Missão de alto risco acontece após 30 anos para recuperar o 'botas verdes' do Everest

07.07.2026

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Missão de alto risco acontece após 30 anos para recuperar o ‘botas verdes’ do Everest

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Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 30.06.2026 04:33 comentários
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Missão de alto risco acontece após 30 anos para recuperar o ‘botas verdes’ do Everest

A tragédia ficou marcada por uma discussão ética que permanece viva no montanhismo.

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Missão de alto risco acontece após 30 anos para recuperar o ‘botas verdes’ do Everest
Missão de alto risco acontece para recuperar o 'botas verdes' do Everest (Imagem Ilustrativa)

Após quase três décadas servindo como um dos marcos mais conhecidos e sombrios do Monte Everest, o corpo apelidado de “Botas Verdes” poderá finalmente ser retirado da montanha.

As autoridades da Índia abriram uma operação de alto risco para recuperar os restos mortais a cerca de 8.500 metros de altitude, em uma missão que exige especialistas experientes, condições climáticas favoráveis e uma logística extremamente complexa.

Quem era o alpinista conhecido como Botas Verdes?

Por muitos anos, a identidade do corpo gerou debates entre montanhistas. Agora, exames de DNA confirmaram que os restos pertencem ao alpinista indiano Dorje Morup, morto durante a trágica expedição de 1996 no lado norte do Everest.

As botas verdes que permaneceram visíveis por décadas transformaram o local em um dos pontos de referência mais conhecidos da montanha, frequentemente utilizado por escaladores para indicar sua posição durante a subida.

Leia Também: Moedas e barras de ouro desenterradas em um campo agrícola se tornam achado do século do país

Como aconteceu a tragédia do botas verdes em 1996 no lado norte do Everest?

Em 10 de maio de 1996, uma equipe da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana tentou alcançar o cume pela Crista Nordeste.

Três alpinistas seguiram em frente mesmo diante da piora do tempo e ficaram presos na chamada “zona da morte”. No dia seguinte, eles foram encontrados vivos, porém em estado crítico, por outra expedição.

Sem conseguir escapar das condições extremas, os três morreram poucas horas depois devido ao frio intenso e à falta de oxigênio.

Por que esse caso continua gerando tanta polêmica?

A tragédia ficou marcada por uma discussão ética que permanece viva no montanhismo.

A decisão de outra equipe de continuar sua própria escalada, em vez de realizar um resgate, gerou críticas e debates internacionais.

Os principais pontos da controvérsia incluem:

🏔️ Por que esse caso continua gerando tanta polêmica?
⛰️
A “zona da morte” torna qualquer resgate extremamente difícil
Acima dos 8.000 metros de altitude, o oxigênio é escasso, o desgaste físico é extremo e até tarefas simples exigem enorme esforço. Nessas condições, operações de resgate tornam-se tecnicamente complexas e frequentemente impossíveis.
Altitude extrema
⚠️
Salvar uma pessoa pode colocar outras vidas em risco
Equipes de resgate precisam avaliar constantemente se uma tentativa de salvamento pode provocar novas vítimas. Em muitos casos, um único resgate exige vários alpinistas experientes, cilindros extras de oxigênio e longas horas de exposição ao frio intenso.
Decisão crítica
🎯
O dilema entre alcançar o cume ou prestar socorro
Uma das discussões mais controversas envolve a escolha entre continuar a escalada até o topo do Everest ou interromper o objetivo para auxiliar montanhistas em situação crítica. O tema divide especialistas, alpinistas e o público há décadas.
Questão ética
🌍
Diferenças culturais também entram no debate
Alguns relatos apontam que diferentes tradições, formas de liderança e culturas presentes nas expedições internacionais podem influenciar a maneira como decisões difíceis são tomadas durante situações de emergência na montanha.
Debate internacional

Por que recuperar um corpo no Everest é tão perigoso?

A missão exige profissionais altamente especializados e pode durar até 40 dias. Trabalhar a mais de 8.500 metros significa enfrentar falta severa de oxigênio, temperaturas extremas e terrenos muito técnicos.

Além dos desafios físicos, existe um forte componente cultural. Muitos Sherpas tratam esse tipo de operação com profundo respeito, considerando o significado espiritual que a montanha possui para o povo local.

O que pode mudar com essa missão histórica?

Especialistas afirmam que retirar o corpo pode oferecer um encerramento importante para a família de Dorje Morup, desde que a operação não coloque outras vidas em risco. Segundo estimativas, cerca de 200 corpos ainda permanecem no Everest porque muitos estão em locais praticamente inacessíveis.

Se as equipes forem contratadas e o clima colaborar durante a curta janela da temporada, a recuperação poderá marcar um dos resgates mais desafiadores já realizados na montanha mais alta do planeta.

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