas tempestades elétricas, onde a atividade atmosférica é suficiente para gerar poderosos campos eletromagnéticos.
Sua manifestação está fortemente relacionada com movimentos elétricos ascendentes que atingem rapidamente a camada de ionosfera.
Nessas condições, as descargas elétricas produzem efeitos óticos que se revelam como anéis luminosos, frequentemente invisíveis sem instrumentos especiais de captação.
⚡️🏔️ Le photographe Valter Binotto a capturé ce 17 novembre dernier un rare elfe, un immense halo rouge brillant au-dessus des Alpes italiennes.
— Xplora (@XploraSpace) November 25, 2025
🔹 Formé en moins d’une milliseconde et large de plus de 300 km, les elfes sont provoqués par des impulsions électromagnétiques se… pic.twitter.com/uMusa7n44y
Como acontecem os registros fotográficos de um fenômeno no céu tão fugaz?
Registrar esses eventos luminosos exige uma combinação de sorte, técnica e tecnologia.
O fotógrafo Valter Binotto, especializado na captura de fenômenos naturais, se dedica a vigílias noturnas com equipamentos preparados para situações de baixa luminosidade e curtas exposições temporais.
A busca por sprites, fenômenos elétricos que também ocorrem em grandes altitudes, muitas vezes acaba revelando inesperadamente os ELVEs, como ocorreu nas recentes capturas em Possagno.
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Por que Possagno tem sido o cenário frequente de tais fenômenos?
Embora a repetição do fenômeno sobre uma mesma localidade desafie estatísticas, fatores como padrões climáticos, condições geográficas e a presença de tempestades frequentes na região podem contribuir para a observação mais recorrente desse tipo de evento luminoso incomum em Possagno.
A localização estratégica e o clima dinâmico podem favorecer as condições específicas em que os ELVEs tendem a se manifestar.
Observações frequentes, como as de Binotto, abordam a ciência de fenômenos raros sob uma nova perspectiva, permitindo avanços no entendimento das interações entre clima, eletricidade, atmosfera e manifestações de luz visíveis a olho nu ou através de lentes.
Esse trabalho não apenas amplia os horizontes do conhecimento científico, mas também fascina pela beleza dos mistérios celestes.
Compreender os ELVEs continua a ser um desafio e um convite ao explorador moderno que busca desvendar os segredos que habitam os céus.
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